Quem escreveu a Bíblia? – Leia isto e muita coisa mudará se você for inteligente.

Em algum lugar do Oriente Médio, por volta do século 10 a.C., uma pessoa decidiu escrever um livro. Pegou uma pena, nanquim e folhas de papiro (uma planta importada do Egito) e começou a contar uma história mágica, diferente de tudo o que já havia sido escrito. Era tão forte, mas tão forte, que virou uma obsessão. Durante os 1 000 anos seguintes, outras pessoas continuariam reescrevendo, rasurando e compilando aquele texto, que viria a se tornar o maior best seller de todos os tempos: a Bíblia. Ela apresentou uma teoria para o surgimento do homem, trouxe os fundamentos do judaísmo e do cristianismo, influenciou o surgimento do islã, mudou a história da arte – sem a Bíblia, não existiriam os afrescos de Michelangelo nem os quadros de Leonardo da Vinci – e nos legou noções básicas da vida moderna, como os direitos humanos e o livre-arbítrio. Mas quem escreveu, afinal, o livro mais importante que a humanidade já viu? Quem eram e o que pensavam essas pessoas? Como criaram o enredo, e quem ditou a voz e o estilo de Deus? O que está na Bíblia deve ser levado ao pé da letra, o que até hoje provoca conflitos armados? A resposta tradicional você já conhece: segundo a tradição judaico-cristã, o autor da Bíblia é o próprio Todo-Poderoso. E ponto final. Mas a verdade é um pouco mais complexa que isso.

A própria Igreja admite que a revelação divina só veio até nós por meio de mãos humanas. A palavra do Senhor é sagrada, mas foi escrita por reles mortais. Como não sobraram vestígios nem evidências concretas da maioria deles, a chave para encontrá-los está na própria Bíblia. Mas ela não é um simples livro: imagine as Escrituras como uma biblioteca inteira, que guarda textos montados pelo tempo, pela história e pela fé. Aliás, o termo “Bíblia”, que usamos no singular, vem do plural grego ta biblia ta hagia – “os livros sagrados”. A tradição religiosa sempre sustentou que cada livro bíblico foi escrito por um autor claramente identificável. Os 5 primeiros livros do Antigo Testamento (que no judaísmo se chamam Torá e no catolicismo Pentateuco) teriam sido escritos pelo profeta Moisés por volta de 1200 a.C. Os Salmos seriam obra do rei Davi, o autor de Juízes seria o profeta Samuel, e assim por diante. Hoje, a maioria dos estudiosos acredita que os livros sagrados foram um trabalho coletivo. E há uma boa explicação para isso.

As histórias da Bíblia derivam de lendas surgidas na chamada Terra de Canaã, que hoje corresponde a Líbano, Palestina, Israel e pedaços da Jordânia, do Egito e da Síria. Durante séculos acreditou-se que Canaã fora dominada pelos hebreus. Mas descobertas recentes da arqueologia revelam que, na maior parte do tempo, Canaã não foi um Estado, mas uma terra sem fronteiras habitada por diversos povos – os hebreus eram apenas uma entre muitas tribos que andavam por ali. Por isso, sua cultura e seus escritos foram fortemente influenciadas por vizinhos como os cananeus, que viviam ali desde o ano 5000 a.C. E eles não foram os únicos a influenciar as histórias do livro sagrado.

As raízes da árvore bíblica também remontam aos sumérios, antigos habitantes do atual Iraque, que no 3o milênio a.C. escreveram a Epopéia de Gilgamesh. Essa história, protagonizada pelo semideus Gilgamesh, menciona uma enchente que devasta o mundo (e da qual algumas pessoas se salvam construindo um barco). Notou semelhanças com a Bíblia e seus textos sobre o dilúvio, a arca de Noé, o fato de Cristo ser humano e divino ao mesmo tempo? Não é mera coincidência. “A Bíblia era uma obra aberta, com influências de muitas culturas”, afirma o especialista em história antiga Anderson Zalewsky Vargas, da UFRGS.

Foi entre os séculos 10 e 9 a.C. que os escritores hebreus começaram a colocar essa sopa multicultural no papel. Isso aconteceu após o reinado de Davi, que teria unificado as tribos hebraicas num pequeno e frágil reino por volta do ano 1000 a.C. A primeira versão das Escrituras foi redigida nessa época e corresponde à maior parte do que hoje são o Gênesis e o Êxodo. Nesses livros, o tema principal é a relação passional (e às vezes conflituosa) entre Deus e os homens. Só que, logo no começo da Beeblia, já existiu uma divergência sobre o papel do homem e do Senhor na história toda. Isso porque o personagem principal, Deus, é tratado por dois nomes diferentes.

Em alguns trechos ele é chamado pelo nome próprio, Yahweh – traduzido em português como Javé ou Jeová. É um tratamento informal, como se o autor fosse íntimo de Deus. Em outros pontos, o Todo-Poderoso é chamado de Elohim, um título respeitoso e distante (que pode ser traduzido simplesmente como “Deus”). Como se explica isso? Para os fundamentalistas, não tem conversa: Moisés escreveu tudo sozinho e usou os dois nomes simplesmente porque quis. Só que um trecho desse texto narra a morte do próprio Moisés. Isso indica que ele não é o único autor. Os historiadores e a maioria dos religiosos aceitam outra teoria: esses textos tiveram pelo menos outros dois editores.

Acredita-se que os trechos que falam de Javé sejam os mais antigos, escritos numa época em que a religiosidade era menos formal. Eles contêm uma passagem reveladora: antes da criação do mundo, “Yahweh não derramara chuva sobre a terra, e nem havia homem para lavrar o solo”. Essa frase, “não havia homem para lavrar o solo”, indica que, na primeira versão da Bíblia, o homem não era apenas mais uma criação de Deus – ele desempenha um papel ativo e fundamental na história toda. “Nesse relato, o homem é co-criador do mundo”, diz o teólogo Humberto Gonçalves, do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, no Rio Grande do Sul.

Pelo nome que usa para se referir a Deus (Javé), o autor desses trechos foi apelidado de Javista. Já o outro autor, que teria vivido por volta de 850 a.C., é apelidado de Eloísta. Mais sisudo e religioso, ele compôs uma narrativa bastante diferente. Ao contrário do Deus-Javé, que fez o mundo num único dia, o Deus-Elohim levou 6 (e descansou no 7o). Nessa história, a criação é um ato exclusivo de Deus, e o homem surge apenas no 6o dia, junto aos animais.

Tempos mais tarde, os dois relatos foram misturados por editores anônimos – e a narrativa do Eloísta, mais comportada, foi parar no início das Escrituras. Começando por aquela frase incrivelmente simples e poderosa, notória até entre quem nunca leu a Bíblia: “E, no início, Deus criou o céu e a terra…”

Em 589 a.C., Jerusalém foi arrasada pelos babilônios, e grande parte da população foi aprisionada e levada para o atual Iraque. Décadas depois, os hebreus foram libertados por Ciro, senhor do Império Persa – um conquistador “esclarecido”, que tinha tolerância religiosa. Aos poucos, os hebreus retornaram a Canaã – mas com sua fé transformada. Agora os sacerdotes judaicos rejeitavam o politeísmo e diziam que Javé era o único e absoluto deus do Universo. “O monoteísmo pode ter surgido pelo contato com os persas – a religião deles, o masdeísmo, pregava a existência de um deus bondoso, Ahura Mazda, em constante combate contra um deus maligno, Arimã. Essa noção se reflete até na idéia cristã de um combate entre Deus e o Diabo”, afirma Zalewsky, da UFRGS.

A versão final do Pentateuco surgiu por volta de 389 a.C. Nessa época, um religioso chamado Esdras liderou um grupo de sacerdotes que mudaram radicalmente o judaísmo – a começar por suas escrituras. Eles editaram os livros anteriores e escreveram a maior parte dos livros Deuteronômio, Números, Levítico e também um dos pontos altos da Bíblia: os 10 Mandamentos. Além de afirmar o monoteísmo sem sombra de dúvidas (“amarás a Deus acima de todas as coisas” é o primeiro mandamento), a reforma conduzida por Esdras impunha leis religiosas bem rígidas, como a proibição do casamento entre hebreus e não-hebreus. Algumas das leis encontradas no Levítico se assemelham à ética moderna dos direitos humanos: “Se um estrangeiro vier morar convosco, não o maltrates. Ama-o como se fosse um de vós”.

Outras passagens, no entanto, descrevem um Senhor belicoso, vingativo e sanguinário, que ordena o extermínio de cidades inteiras – mulheres e crianças incluídas. “Se a religião prega a compaixão, por que os textos sagrados têm tanto ódio?”, pergunta a historiadora americana Karen Armstrong, autora de um novo e provocativo estudo sobre a Bíblia. Para os especialistas, a violência do Antigo Testamento é fruto dos séculos de guerras com os assírios e os babilônios. Os autores do livro sagrado foram influenciados por essa atmosfera de ódio, e daí surgiram as histórias em que Deus se mostra bastante violento e até cruel. Os redatores da Bíblia estavam extravasando sua angústia.

Por volta do ano 200 a.C., o cânone (conjunto de livros sagrados) hebraico já estava finalizado e começou a se alastrar pelo Oriente Médio. A primeira tradução completa do Antigo Testamento é dessa época. Ela foi feita a mando do rei Ptolomeu 2o em Alexandria, no Egito, grande centro cultural da época. Segundo uma lenda, essa tradução (de hebraico para grego) foi realizada por 72 sábios judeus. Por isso, o texto é conhecido como Septuaginta. Além da tradução grega, também surgiram versões do Antigo Testamento no idioma aramaico – que era uma espécie de língua franca do Oriente Médio naquela época.

Dois séculos mais tarde, a Bíblia em aramaico estava bombando: ela era a mais lida na Judéia, na Samária e na Galiléia (províncias que formam os atuais territórios de Israel e da Palestina). Foi aí que um jovem judeu, grande personagem desta história, começou a se destacar. Como Sócrates, Buda e outros pensadores que mudaram o mundo, Jesus de Nazaré nada deixou por escrito – os primeiros textos sobre ele foram produzidos décadas após sua morte.

E o cristianismo já nasceu perseguido: por se recusarem a cultuar os deuses oficiais, os cristãos eram considerados subversivos pelo Império Romano, que dominava boa parte do Oriente Médio desde o século 1 a.C. Foi nesse clima de medo que os cristãos passaram a colocar no papel as histórias de Jesus, que circulavam em aramaico e também em coiné – um dialeto grego falado pelos mais pobres. “Os cristãos queriam compreender suas origens e debater seus problemas de identidade”, diz o teólogo Paulo Nogueira, da Universidade Metodista de São Paulo. Para fazer isso, criaram um novo gênero literário: o evangelho. Esse termo, que vem do grego evangélion (“boa-nova”), é um tipo de narrativa religiosa contando os milagres, os ensinamentos e a vida do Messias.

A maioria dos evangelhos escritos nos séculos 1 e 2 desapareceu. Naquela época, um “livro” era um amontoado de papiros avulsos, enrolados em forma de pergaminho, podendo ser facilmente extraviados e perdidos. Mas alguns evangelhos foram copiados e recopiados à mão, por membros da Igreja. Até que, por volta do século 4, tomaram o formato de códice – um conjunto de folhas de couro encadernadas, ancestral do livro moderno. O problema é que, a essa altura do campeonato, gerações e gerações de copiadores já haviam introduzido alterações nos textos originais – seja por descuido, seja de propósito. “Muitos erros foram feitos nas cópias, erros que às vezes mudaram o sentido dos textos. Em certos casos, tais erros foram também propositais, de acordo com a teologia do escrivão”, afirma o padre e teólogo Luigi Schiavo, da Universidade Católica de Goiás. Quer ver um exemplo?

Sabe aquela famosa cena em que Jesus salva uma adúltera prestes a ser apedrejada? De acordo com especialistas, esse trecho foi inserido no Evangelho de João por algum escriba, por volta do século 3. Isso porque, na época, o cristianismo estava cortando seu cordão umbilical com o judaísmo. E apedrejar adúlteras é uma das leis que os sacerdotes-escritores judeus haviam colocado no Pentateuco. A introdução da cena em que Jesus salva a adúltera passa a idéia de que os ensinamentos de Cristo haviam superado a Torá – e, portanto, os cristãos já não precisavam respeitar ao pé da letra todos os ensinamentos judeus.

A julgar pelo último livro da Bíblia cristã, o Apocalipse (que descreve o fim do mundo), o receio de ter suas narrativas “editadas” era comum entre os autores do Novo Testamento. No versículo 18, lê-se uma terrível ameaça: “Se alguém fizer acréscimos às páginas deste livro, Deus o castigará com as pragas descritas aqui”. Essa ameaça reflete bem o clima dos primeiros séculos do cristianismo: uma verdadeira baderna teológica, com montes de seitas defendendo idéias diferentes sobre Deus e o Messias. A seita dos docetas, por exemplo, acreditava que Jesus não teve um corpo físico. Ele seria um espírito, e sua crucificação e morte não passariam – literalmente – de ilusão de ótica. Já os ebionistas acreditavam que Jesus não nascera Filho de Deus, mas fora adotado, já adulto, pelo Senhor. A primeira tentativa de organizar esse caos das Escrituras ocorreu por volta de 142 – e o responsável não foi um clérigo, mas um rico comerciante de navios chamado Marcião.

A Bíblia segundo Marcião

Ele nasceu na atual Turquia, foi para Roma, converteu-se ao cristianismo, virou um teólogo influente e resolveu montar sua própria seleção de textos sagrados. A Bíblia de Marcião era bem diferente da que conhecemos hoje. Isso porque ele simpatizava com uma seita cristã hoje desaparecida, o gnosticismo. Para os gnósticos, o Deus do Velho Testamento não era o mesmo que enviara Jesus – na verdade, as duas divindades seriam inimigas mortais. O Deus hebraico era monstruoso e sanguinário, e controlava apenas o mundo material. Já o universo espiritual seria dominado por um Deus bondoso, o pai de Jesus. A Bíblia editada por Marcião continha apenas o Evangelho de João, 11 cartas de Paulo e nenhuma página do Velho Testamento. Se as idéias de Marcião tivessem triunfado, hoje as histórias de Adão e Eva no paraíso, a arca de Noé e a travessia do mar Vermelho não fariam parte da cultura ocidental. Mas, por volta de 170, o gnosticismo foi declarado proibido pelas autoridades eclesiásticas, e o primeiro editor da Bíblia cristã acabou excomungado.

Roma, até então pior inimiga dos cristãos, ia se rendendo à nova fé. Em 313, o imperador romano Constantino se aliou à Igreja. Ele pretendia usar a força crescente da nova religião para fortalecer seu império. Para isso, no entanto, precisava de uma fé una e sólida. A pressão de Constantino levou os mais influentes bispos cristãos a se reunirem no Concílio de Nicéia, em 325, para colocar ordem na casa de Deus. Ali, surgiu o cânone do cristianismo – a lista oficial de livros que, segundo a Igreja, realmente haviam sido inspirados por Deus.

“A escolha também era política. Um grupo afirmou seu poder e autoridade sobre os outros”, diz o padre Luigi. Esse grupo era o dos cristãos apostólicos, que ganharam poder ao se aliar com o Império Romano. Os apostólicos eram, por assim dizer, o “partido do governo”. E por isso definiram o que iria entrar, ou ser eliminado, das Escrituras.

Eles escolheram os evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João para representar a biografia oficial de Cristo, enquanto as invenções dos docetas, dos ebionistas e de outras seitas foram excluídas, e seus autores declarados hereges. Os textos excluídos do cânone ganharam o nome de “apócrifos” – palavra que vem do grego apocrypha, “o que foi ocultado”. A maioria dos apócrifos se perdeu – afinal de contas, os escribas da Igreja não estavam interessados em recopiá-los para a posteridade. Mas, com o surgimento da arqueologia, no século 19, pedaços desses textos foram encontrados nas areias do Oriente Médio. É o caso de um polêmico texto encontrado em 1886 no Egito. Ele é assinado por uma certa “Maria” que muitos acreditam ser a Madalena, discípula de Jesus, presente em vários trechos do Novo Testamento. O evangelho atribuído a ela é bem feminista: Madalena é descrita como uma figura tão importante quanto Pedro e os outros apóstolos. Nos primórdios do cristianismo, as mulheres eram aceitas no clero – e eram, inclusive, consideradas capazes de fazer profecias. Foi só no século 3 que o sacerdócio virou monopólio masculino, o que explicaria a censura da apóstola e seu testemunho. Aliás, tudo indica que Madalena não foi prostituta – idéia que teria surgido por um erro na interpretação do livro sagrado. No ano 591, o papa Gregório fez um sermão dizendo que Madalena e outra mulher, também citada nas Escrituras e essa sim ex-pecadora, na verdade seriam a mesma pessoa (em 1967, o Vaticano desfez o equívoco, limpando a reputação de Maria).

Na evolução da Bíblia, foram aparecendo vários trechos machistas – e suspeitos. É o caso de uma passagem atribuída ao apóstolo Paulo: “A mulher aprenda (…) com toda a sujeição. Não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem (…) porque Adão foi formado primeiro, e depois Eva”. É provável que Paulo jamais tenha escrito essas palavras – porque, na época em que ele viveu, o cristianismo não pregava a submissão da mulher. Acredita-se que essa parte tenha sido adicionada por algum escriba por volta do século 2.

Após a conversão do imperador Constantino, o eixo do cristianismo se deslocou do Oriente Médio para Roma. Só que, para completar a romanização da fé, faltava um passo: traduzir a palavra de Deus para o latim. A missão coube ao teólogo Eusebius Hyeronimus, que mais tarde viria a ser canonizado com o nome de são Jerônimo. Sob ordens do papa Damaso, ele viajou a Jerusalém em 406 para aprender hebraico e traduzir o Antigo e o Novo Testamento. Não foi nada fácil: o trabalho durou 17 anos.

Daí saiu a Vulgata, a Bíblia latina, que até hoje é o texto oficial da Igreja Católica. Essa é a Bíblia que todo mundo conhece. “A Vulgata foi o alicerce da Igreja no Ocidente”, explica o padre Luigi. Ela é tão influente, mas tão influente, que até seus erros de tradução se tornaram clássicos. Ao traduzir uma passagem do Êxodo que descreve o semblante do profeta Moisés, são Jerônimo escreveu em latim: cornuta esse facies sua, ou seja, “sua face tinha chifres”. Esse detalhe esquisito foi levado a sério por artistas como Michelangelo – sua famosa escultura representando Moisés, hoje exposta no Vaticano, está ornada com dois belos corninhos. Tudo porque Jerônimo tropeçou na palavra hebraica karan, que pode significar tanto “chifre” quanto “raio de luz”. A tradução correta está na Septuaginta: o profeta tinha o rosto iluminado, e não chifrudo. Apesar de erros como esse, a Vulgata reinou absoluta ao longo da Idade Média – durante séculos, não houve outras traduções.

O único jeito de disseminar o livro sagrado era copiá-lo à mão, tarefa realizada pelos monges copistas. Eles raramente saíam dos mosteiros e passavam a vida copiando e catalogando manuscritos antigos. Só que, às vezes, também se metiam a fazer o papel de autores.

Após a queda do Império Romano, grande parte da literatura da Antiguidade grega e romana se perdeu – foi graças ao trabalho dos monges copistas que livros como a Ilíada e a Odisséia chegaram até nós. Mas alguns deles eram meio malandros: costumavam interpolar textos nas Escrituras Sagradas para agradar a reis e imperadores. No século 15, por exemplo, monges espanhóis trocaram o termo “babilônios” por “infiéis” no texto do Antigo Testamento – um truque para atacar os muçulmanos, que disputavam com os espanhóis a posse da península Ibérica.

Escrituras em série

Tudo isso mudou após a invenção da imprensa, em 1455. Agora ninguém mais dependia dos copistas para multiplicar os exemplares da Bíblia. Por isso, o grande foco de mudanças no texto sagrado passou a ser outro: as traduções.Em 1522, o pastor Martinho Lutero usou a imprensa para divulgar em massa sua tradução da Bíblia, que tinha feito direto do hebraico e do grego para o alemão. Era a primeira vez que o texto sagrado era vertido numa língua moderna – e a nova versão trouxe várias mudanças, que provocavam a Igreja (veja quadro na pág. 65). Logo depois um britânico, William Tyndale, ousou traduzir a Bíblia para o inglês. No Novo Testamento, ele traduziu a palavra ecclesia por “congregação”, em vez de “igreja”, o termo preferido pelas traduções católicas. A mudança nessa palavrinha era um desafio ao poder dos papas: como era protestante, Tyndale tinha suas diferenças com a Igreja. Resultado? Ele foi queimado como herege em 1536. Mas até hoje seu trabalho é referência para as versões inglesas do livro sagrado.

A Bíblia chegou ao nosso idioma em 1753 – quando foi publicada sua primeira tradução completa para o português, feita pelo protestante João Ferreira de Almeida. Hoje, a tradução considerada oficial é a feita pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e lançada em 2001. Ela é considerada mais simples e coloquial que as traduções anteriores. De lá para cá, a Bíblia ganhou o mundo e as línguas. Já foi vertida para mais de 300 idiomas e continua um dos livros mais influentes do mundo: todos os anos, são publicadas 11 milhões de cópias do texto integral, e 14 milhões só do Novo Testamento.

Depois de tantos séculos de versões e contra-versões, ainda não há consenso sobre a forma certa de traduzi-la. Alguns buscam traduções mais próximas do sentido e da época original – como as passagens traduzidas do hebraico pelo lingüista David Rosenberg na obra O Livro de J, de 1990. Outros acham que a Bíblia deve ser modernizada para atrair leitores. O lingüista Eugene Nida, que verteu a Bíblia na década de 1960, chegou ao extremo de traduzir a palavra “sestércios”, a antiga moeda romana, por “dólares”. Em 2008, duas versões igualmente ousadas estão agitando as Escrituras: a Green Bible (“Bíblia Verde”, ainda sem versão em português), que destaca 1 000 passagens relacionadas à ecologia – como o momento em que Jó fala sobre os animais –, e a Bible Illuminated (‘Bíblia Iluminada”, em inglês), com design ultramoderno e fotos de celebridades como Nelson Mandela e Angelina Jolie.

A Bíblia se transforma, mas uma coisa não muda: cada pessoa, ou grupo de pessoas, a interpreta de uma maneira diferente – às vezes, com propósitos equivocados. Em pleno século 21, pastores fundamentalistas tentam proibir o ensino da Teoria da Evolução nas escolas dos EUA, sendo que a própria Igreja aceita as teorias de Darwin desde a década de 1950. Líderes como o pastor Jerry Falwell defendem o retorno da escravidão e o apedrejamento de adúlteros, e no Oriente Médio rabinos extremistas usam trechos da Torá para justificar a ocupação de terras árabes. Por quê? Porque está na Bíblia, dizem os radicais. Não é nada disso. Hoje, os principais estudiosos afirmam que a Bíblia não deve ser lida como um manual de regras literais – e sim como o relato da jornada, tortuosa e cheia de percalços, do ser humano em busca de Deus. Porque esse é, afinal, o verdadeiro sentido dessa árvore de histórias regada há 3 mil anos por centenas de mãos, cabeças e corações humanos: a crença num sentido transcendente da existência.

 

Top 5 pragas

I. Quando os hebreus eram escravos no Egito, o Senhor enviou 10 pragas contra os opressores do povo escolhido. A primeira delas foi transformar toda a água do país em sangue (Êxodo 7:21).

II. Como o faraó não libertava os hebreus, o Senhor radicalizou: matou, numa só noite, todos os primogênitos do Egito. “E houve grande clamor no país, pois não havia casa onde não houvesse um morto” (Êxodo 12:30).

III. Desgostoso com os pecados de Sodoma e Gomorra, Deus destruiu as duas cidades com uma chuvarada de fogo e enxofre (Gênesis 19:24).

IV. Para punir as deso­bediências do rei Davi, o Senhor enviou uma doença não identificada, que matou 70 mil homens e 200 mil mulheres e crianças (2 Samuel, 24: 1-13).

V. Quando a nação dos filisteus roubou a arca da Aliança, onde estavam guardados os 10 Mandamentos, o Senhor os castigou com um surto de hemorróidas letais. “Os intestinos lhes saíam para fora e apodreciam” (1 Samuel 5:9) . 

Os possíveis autores

1200 a.C. – Moisés

Segundo uma lenda judaica, a Torá (obra precursora da Bíblia) teria sido escrita por ele. Mas há controvérsias, pois existe um trecho da Torá que diz: “Moisés morreu e foi sepultado pelo Senhor próximo a Fegor”. Ora, se Moisés é o autor do texto, como ele poderia ter relatado a própria morte?

1000 a.C. – Javista

Viveu na corte do rei Davi, no antigo reino de Israel, e era um aristocrata. Ou, quem sabe, uma aristocrata: para o crítico Harold Bloom, Javista era mulher. Isso porque os personagens femininos da Bíblia (Eva e Sara, por exemplo) são muito mais elaborados que os masculinos.

Século 4 a.C. – Esdras

Líder religioso que reformou o judaísmo e possível editor do Pentateuco (5 primeiros livros da Bíblia). Vários trechos bíblicos editados por ele pregam a violência: “Derrubareis todos os altares dos povos que ides expropriar, queimareis as casas, e mudareis os nomes desses lugares”.

Século 1 – Paulo

Nunca viu Cristo pessoalmente, mas foi o primeiro a escrever sobre ele. Nascido na Turquia, Paulo viajou e fundou igrejas pelo Oriente Médio. Ele escrevia cartas para essas igrejas, contando a incrível aventura de um tal Jesus – que foi crucificado e ressuscitou.

Século 1 – Maria Madalena

Estava entre os discípulos favoritos de Jesus – e, diferentemente do que o Vaticano sustentou durante séculos, nunca foi prostituta. Pelo contrário: tinha influência no cristianismo e é a suposta autora do Apócrifo de Maria, um livro em que fala sobre sua relação pessoal com Jesus e divulga os ensinamentos dele.

Século 1 – João

Escreveu o 4o evangelho do Novo Testamento (João) e o Livro do Apocalipse, o último da Bíblia. Para ele, Jesus não é apenas um messias – é um ser sobrenatural, a própria encarnação de Deus. Essa interpretação mística marca a ruptura definitiva entre judaísmo e fé cristã.

Século 5 – Jerônimo

Nascido no território da atual Hungria, este padre foi enviado a Jerusalém com uma missão importantíssima: traduzir a Bíblia do grego para o latim. Cometeu alguns erros, como dizer que o profeta Moisés tinha chifres (uma confusão com a palavra hebraica karan, que na verdade significa “raio de luz”).

Século 16 – William Tyndale

Possuir trechos da Bíblia em qualquer idioma que não fosse o latim era crime. O professor Tyndale não quis nem saber, traduziu tudo para o inglês, e acabou na fogueira. Mas seu trabalho foi incrivelmente influente: é a base da chamada “Bíblia do Rei James”, até hoje a tradução mais lida nos países de língua inglesa. 

Top 5 matanças

I. Um grupo de meninos malcriados zombou da calvície do profeta Eliseu. Pra quê! Na hora, dois ursos famintos saíram de um bosque e comeram as crianças (2 Reis 2:24).

II. Cercado por um exército de filisteus, o herói Sansão apanhou a mandíbula de um jumento morto. Usando o osso como arma, ele massacrou mil inimigos (Juízes, 15:16).

III. O profeta Elias convidou os sacerdotes do deus Baal para uma competição de orações. Era uma armadilha: Elias incitou o povo, que linchou os pagãos (1 Reis 18:40).

VI. Os judeus haviam perdido a fé e começaram a adorar um bezerro de ouro. Moisés ficou furioso e mandou sacerdotes levitas matar 3 mil infiéis (Êxodo 32:19).

V. A nação dos amalequitas disputava o território de Canaã com os judeus. O Senhor ordena que todos os amalequitas sejam chacinados (1 Samuel 15:18). 

Top 5 satanagens

I. Após a destruição de Sodoma, os únicos sobreviventes eram Ló e suas duas filhas. As filhas de Lot embebedaram o pai e tiveram com ele a noite mais incestuosa da Bíblia (Gênesis 19:31).

II. O Cântico dos Cânticos, atribuído ao rei Salomão, é altamente erótico. Um dos trechos: “Teu corpo é como a palmeira, e teus seios, como cachos de uvas” (Cânticos 7:7).

III. Os anjos do Senhor tiveram chamegos ilícitos com mulheres mortais. “Vendo os Filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram-nas como mulheres, tantas quanto desejaram” (Gênesis 6:2).

IV. A Bíblia diz que os antigos egípcios eram muito bem-dotados. Após a fuga para Canaã, a judia Ooliba tem saudades dos tempos em que se prostituía no Egito. Tudo porque “seus amantes (…) ejaculavam como cavalos” (Ezequiel 23:20).

V. O hebreu Onã casou com a viúva de seu irmão, mas não conseguia fazer sexo com ela – preferia o prazer solitário. Do nome dele vem o termo “onanismo”, que significa masturbação (Gênesis 38:9). 

As história da história

Como o livro sagrado evoluiu ao longo dos tempos

Tanach – Século 5 a.C.

É a Bíblia judaica, e tem 3 livros: Torá (palavra hebraica que significa “lei”), Nebiim (“profetas”) e Ketuvim (“escritos”). É parecida com a Bíblia atual, pois os católicos copiaram seus escritos. Contém as sementes do monoteísmo e da ética religiosa, mas também pregações de violência. A primeira das bíblias tem trechos ambíguos e misteriosos – algumas passagens dão a entender que Javé não é o único deus do Universo.

Septuaginta – Século 3 a.C.

O Oriente Médio era dominado pelos gregos e pelos macedônios. Muitos judeus viviam em cidades de cultura grega, como Alexandria, e desejavam adaptar sua religião aos novos tempos. Diz a lenda que Ptolomeu, rei do Egito, reuniu um grupo de 72 sábios judeus para traduzir a Tanach – e fizeram tudo em 72 dias. Por isso, o resultado é conhecido como Septuaginta. Inclui textos que não constam da Tanach.

Novo Testamento – Século 1

A língua do Antigo Testamento é o hebraico, mas o Novo Testamento foi escrito num dialeto grego chamado coiné. Contém os relatos sobre vida, milagres, morte e ressurreição de Jesus – os evangelhos. Em alguns trechos, vai deixando evidente a divergência entre cristianismo e judaísmo. É o caso, por exemplo, do Evangelho de João, em que Jesus é descrito como uma encarnação de Deus (coisa na qual os judeus não acreditavam).

Católica – Século 4

Seus autores decidiram incluir 7 livros que os judeus não reconheciam. São os chamados Deuterocanônicos: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, Macabeus 1 e 2 (mais trechos dos livros Daniel e Ester). A Bíblia católica bate na tecla do monoteísmo: a palavra hebraica Elohim, usada na Tanach para designar a divindade, é o plural de El, um deus cananeu. Mas foi traduzida no singular e virou “Senhor”.

Ortodoxa – Por volta do século 4

É baseada na Septuaginta, mas também inclui livros considerados apócrifos por católicos e protestantes: Esdras 1, Macabeus 3 e 4 e o Salmo 151. A tradução é mais exata (nesta Bíblia, Moisés nunca teve chifres, um erro de tradução introduzido pela Bíblia latina), e os escritos não são levados ao pé da letra: para os ortodoxos, o que conta são as interpretações do texto bíblico, feitas por teólogos ao longo dos séculos.

Protestante – Século 16

Ao traduzir a Bíblia para o alemão, Martinho Lutero excluiu os livros Deuterocanônicos e mudou algumas coisas. Um exemplo é a palavra grega metanoia, que na Bíblia católica significa “fazer penitência” – uma referência à confissão dos pecados, um dos sacramentos católicos. Já Lutero traduziu metanoia como “reviravolta”. Para ele, confessar os pecados era inútil. O importante era transformar a vida pela fé. 

Top 5 milagres

I. O maior de todos os milagres divinos foi o primeiro: a Criação do mundo, pelo poder da palavra. “E Deus disse: que haja luz. E houve luz” (Gênesis 1:3).

II. Para dar-lhe uma amostra de seus poderes, o Senhor leva Ezequiel a um campo cheio de esqueletos – e os traz de volta à vida. “O vento do Senhor soprou neles, e viveram” (Ezequiel, 37; 1-28).

III. Graças à benção divina, o herói Sansão tinha a força de muitos homens. Certa vez, foi atacado por um leão. “O espírito do Senhor deu-lhe poder, e Sansão destroçou a fera com as próprias mãos, como se matasse um cabrito” (Juízes 14:6).

IV. Josué liderava uma batalha contra os amalequitas, mas o Sol estava se pondo. Como não queria lutar no escuro, o hebreu pediu ajuda divina – e o Sol ficou no céu (Josué 10:13).

V. Para fugir do Egito, os hebreus precisavam atravessar o mar Vermelho. E não tinham navios. Moisés ergueu seu bastão e as águas do mar se dividiram. Após a passagem dos hebreus, o profeta deixou que as ondas se fechassem sobre os exércitos do faraó (Êxodo 14; 21-30). 

Para saber mais

A Bíblia: Uma Biografia

Karen Armstrong, Jorge Zahar Editora, 2007.

Who Wrote the Bible?

Richard Elliott Friedman, HarperOne, 1997.

O que eles não te contam na igreja

Fora estes acima, tem mais uma lista que você nunca iria saber pelas igrejas. Afinal, o que importa mesmo é se os santinhos rendem dinheiro de alguma forma, custe o que custar.

Citarei alguns deuses apenas que Jesus foi cópia perfeita (antes dele), ninguém imitou Jesus ou que os autores e seus povos copiaram para produzirem o deus anterior ou conhecido.

  •  Hórus no Egito,
  • Attis na Phirgia,
  • Krishnada na Índia,
  • Dionísio na Grécia,
  • Mithra da Pércia,
  • Chrishna de Hindostan,
  • Buddha Sakia da Índia,
  • Salivahna das Bermudas,
  • Odin de Scandinavians,
  •  Crite da Chaldea,
  • Balido Afghanistan,
  • Indra do Tibet,
  • Jao do Nepal,
  • Wittoba do Bilingonese,
  • Atys da Phrygia,
  • Xamolxis do Thrace,
  • Zoar do Bonzes,
  • Adadda Assyria,
  • Alcidesde Thebes,
  • Baddru do Japão, 
  • Thor do Gauls,
  • Hil e Fetade Mandaites,
  •  Fohi e Tien da China,
  • Adonis da Grécia,
  • Prometheus do Caucasus.

Todos estes fizeram o mesmo que Jesus, sempre numa sequência incrivelmente na qual o cristianismo também adotou-a.

E agora Datena?

 

“A ciência é uma porcaria, e que ajudou tanto o mundo, que ele está do jeito que está.” 

Palavras de José Luiz Datena, condenado na justiça dia 13 de setembro de 2011 por agredir ateus e a ciência que de fato ela mudou o mundo, diferente dos deuses que só criaram guerras e ilusões.

Obrigado Datena, nos fortaleceu, precisamos disso e agora o mundo conhecerá a verdade mais do que antes, pois temos fatos contra contos de fadas e duendes da floresta encantada. Querem convencer o mundo com seus “kits” de mistérios encantados?

Desculpem, não funciona mais como antigamente, o mundo matou a charada dos deuses.

O Evolucionista Brasil - Facebook

Adultos enlouquecidos pelas suas religiões sem fundamentos agridem crianças inocentes.

Este é mais um artigo para abrilhantar a semana com mais uma insanidade, que esta sendo prolífica de notícias do mundo crental (e não estou me referindo aos evangélicos, mas sim a todos aqueles que possuem religião no qual possuem crenças em seres imaginários).

Mas sei que a religião é a ferramenta perfeita para os seres humanos tentarem desenhar uma quadradura no círculo (para tomar emprestada uma das frases favoritas de Christopher Hitchens), e temos aqui mais um caso, no qual uma criança de apenas 11 anos de idade foi traumatizada por um padre (como se não bastassem as centenas de milhares, como podemos ver o que aconteceu na Irlanda – e há quem diga que a maioria da população irlandesa já foi molestada por religiosos).
Então, trago aqui na íntegra a notícia que foi publicada na Folha no dia 19 de agosto:
Os pais de uma menor de 11 anos acusaram um padre católico de ter agredido a menina por ela ter recebido a hóstia e, em vez de consumi-la, levou-a aos irmãos para mostrar a eles como era, em episódio registrado no norte da Colômbia.
Em entrevista a televisões locais, Samuel Martínez, o pai da menina, disse que a situação aconteceu na igreja Santíssimo Cristo, em La Loma, no departamento de Cesar, norte.
“A menina não consumiu a hóstia, mas foi mostrá-la a seus irmãos, e o padre a perseguiu, pegou-a e lhe deu um tapa”, afirmou Martínez, que lamentou a forma como o sacerdote Ramón Muñoz agiu.
A mamãe da menina disse que, assim como a filha, ficou paralisada pelo pânico e não pôde reagir.
Ela acrescentou que a menina foi incapacitada e que atualmente recebe tratamento psicológico pelo episódio e não quer retornar ao colégio nem falar com ninguém além das pessoas mais próximas.
Os pais da pré-adolescente levaram o caso às autoridades.
A imprensa local informou que embora tenham procurado o padre, não conseguiram encontrá-lo.
Como vocês todos podem ver, este caso ilustra o quanto Dawkins tinha razão em afirmar que as crianças não deveriam ser doutrinadas para assimilarem as religiões dos seus pais, pois elas não possuem consciência formada sobre o que estão aceitando exatamente, não possuem senso crítico para analisar a religião e os seus pressupostos, não possuem formação moral e ética totalmente definida para perceberem a roubada em que estão se metendo, não possuem o direito da escolha para que possam analisar a múltipla variedade de religiões que existem no mundo e então fazer a escolha por aquela que melhor lhe convier (apesar de eu achar que a esmagadora maioria não presta mesmo, tenho uma pequena predileção pelas religiões que adotam filosofias de vida, como é o caso do Budismo, Xintoísmo, Laoismo, Jainismo, etc).
.
Eu sei que as pessoas aceitam com muita naturalidade que uma criança seja apresentada como sendo uma cristã, uma evangélica, uma muçulmana, uma judia e assim por diante. A religião está tão entranhada na vida das pessoas no mundo de hoje, tanto quanto herdamos a língua paterna, o patriotismo pelo país em que vivemos, os costumes sociais que adotamos, e assim por diante. Ou seja, é uma bagagem cultural que carregamos.
.
Com a diferença de que já não tem mais o valor de antigamente. Não há mais rituais, não há mais significado, não há mais a mística de antigamente, não há mais a ligação com a comunidade, não há mais a consciência da integração com o mundo, não há mais o encantamento. com o sagrado e o profano. Simplesmente é recebida com indiferença, impessoalidade, uma etiqueta social.
.
Mas é claro que as pessoas ficariam chocadas se alguém lhes apresentasse crianças tucanas, crianças petistas, crianças nazistas, crianças comunistas, e assim por diante. E as pessoas diriam que são muito novas para terem essas filiações, que elas não sabem de nada, que deveriam ser concedidas as chances de escolher o que querem ser e com o que se identificam. Mas quando o assunto é religião, o silêncio é sepulcral…
.
Já tivemos uma amostra disso, quando publicamos um artigo com uma resenha do livro “Filhos sem deus”, no qual dezenas de pessoas escreveram comentários irados. Não conseguiam conceber a idéia de que é possível criar filhos sem que lhes seja incutida a idéia da existência de seres imaginários do qual não há absolutamente nenhuma prova que indique que são reais. Preferem a crença pela crença, em uma necessidade de crer. Oras bolas, se tais seres existissem, a fé e a crença seriam absolutamente dispensáveis…
.
Voltando à história, o comportamento do padre é absolutamente condenável. Não havia necessidade de traumatizar uma criança por causa de uma porcaria de uma hóstia!
.
O comportamento do padre em relação à criança, preferindo o ato gratuito de agressão contra uma inocente brincadeira, que com certeza não o fez por mal, representa uma antítese apoteótica da transmissão dos valores religiosos. Supõe-se que na cerimônia da hóstia dita “sagrada” em que ocorre o fenômeno imaginário da transubstanciação de Jesus (no qual um farelo vagabundo se transforma em “carne e sangue”), pudesse ocorrer ou até mesmo inspirar os melhores sentimentos humanos como o amor, a compaixão, misericórdia, tolerância, esse tipo de coisa toda. Mas não foi o que aconteceu, foi? Em vez disso, encontramos a incompreensão, intolerância, raiva, ódio, agressividade exacerbada.
.
Em minha opinião, é só mais uma prova de que a religião em si, não é a melhor maneira e nem mesmo serve como apoio para moralizar o ser humano (pois não podemos esquecer as inúmeras atrocidades em nome das religiões, com o altíssimo custo de centenas de milhões de vidas perdidas). Muitas vezes, a própria religião, com os seus dogmas e doutrinas, acaba fornecendo os subsídios para que sejam perpetrados atos atrozes e desumanos. E ainda dizem que o que estão fazendo ou cometendo é “moral e ético, pois é em nome de um deus”, por mais flagrante que seja a imoralidade. Quantos exemplos já não vimos narrados nas chamadas “Escrituras Sagradas”?
.
Lamento muito pela criança, que foi traumatizada de forma desnecessária, mas isso deveria nos servir de alerta para que deixemos de levar as nossas crianças às igrejas, batizados, locais de cultos, aulas de escolas dominicais, não arrastá-las a templos barulhentos e desperdiçar as infâncias delas, entupir-lhes as cabeças com idéias vagas e inverossímeis, ameaçá-las de castigos atrozes e terríveis se não acreditarem nos amigos imaginários dos adultos e ainda terem a hipocrisia que estão dizendo isso “para o bem delas, porque há um deus que as ama”.
Se a Humanidade quiser crescer e ter o seu valor como espécie neste Universo, ela deve deixar para trás a infância, que são as religiões “monoteístas” da Idade do Ferro pós-neolítica, criadas por um bando de sacerdotes de uma região desértica, com os seus costumes tribais e bárbaros, chauvinistas, machistas, provincianos e egocêntricos.
.
Daniel Dennet, em seu livro “Quebrando o Encanto”, deixou bem claro que a moral e a ética são independentes da religião.
.
Alguns leitores podem protestar, dizendo que não é bem assim, afirmando que as religiões fazem parte do caráter moral da pessoa, e freqüentemente recorrem a uma das famosas citações de Dostoievski – “Se deus não existe, tudo é permitido” – na obra Irmãos Karamazov. Ora bolas, a própria bíblia possui 613 mandamentos, no qual a esmagadora maioria os crentes fingem que não existem, e muitos deles não estão sendo seguidos à risca. Que crente, hoje em dia, poderia obedecê-los em sua totalidade e ainda assim se considerar uma pessoa ética e moral? Muitos dos mandamentos contidos nessa bíblia simplesmente são inaceitáveis em nossas sociedades nos dias de hoje. Posso citar o exemplo de ninguém mata os seus próprios filhos por eles serem rebeldes em suas adolescências, ninguém leva adúlteros para apedrejamento em praças públicas, ninguém em sã consciência venderia as suas filhas como escravas sexuais, e assim por diante.
.
A grosso modo, a simples decisão de não seguir esses “ensinamentos bíblicos de elevado valor, divinamente inspirados” mostra o quanto somos muito melhores em termos morais e éticos, em nosso próprio julgamento pessoal. Muitos não se dão conta desse fato. Infelizmente, os mais fanáticos não reconhecem que não estão errados quando seguem à risca. Todos nós sabemos dos tristes resultados desse fanatismo cego e exacerbado.
.
Nos realmente precisamos ensinar isso às crianças e legar-lhes as nossas misérias?
.
Os nossos leitores deveriam pensar seriamente neste assunto, e no bem-estar de seus filhos.

A minha dor, a dor de um pai de verdade.

Aqui vendo esta foto acima, eu me revolto e logo lembro dos meus filhos, imagino se fossem eles, sozinhos, sem seus pais, este já mortos pela guerra dos “deuses”. Agora penso o que eles fariam sozinhos jogados ao mundo, até ouço a voz deles a me chamar, papai…  sem saber onde iriam comer, beber água e dormir. Isso é revoltante em um mundo que ignorantes batem no peito e dizem que tem um deus que é amor, paz e justiça. Dizem que tudo que pedi-lo, assim ele fará. Mentira, ignorância e medo das religiões. Isso é a verdade dos fatos!

Será que você tem um DEUS onipotente (que tudo pode), onipresente (que está em todo lugar), onisciente (que tudo sabe)? Irônico isso, não acha?

Sinceramente, você não tem um DEUS, você tem um livro de histórias mal contadas e cheias de promessas falsas e que podem serem postas à prova em qualquer momento que desejar.

Raciocine, analise o mundo em sua volta e a sua fragilidade diante dos fatos, mesmo você dizendo ter um DEUS. Não é um DEUS, são histórias que te amedrontaram e você aceitou-as por que não leu direito, só te falaram ou te mostraram o que é bom para aos ouvidos.

A verdade é que poucos tem coragem de te falar a verdadeira VERDADE.

Lute socialmente por humanos melhores e com mais educação para nossas crianças. Não lute religiosamente em defesa de um livro de histórias e um “deus” que se diz onipotente, pois os fatos mostram sua fragilidade como um deus diante dos acontecimentos e o desprezo para com seus milhões de seguidores na espera de algo para suprir sua necessidades e medos.

Seja inteligente e racional, caia na real.

Foi muito difícil escrever esta postagem.Autor do Blog

Pastor revê profecia e afirma que o mundo acabará nesta sexta; assunto vira febre no Twitter

                            Te enganei de novo!! – Disse Jesus.

A previsão do Pastor Harold Camping, de que o mundo acabará hoje, dia 21/10 fez o assunto entrar na relação de assuntos mais comentados no Brasil através do Twitter, com a hashtag #OFimdoMundoSexta.

Conhecido nos Estados Unidos como “Pregador Apocalipse”, Harold Camping foi recentemente premiado com o Ig Nobel, por protagonizar um dos mais notórios casos de erros de cálculo. Segundo os organizadores do prêmio, as pessoas devem aprender com Camping como não se deve fazer contas.

Não é a primeira vez que Harold Camping prevê o fim do mundo, sem no entanto, o mundo ter acabado. Dessa vez, o pregador não dá muitos detalhes de como ocorrerá a destruição do planeta, porém afirma que “o processo de destruição” começou no dia 21/05/2011 e se encerrará amanhã, 21/10 às 20h.

O Pastor Harold Camping dirige uma rede de emissoras de rádio nos Estados Unidos, e mandou espalhar diversos outdoors naquele país, alertando as pessoas sobre o fim do mundo. Na época de sua primeira previsão, diversos fieis largaram emprego, venderam casas e bens materiais, e com o erro do Pastor, afirmaram terem ficado surpresos.

Segundo a Revista Forbes, Camping explica que suas previsões são feitas pois ele possui uma grande capacidade de interpretar evidências numerológicas na Bíblia. As outras datas em que o Pastor havia previsto o fim do mundo foram 6 de setembro de 1964, 21 de maio de 1988, além de 21 de maio de 2011. A teoria dele é baseada na previsão feita através de interpretações de números descritos na Bíblia, e afirma que a volta de Cristo à Terra acontecerá 722.500 dias após sua crucificação.

Aqui no Brasil, tem centenas destes incubados, vez por outra nas igrejas tentam ser “profetas”. Alguém pode citar alguma profecia consumada por algum destes? Nenhuma, assim podemos irmos mais à praia ver mulheres bonitas e ter esses malucos pra gente rir. Piores são os “fiéis” certos que Jesus vem despencando no meio da nuvens de óculos escuro e  cheio de correntes outro pra levar eles pra cidade de ouro, deve ser por isso o interesse de amar esse deus do ouro.

A rede de rádios de Camping possui 66 emissoras nos Estados Unidos e transmite programações em mais de 30 idiomas para emissoras de outros países.

Centenas de Israelenses assinam petição de “sem religião”

Centenas de judeus israelenses assinaram uma petição solicitando que as autoridades do país os registrem como “sem religião” e apaguem a qualificação deles como judeus nos registros civis. Os documentos, assinados na noite de domingo perante advogados em Tel Aviv, serão encaminhados ao Ministério do Interior.

Assinaturas em petição para que haja
 separação entre Estado e religião

Os signatários exigem a separação clara entre o Estado e a religião em Israel e consideram a religião irrelevante para os registros civis.

Um dos que assinaram, o jornalista Uri Avnery, de 88 anos, disse à BBC Brasil que a assinatura em massa do documento “é um passo importante para que finalmente a religião seja separada do Estado”.

“Israel está se transformando em um Estado teocrático no qual os ultraortodoxos controlam todos os aspectos da vida do cidadão”, afirmou Avnery.

“Sou um total ateu e não vejo razão alguma para que eu esteja registrado como pertencente à religião judaica e subordinado ao rabinato”, disse.

O Estado de Israel classifica uma pessoa que nasceu de mãe judia ou se converteu ao judaísmo de acordo com as regras ortodoxas como pertencente à religião e à nacionalidade judaica.

Algumas leis do país, no entanto, fazem distinções entre cidadãos judeus israelenses e árabes israelenses.

Por exemplo, a maioria das terras públicas em Israel não pode ser vendida a cidadãos não-judeus, pois existem restrições nos regulamentos das instituições que administram as terras, segundo as quais terras públicas só podem ser transferidas para judeus.

O movimento para apagar a definição de judaísmo nos registros civis começou com o ato individual do escritor Yoram Kaniuk, que moveu um processo contra o Ministério do Interior exigindo ser registrado como “sem religião”.

No dia 5 deste mês, o Tribunal de Tel Aviv resolveu aceitar o recurso de Kaniuk e instruiu o Ministério do Interior a cancelar a definição de judaísmo de seus registros.

Kaniuk, considerado um dos escritores mais importantes de Israel, afirma que pertence ao povo judeu, mas não à religião judaica. “Hoje em dia, os maiores inimigos do judaísmo são o rabinato e as autoridades ortodoxas”, afirmou.

O poeta Oded Carmeli, um dos organizadores do movimento, disse que o precedente criado por Kaniuk lhe possibilitou “sair do armário”. “Sempre fui ateu, mas no judaísmo qualquer pessoa cuja mãe é judia é automaticamente considerada como pertencente à religião judaica, desde o momento em que nasce.”

“Quando nasci, ninguém me perguntou se queria ser registrado como judeu ou não, mas agora, depois do ato de Kaniuk, finalmente posso me registrar de acordo com a minha verdadeira identidade, pois não acredito em nenhum Deus”, disse Carmeli.

Para Miki Gitsin, líder do movimento Israel Livre, “centenas de israelenses não suportam mais o fato que as instituições rabínicas e os políticos ultraortodoxos controlam suas vidas e os impedem de viver de acordo com seus princípios”.

Uma das principais restrições impostas pelas autoridades religiosas ao público laico é a ausência de casamento civil em Israel. Um homem definido como judeu só pode se casar de acordo com os preceitos do rabinato, e somente com uma mulher judia. Se um cidadão israelense quiser se casar em casamento civil terá que viajar para o exterior.

O pedido de apagar a religião judaica dos registros civis desperta a indignação de muitos israelenses, que enviam reações furiosas pela internet aos signatários dos documentos.

No site do jornal Haaretz, alguns comentavam que a secularização significaria “a morte de Israel” e que o Estado foi criado para ser judeu.

Um leitor escreveu que a medida é semelhante a “querer que o Vaticano separe Estado e religião”. Outro internauta afirmou que “o judaísmo não é apenas uma religião, mas uma ordem social que define os judeus”.

 

Deus e seu “amor”

Ignorância, crença e medo do imaginário que ainda chamam o Deus Justo, Amor e Paz. Não se engane estude, leia:

Esta geração Deus “poupou”, mas o inocentes não,  veja e leia na sua bíblia:

Deus decide mandar matar homens inocentes apenas por que não descobriu quem estuprou uma mulher. Um deus onisciente e onipresente, que tudo sabe e tudo ver?

Mas é realmente o que aconteceu;

Os filhos de Jacó circuncidam “todos os que saíam da porta da cidade”. Então eles entram na cidade e matam todos os machos e levam cativas suas esposas e crianças. Gênesis [34:24-29]

Não poderia ter poupado a vida de inocentes e evitado o sofrimento de crianças em perderem seus pais e mulheres seus maridos? Apenas perguntando ao “super poderoso” quem estuprou sua irmã?

Que deus “bom” este que o homem criou para o seu próprio prazer sanguinário.

Extraterrestres são católicos e não discordam da bíblia. Religião e Ciência se amam.

Isso deve ser piada ou mesmo reconhecimento direto da força e inteligência científica batendo de frente com estes religiosos safados, que agora querem ser bonzinhos e se perderam nas suas religiões e crenças de contos de fadas infundadas, e querem agora com sutilidade se integrar a ciência.

Querem um espaço na ciência? Vão ter sim. Mas não esqueceremos as ignorâncias e ataques com seus deuses “onipotentes” e assassinos de homens e crianças inocentes.

Aqui não tem deuses bonzinhos na ciência pra perdoar safados que matam e ignoram pessoas sérias que buscam a verdadeira verdade. Venham, encontraram o seu “lago de fogo”. Sejam bem vindos! A verdade com fatos é a nossa arma, e não teorias religiosas com atos assassinos pra provar a existência de um deus psicopata.

O padre José G. Funes, diretor do Observatório do Vaticano desde 2006 e estudioso de astronomia extragaláctica, afirma em entrevista à revista New Scientist que não existe um conflito real entre ciência e fé e que as descobertas científicas não são um problema para a teologia católica, porque “no fim nós vamos encontrar uma explicação, talvez não nesta vida, mas na próxima vida”. Funes ainda diz que o Vaticano não interfere nas pesquisas dos cientistas, que pode pesquisar qualquer tema, e que até a descoberta de vida extraterrestre não seria um problema para a religião.

“Eu não vejo nenhuma séria dificuldade para a teologia católica se – “SE” com letras maiúsculas – nós encontrarmos vida em algum lugar do universo”, se limitou a dizer o cientista. Funes diz à revista que a Igreja não afeta na pesquisa do observatório. “Eu tive uma audiência privada com o papa Bento XVI em 2008 e ele nunca disse ‘você tem que estudar isso ou aquilo’. Nós temos completa liberdade para pesquisar, e tópicos que estudamos são tópicos nos quais os astrônomos estão interessados: ciência planetária, agrupamentos de galáxias, cosmologia e o Big Bang. Eu estudo galáxias próximas. Um jesuíta que se unirá a nós em setembro estudará planetas extrassolares.”

O diretor diz ainda que ciência e religião não podem interferir uma no mundo da outra. “O problema é quando a religião entre no mundo da ciência, o método científico. (…) Por outro lado, é um perigo quando cientistas usam ciência fora do método científico, para fazer afirmações filosóficas e religiosas – usando ciência para uma finalidade para a qual a ciência não foi feita. Então, por exemplo, você não pode usar ciência para negar a existência de Deus. Você pode acreditar em que você quiser, mas não pode usar ciência para provar que Deus não existe.”

Questionado se o trabalho de alguma maneira afeta as suas crenças religiosas, Funes diz que, ao contrário, ela ajuda. “Eu posso dizer que meu trabalho como cientistas me ajuda a ser uma pessoa religiosa, um padre.”

Deus do Cristianismo, o assassino amado.

Milhões de pessoas amam um deus que foi mandante e até mesmo autor direto de assassinatos em massa, infanticídios e outros atos de crueldade. Contudo ainda gerações a fio chegaram aos dias de hoje acorrentadas ao medo e dizendo que amam a este deus assassino.

Medo, apenas medo de se perder a alma e crentes que terão uma vida eterna dada por este deus sem confiança, assim não abandonam-o. Tudo isso é fruto de uma grande técnica de amedrontamento usada pelas religiões à milhões de anos, afim de não perder seus seguidores já iludidos e assustados  com as “proezas” do deus escolhido, assim aplicada à mente da humanidade ignorante e amedrontada com as matanças e “mágicas” do passado e futuras promessas de mais matanças em massa caso nao se prostem diante dEle e digam que o amam.

Para este deus assassino precisamos nos prostar diante dEle e colocarmos nossas criancas diante das ameaças dEele para que ele nos ame.

Eu amo meus filhos sem esperar nada deles por isso, sem precisar ameaçá-los, sem dizer que se ele nao me amar eu jogarei em um lago de fogo eterno. Nem mesmo matar outras criancinhas porque  ele me desobedeceu ou um só indivíduo em meio à uma cidade inteira “pecou” contra meu orgulho e toda cidade será queimada com milhares de inocentes nela .

Sou mais amável e melhor que o deus do cristianismo como pai e criatura realmente viva neste Universo.

Esta postagem até aqui foi completamente escrita pelo autor deste blog, para as demais sem este aviso de rodapé incluiu-se opiniões próprias em conteúdos coletados na rede.

Não é possível precisar o número exato, já que não se pode contabilizar quantos morreram no dilúvio, ou em Sodoma e Gomorra, e em outros incontáveis massacres. Portanto vamos considerar apenas os números explícitos na bíblia.

quantidade Total
A mulher de Ló, por olhar para trás. [Gn 19:26] 1 1
Er, por ser mau aos olhos do Senhor. [Gn 38:7] 1 2
Onan, por derramar sua semente. [Gn 38:10] 1 3
Por adorarem o bezerro de ouro. [Ex 32:27-28] 3.000 3.003
Por blasfemar. [Lv 24:10-23] 1 3.004
Por recolher lenha no sábado. [Nm 15:32-36] 1 3.005
Corá, Datã e Abirão, e suas famílias. [Nm 16:27] 12 3.017
Queimados vivos por oferecer incenso. [Nm 16:35] 250 3.267
Por reclamar. [Nm 16:49] 14.700 17.967
Por se prostituir com as filhas de Moabe. [Nm 25:9] 24.000 41.967
Massacre midianita. [Nm 31:1-35] 90.000 131.967
Acã e sua família. [Js 7:24-26] 5 131.972
Ataque a Ai. [Js 8:1-25] 12.000 143.972
Cananeus e farizeus. [Jz 1:4] 10.000 153.972
Eúde mata em nome de Deus. [Jz 3:15-22] 1 153.973
Moabitas. [Jz 3:28-29] 10.000 163.973
Midianitas forçados a matar uns aos outros. [Jz 7:2-22] 120.000 283.973
O espírito do Senhor vem até Sansão. [Jz 14:19] 30 284.003
Mais uma vez Sansão se enche de Espírito Santo. [Jz 15:14-15] 1.000 285.003
Deus ajuda Sansão a matar. [Jz 16:27-30] 3.000 288.003
Mais benjamitas. [Jz 20:44-46] 25.000 313.003
Por olhar dentro da arca do Senhor. [I Sm 6:19] 50.070 363.073
Filisteus. [I Sm 14:12] 20 363.093
Samuel mata Agague (por ordem de Deus). [I Sm 15:32-337] 1 363.094
Deus feriu Nabal. [I Sm 35:28] 1 363.095
Uzá, por tentar impedir a arca de cair. [II Sm 6:6-7] 1 363.096
O filho de Davi, ainda bebê. [II Sm 12:14-18] 1 363.097
Sete filhos de Saul enforcados diante do Senhor. [II Sm 21:6-9] 7 363.104
Punição pelo censo de Davi. [II Sm 24:13] 70.000 433.104
Um profeta por acreditar na mentira de outro profeta. [I Rs 13:1-24] 1 433.105
Deus entrega os sírios. [I Rs 20:28-29] 100.000 533.105
Deus faz uma parede cair sobre soldados sírios. [I Rs 20:30] 27.000 560.105
Deus envia um leão matar um homem por não matar um profeta. [I Rs 20:35-36] 1 560.106
Queimados vivos por Deus. [II Rs 1:9-12] 102 560.208
Deus envia dois ursos para matar 42 crianças. [II Rs 2:23-24] 42 560.250
Morreu por não crer em Elias. [II Rs 7:17-20] 1 560.251
Jezebel. [II Rs 9:33-37] 1 560.582
Deus mandou leões matar alguns estrangeiros. [II Rs 17:25-26] 3 560.585
Assírios. [II Rs 19:35] 185.000 745.585
Saul. [I Cr 10:14] 1 745.586
Deus entrega Israel nas mãos de Judá. [II Cr 13:15-17] 500.000 1.245.586
Jeroboão. [II Cr 13:20] 1 1.245.587
O Senhor entregou os etíopes. [II Cr 14:9-14] 1.000.000 2.245.587
Jeroão. [II Cr 21:14-19] 1 2.245.588
A mulher de Ezequiel. [Ez 24:15-18 ] 1 2.245.589
Ananias e sua esposa. [At 5:1-10] 2 2.245.590
Herodes. [At 12:23] 1 2.245.591

Então é isso… a contagem nesse momento está em dois milhões, duzentos e quarenta e cinco mil, quinhentos e noventa e uma mortes, todas provocadas ou ordenadas por Deus.

Vale lembrar que esse número, apesar de grande, é apenas uma pequena parcela das mortes supostamente cometidas por Deus, já que não há como calcular as diversas mortes ocorridas em massacres à povos não mencionados na bíblia.

O comentário que eu esperava.

Este foi um comentário feito no Blog de astronomia http://universosobrenatural.blogspot.com/ na postagem que informa sobre  um satélite que está sendo descartado pelos cientistas, mas olha só o que rola nos comentários nestes assuntos, não só neste assunto, mas tem centenas de outros que presencio todos os dias….

…basta não compreenderem > Eventos naturais x Religião = MEDO e Volta de Jesus!

ADEMIR ALVES SANTOS disse…
se prepara jesus esta voltando pode ser sua ultima chance,aceite ele agora……………………..
16 de setembro de 2011 21:19 
Mobile Access disse…
A ciência disse um SATÉLITE descartado pelo homem, e vem um maluco assombrado com as religiões e diz pra aceitar JESUS!! Ou que Jesus tá voltando e vai cair junto com o satélite, ou vai bater no satélite e desviar a rota, ou pra eu aceitá-lo para que o satélite não acerte minha cabeça, coisa do tipo deve está imaginando. A religião gera imaginações de todos os tipos e cores.
Coisas sem pé e sem cabeça são ensinadas nas igrejas à milhares de ignorantes e assombrados pelas religiões e seus deuses assassinos. O que tem haver UMA COISA COM A OUTRA?
Não se pode nem falar que vai chover forte ou que um meteoro vem em direção a terra que já é Jesus que vai voltar ou é Jesus montado no meteoro vindo buscar os malucos assombrados com suas religiões e criações. Sem noção esses religiosos.
Eles ficam firmes e alegres achando que assustam todas as pessoas com citações bíblicas, sabe pq? Pq se pelam de medo com estas. Desculpem, mas não achem que todos acreditam em unicórnios e duendes, igualmente em Jesus.
Só servem mesmo pra assustar vcs. CUIDADO viuuu… Jesus tá voltando, tem mais uns 4 meteoros que em breve estão em rota de colisão com a terra, então Jesus tem 5 chances com estas de está voltando, CUIDADO!!
Percebeu que sempre que é anunciado na mídia que vai acontecer algo de ruim logo se pelam de medo e diz de imediato que é pq Jesus ta voltando ou coisa parecida? É o medo!
Acontecimentos naturais não podem existir perto dessas pessoas, senão já é Jesus voltando! Sempre que tem um Tsunami ou Tempestade muito forte já gritam e dizem que é o fim do mundo,Jesus, deus com raiva ou bêbado com suas atitudes psicopatas.
Depois que a tempestade passa, que é natural que ocorra isso, esperam um novo fim do mundo ou Jesus tentar voltar de novo no próximo acontecimento natural do planeta. Isso é o medo que causa toda essa paranoia.
Estudem não acreditem em fadas voando com varinhas mágicas, ESTUDEM!O que será que falavam antes de Jesus nascer, se é que nasceu? Era jesus nascendo não era? Se algo natural de grandes proporções acontecesse, como Jesus ainda não tinha prometido voltar então era Jesus nascendo naquele tempo,é de rir isso.
Que idiotas medrosos! Que ignorantes assustados com seus contos de fadas que criaram para amedrontar a si mesmos, a ciência fala uma coisa, os religiosos logo querem justificar a existência de um deus por meio dos fatos naturais e científicos.O medo gera essas misturas típicas de crentes e religiosos assombrados com o deus que criaram para assustá-los e condenarem a si mesmo, e ainda acham “lindo” e o amam, que ignorância primitiva adorarem um deus que promete jogar seus filhos no lago de fogo ardente se não se prostrarem diante dele. Que pai bom esse, não acham?
LEIAM ESTE SITE E VEJAM O QUE NÃO SE DIZ NAS IGREJAS, A VERDADE! >> http://universosobrenatural.blogspot.com/
19 de setembro de 2011 11:08 

Postar um comentário

Dráuzio Varella

Não sou religioso. Respeito todas as crenças, mas os religiosos não têm nenhum respeito pelas pessoas sem fé. Quando digo que não tenho religião, acham que sou imoral. É como se eu tivesse parte com o diabo.

Quando tinha 10 anos fiz a primeira comunhão. A professora de catecismo dizia que não pode morder a hóstia, porque um menino na França tinha mordido a hóstia e tinha saído sangue pela boca. Fiquei com aquilo na cabeça. Na primeira comunhão eu não tive coragem, mas, uma semana depois, um tio fez bodas de prata e teve uma missa. Aí fui lá receber a hóstia, voltei para o meu lugar e mastiguei. Não saiu nada e eu virei ateu naquele momento.

A partir daí, sempre que ouvia as aulas de religião no colégio pensava que aquilo podia ser mentira. E quando você começa a fazer isso com religião é devastador, porque é uma questão de fé, religião não admite racionalidade.

A fragilidade da mente religiosa.

A religião, a crença ou qualquer outro nome dado ao grupo de idéias geradas pela mente humana em seus momentos de necessidades e medos, é umas das maiores ignorâncias já observadas pelo próprio homem, este lúcido, sem medos e sem fantasias consegue discernir o real da fantasia sensacionalista.

Para suprimento próprio em suas imaginações que se reservam, estas fantasias servem para tentarem viver a vida com mais aparente segurança ou adquirir uma outra vida após esta.

Os humanos criam heróis, heroínas, valentes, “príncipes do amor” e muitos deles não são tão valentes e precisam de um deus para ajudar nas suas proezas e garantir sua fama gerações a fio, que logo se dão conta que o pequeno nunca é grande, na lógica, o pobre e o medroso sempre precisa de um deus cheio de poderes com seus monstros do lago ou do mar, depende de onde o inventor ou povo criou aquele deus para suprir suas necessidades.

O pior, que se você não aceita este ou aquele deus, ele mesmo te destruírá, com seu “amor”, e ainda diz que é “justiça” também, técnica do bom e justo pastor pra não ser apedrejado, diz que foi justo, matou por amor, sim, amor a si mesmo talvez.

Mas sempre indiretamente, os deuses estão mandando um monstro, dragões, diabinhos ou uma bola de fogo, etc. Afinal, os deuses criados até hoje, falo dos mais “poderosos”, pois tem os fraquinhos, estes sempre dizem que são criadores de tudo que existe, então consequentemente é cooparticipante da destruição dos que não o aceitam. Mas tem muitos que dão desculpas para este fato, dizendo que foi o seu oposto, o maldito, o demônio, o diabo e outros que são bem criativas suas aparências, na maioria das vezes parecem muito com animais mais comuns naquela região em que o deus também apareceu.

Mas nessas revanches religiosas observem que se trata de indivíduos defensores da sua religião ou pode ser também uma regra do próprio deus daquela religião ou ceita,  estes indivíduos estão no grupo dos amedrontados pelo impressionismo, que é capaz de criar deuses coloridos ou uma simples religião cheia de mágicas e condenações como medida de prevenção de sua integridade moral ou de sustentabilidade social.

Agora vamos ao ponto que está sendo direcionado o comentário acima. O que se observa hoje em uma sociedade, seja ela em uma grande metrópole ou em uma tripo indígena em um floresta remota, ambas estão sempre envolvidas praticamente diretamente à uma fantasia impressionista. Por sua vez não seria igual ou geraria multidões, se não houvesse algo ou alguém que gerasse pânico ou fizesse uma lista de promessas supridoras das principais necessidades da raça humana.

Afinal é natural que qualquer individuo que quer realizar algo, e este compreender que para ele aquilo que deseja é impossível, não é de se estranhar que seja normal e perceptível que este indivíduo deseje ter um “ser” maior; um deus, um monstro de sete cabeças, uma vaca, uma rainha, um rei ou até mesmo uma mancha na parede de alguma igreja, logo já é de interesse se acreditar que aquilo pode ser útil para curar um familiar, conseguir um emprego pro marido ou arrendar uma “vida eterna”.

Isto acontece na maioria dos casos por não se compreender aquilo ou aquele quer vir a prometer algo para resolver a limitação, ou suprir o desejo daquele indivíduo. Logo um deus ou um dragão que ele possa imaginar e inserir uma gama de poderes e aparências, dos mais supridores possíveis e das mais interessantes ou amedrontadoras aparências possíveis, estes sào integrados de um tempo primitivo até a sociedade moderna atual.

Só assim esse ser sensacionalista poderá se auto-sustentar sem perder “fiéis”e continuar sendo admirado e respeitado por multidões que por trás estão mais é amedrontadas do que querendo amar algo imaginário.

O que acontece com pessoas sensíveis a novidades que lhes privam entendimento ou acesso ao esclarecimento realístico?

Estas de cara quando observam, escutam e são pegas de surpresa, logo “explodem” em um mundo de cores e falsas sensações, por um simples fato; elas julgam o que não compreendem ser algo “divino” ou de “outro mundo” e logo acham aquilo útil para si.

Esta pessoas não se esforçam em compreender ou ao menos tentam, já querem o mais fácil e o que mais rapidamente aliviem suas tensões de necessidades e medos do “além”. Instantaneamente usam a oportunidade para defender a existência do deus que ela crer naquele momento da vida, pois tem gente que sai de galho em galho, e não sabe que está na mesma árvore, é só pura falta de observação e medo que o galho quebre ou jogue ele penhasco abaixo. Logo estas pessoas  geram ligações exageradas com algo que viram, sentiram ou que alguém contou em um momento oportuno de sentimentalismo momentâneo, que é muito comum em momentos no escuro, ouvindo músicas e em cultos onde também é comum a aglomeração de pessoas com a mesma fragilidade mental para com esses assuntos, de fato estes momentos geram euforismo e sensibilidades extremas, geradas apenas pela concentração local de vários indivíduos que acreditam ser o “divino”que esteja lá. Mas nunca tentaram sentir a mesma coisa em outro lugar, na verdade não sentirão a mesma euforia e sensibilidade onde não houver gente gritando ou musicas melódicas, o que fica claro que o deus que crer só aparece em multidões e com músicas que fazem chorar.

No cristianismo por exemplo, diz que para se invocar Jesus – Deus, tem que ter dois indivíduos juntos solicitando a sua presença. Agora vamos ser inteligente e encarar que é uma palhaçada saber que se você estiver perdido em uma floresta, ilha ou em alto mar sozinho, você não terá Jesus nenhum, lá você queira ou não tem que ser ateu. Afinal está sozinho, o deus do cristianismo só estará contigo se você se perder com outro individuo, senão amigo, você papocou!

Um exemplo interessante eu observei esta semana com um leitor do blog http://www.universosobrenatural.blogspot.com, este à dias vinha me perguntado sobre astronomia, minhas opiniões e colocava as dele também. No entanto o que mais me impressionou foi as associações generalizadas que o leitor descrevia em suas notas de explicações sobre a vida no geral; a mistura rica de deuses, demônios, políticos, pessoas ricas, marconaria, iluminati, Microsoft, cristianismo, judaísmo, candomblé e outros itens do medo mundial que se associa aos dias de hoje.

O fato observado em resumo foi que ele sempre associou os acontecimentos a cada caso à um tipo de religião, ceita ou grupo político. O mais ignorante fato foi o de que ele sempre que via algo ruim que se associava a àquela religião ou seita que estava, logo pulava pra outra, sendo que era bem claro que cada uma no incio para sua aceitação ocorreu por que apresentava um acontecimento que gerava espanto e impressionismo com seus supostos feitos e promessas, logo associadas a “segurança” própria, ou seja, a ameaça de ser “condenado” ou da “morte eterna” caso saísse fora.

Conclusão: O ser humano desprevenido da intenção de obter compreenção e inteligência, este se perde no mundo das estórias e ilusoes que trazem do mundo primitivo, as  suas falsas promessas e suas técnicas de amedrontamento para que estes indivíduos sem apoio cientifico se “afoguem” nos mundos coloridos, que estes são de fato muito férteis, com suas fantasias e sensacionalismos, prontos para gerarem guerras e medo mundial em troca de submissão ao imaginário. Os jovens, velhos e pessoas ignorantes sem conhecimento cientifico são os mais atingidos, pois assemelho as religiões as drogas, atacam na maioria dos casos as classes mais frágeis de informação cientifica e menos privilegiada socialmente. Observe, é fato.

Contudo quem sofrem são os inocentes, crianças, não-religiosos e todos aqueles que não precisam dessas crenças e religiões para serem felizes, mas estas sim, retiram a felicidade de povos que vivem felizes a milhares de anos, até o momento que os “deuses” chegam para acabar com a verdadeira paz.

 Esta postagem foi completamente escrita pelo autor deste blog, para as demais sem este aviso de rodapé incluiu-se opiniões próprias em conteúdos coletados na rede.

Não é só no Brasil que tem ilusionistas do Cristianismo.

Segue uma lista básica dos maiores ilusionistas  do cristianismo.

Antes a opinião do autor deste Blog:

A pergunta é:  - É da vontade do “Deus todo poderoso”? Porquê ele não restituiu ou avisou os enganados? Só depois de muito prejuízo? Certamente nem depois.

Pois o mundo do conformismo e da fantasia de que é “da vontade de Deus” logo toma o seu espaço e os ilusionistas se escondem nas suas luxuosas mansões em ilhas paradisíacas pro resto da vida quando são liberados por seus advogados. Ou será os “anjos”? Pois todo pastor tem anjos “escolhidos” por Deus para defendê-lo mesmo no “vale da sombra da morte”!.

Engraçado como funciona o processo de “adoção” de um deus. Igual no conto da Branca de Neve, os sete anõezinhos vivem numa ilusão profunda com a beleza da moça, mas não imaginam que ela jamais vai querer namorar ou casar com algum deles. Pura técnica ilusória que funciona perfeitamente com suas coisas “belas”, sutis e aparente “amor”. Simples e fácil.

Já sei, é “mistério” de Deus, só Ele sabe, somos limitados pra entender, foi um caso isolado, é por que Deus quer levar uns pro céu e outros pro inferno, etc.

Que ignorância por medo da própria imaginação. O “grande” Deus pula fora nesta hora. Pois tem seus defensores bem instruídos e cegos pela fantasia com suas promessas e ameaças.

Sabe qual é a verdade?

“Se queres dominar uma Nação (povo), mantenha-os na ignorância e no medo de se perder a Alma”

Oral Roberts -

- Em 1977, Oral Roberts afirmou que Deus lhe aparecera e instruíra a construir um centro médico chamado CIDADE DA FÉ. Em 1980, ele disse que havia visto e conversado com um Jesus de 900 pés de altura e que Jesus lhe dissera que iria resolver os problemas financeiros da CIDADE DA FÉ. Sete anos depois, Roberts disse que Deus lhe havia aparecido novamente e afirmara que ele iria morrer, caso não levantasse oito milhões de dólares, dentro de 12 meses. Apesar disto, as visões megalômanas e os intermináveis apelos por fundos não conseguiram salvar a CIDADA DA FÉ. Em 1989, Roberts fechou a CIDADE, a fim de pagar as dívidas.

Mesmo assim, o mundo pentecostal, de um modo geral, não deixou de acreditar no falso profeta Roberts, mesmo sendo ele uma fraude religiosa. Milhares de pessoas e mantenedores ingênuos continuaram a enviar milhões de dólares às igrejas pentecostais e aos ministérios de Roberts.

Jim Bakker –

Em 1989, Jim Bakker, presidente de um influente programa na PTL Television - uma TV pentecostal – foi preso por ter defraudado os seus seguidores em 158 milhões de dólares. Em 1994, ele foi libertado, após o pagamento de cinco dos quarenta e cinco anos a que fora sentenciado. Seu julgamento trouxe a público o seu luxuoso estilo de vida, o qual incluía seis imóveis residenciais de luxo e até uma casa de cachorro com ar condicionado. Os promotores acusaram Bakker de desviar, para uso próprio, 3,7 milhões de dólares dos fundos coletados para o seu “ministério”. Bakker também cometeu adultério com a secretária da igreja, Jéssica Hahn, e precisou lhe pagar mais de 250 mil dólares, a fim de liquidar o assunto.  A esposa de Bakker, Tammy Faye, ex-anfitriã do PTL Club, divorciou-se dele, enquanto ele estava na prisão, e casou-se com Roe Messner, um velho amigo da família, cuja companhia havia ajudado a construir o recanto turístico  PTL´s Heritage USA.

Hoje, Tammy Faye tem um ministério favorável aos homossexuais. Ela aparece em eventos nacionais das paradas do “orgulho gay”, inclusive numa contestação semelhante, em Washington, DC., quando se apresentou “rodeada de homens efeminados e maquilados” (Charisma News, Novembro 2002). Em Janeiro de 2000, Bakker disse no Larry King Show: ”Cada pessoa que morreu no holocausto (judeu) está no céu”. Bakker defendeu esta doutrina herética numa carta ao editor, a qual apareceu na revista Charisma, em Junho daquele ano.

Jimmy Swaggart –

Um ano depois da publicação do primeiro escândalo da PTL, nas manchetes internacionais, Jimmy Swaggart, um dos famosos pregadores televisivos dos tempos modernos, criou o seu próprio escândalo, quando foi flagrado com uma prostituta. Nesse tempo, Swaggart tinha uma congregação de 6.000 membros em Baton Rouge, Louisiana, com um quartel general de 270 acres; um colégio bíblico; um influente ministério na TV, o qual alcançava muitas partes do mundo (transmitido por 9.700 estações e emissoras a cabo), com uma arrecadação anual de 142 milhões de dólares. Swaggart é primo de Jerry Lee Lewis e ambos tocavam piano; mas, enquanto Jerry corria atrás de uma carreira de rock & roll, Jimmy corria atrás do sucesso gospel. Uma reportagem da cruzada de Swaggart em Calgary, Alberta, descreve uma afluência de maioria evangélica ligada ao rock, em volumes altíssimos, dizendo: “É um bom show, com Swaggart martelando o piano, suando e gesticulando como Elvis Presley e conquistando a audiência como Frank Sinatra”. (The Courrier News, Elgin, Illinois, 20/05/1991, p. 5-A). Swaggart se recusou a ficar longe do púlpito durante um ano, quando a Assembléia de Deus daLouisiana o disciplinou [pelo mau comportamento público], mas logo foi liberado e pôde continuar pregando. Por causa do escândalo, ele perdeu ¾ de sua audiência na TV e dos alunos no Bible College, além de uma boa porcentagem de membros de sua igreja; então, suas finanças despencaram. O escândalo não foi esquecido, mesmo quando ele clamou a Deus pelo perdão: “Senhor, tu ainda queres que eu continue nesta obra?”, dizendo que Deus lhe respondeu: “Sim… Você está em melhor forma do que antes”  (“Swaggart Back in Pulpit With Tales of Nightmares and Revelation”, Religion News Service, 23/05/1988, reimpresso na Christian News, em 03/06/1988, p. 5).

Numa transmissão pela TV, em Maio de 1988, Swaggart teve a ousadia de se vangloriar: “Vocês estão em busca de um pregador limpo e eu não minto.” (Don Matzat, “The Same Ol´ Jimmy”,Christian News, 16/05/1988). Talvez porque Swaggart tenha buscado aconselhamento com Oral Roberts, o qual observou que os demônios que estavam cravando suas garras na carne de Swaggart tinham-no deixado em paz. (Huntsville Times, Huntsville, Alabama, AP Report, 31/03/1988, registrado do Calvary Contender, 15/04/1988).

Contudo, o exorcismo [de Roberts] não durou muito tempo. Em 1991, Swaggart entrou novamente numa fria, quando a polícia de Indio, Califórnia, emitiu uma multa de trânsito, ao verificar que a mulher que estava ao volante [N.T.: quando, Jimmy estaria “embriagado do Espírito” e não conseguia dirigir] era uma prostituta. Mesmo assim, Swaggart continuou desfilando, embora a multidão que o aplaudia já não fosse tão numerosa.  Em seu programa de 12/09/2004, ele disse: “Nunca encontrei um homem em minha vida, com quem eu quisesse me casar. Vou continuar franco e puro. Se alguém me olhar um dia, com suspeita, serei capaz de matá-lo e ainda dizer a Deus que ele morreu.”

Peter Popoff –

Nos anos 1980, o evangelista pentecostal Peter Popoff, tinha um ministério em 51 canais de TV e 40 estações de rádio, com uma renda anual de sete milhões de dólares. Ele também realizava cruzadas de curas em muitas cidades, durante as quais costumava exercer a “palavra de conhecimento”, declarando nomes, endereços e doenças das pessoas desconhecidas que ali compareciam. Contudo, em 1986, explodiu a notícia de que as admiráveis “revelações” de Popoff, na verdade, eram-lhe transmitidas pela esposa, após ter ela conversado com os membros da audiência e transmitido as informações via rádio, para o marido, através de um minúsculo receptor de ouvido.

Um time de cépticos descobriu a fraude  e registrou as informações particulares, usando um scanner receptor e um equipamento de registro (Los Angeles Times, 11/05/1986). Quando questionado sobre a fraude, por John Dart, escritor de religião, para o Los Angeles Times, Popoff explicou que a sua esposa lhe transmitia apenas 50% das informações e que o restante vinha do Senhor! Popoff foi forçado a pedir falência, em 1987. Mas, em 1990, ele voltou ao negócio com um novo livro intitulado “Dreams”, o qual foi anunciado numa página inteira na revista Charisma.

Robert Tilton –

Votado como um dos líderes pentecostais mais populares entre os leitores da revista Charisma, em 1983, tendo aparecido na capa da revista em 1985, Tilton foi o fundador da Word of Faith Satellite Network, anfitrião nas transmissões  da Succcess-N-Life, fundador e pastor do Word of Faith Outreach Center, em Farmers Branch, Texas. Ele ensinava as doutrinas da Palavra da Fé, de Kenneth Hagin, prometendo prosperidade e cura àqueles que  sustentassem o seu ministério e exercitassem a fé. Ele escreveu: “Você é uma … criatura semelhante a Deus” (Tilton´s God Laws of Success, pp. 170-171). Em 1990, ele disse: “Ser pobre é um pecado, visto que Deus promete prosperidade. Casa nova? Carro novo? Isto é ninharia. Nada pode se comparar  ao que Deus quer fazer por você”  (John Macarthur, Charismatic Chaos, p. 285). Em 1991, quando o seu ministério estava faturando 80 milhões de dólares, o império de Tilton foi sacudido por uma exposição na ABC-TV´s Prime Time, do seu extravagante estilo de vida e de suas práticas duvidosas de angariar fundos. Suas propriedades incluíam uma casa de 11.000 pés quadrados perto de Dallas, um condomínio na Flórida, um iate,  e outros pertences avaliados em 90 milhões de dólares. O show registrou que o ministério de Tilton atirava ao lixo milhares de pedidos de oração não lidos e, mesmo assim, Tilton dizia que orava por eles. Ele até havia afirmado: “Fico de tal modo no topo desses pedidos de oração, que sua química de fato entrou em minha corrente sanguínea, e …tive dois AVCs” (Robert Tilton, Success-N-Life, 22/11/1991).

Embora Tilton tivesse protestado ser vítima de falsidade e tenha processado a ABC por calúnia, o caso foi levado aos tribunais.  Por causa do escândalo, Tilton perdeu a maior parte da sua audiência na TV e dos membros de sua igreja, mas continuou no ar, pregando o evangelho da  prosperidade e pedindo donativos, prometendo bênçãos de Deus  àqueles que ofertassem.

Bob Jones –

Em 1991, as fitas K-7 do profeta de Kansas City, Bob Jones, foram retiradas do catálogo de produtos do Vineyard Ministries International, depois que ele admitiu o seu “fracasso moral” (Lee Grady,“Wimber Plots New Course for Vineyard”, Charisma, fev. 1993, p. 64). Jones estava usando sua suposta autoridade espiritual e “unção profética”, para induzir as mulheres a se despirem diante dele.

Jammie Buckingham – (1933/1992) –

foi o autor de 40 livros, com 20 milhões de cópias vendidas; editor chefe da revista Ministries Today; colunista da revista Charisma e pastor da Tabernacle Church, com 2.000 membros, em Melbourne, Flórida. Buckingham iniciou o seu ministério como pastor da Convenção Batista do Sul, mas, após ter sido “batizado no Espírito”, numa reunião do Full Gospel Businessmen´s Fellowship, ele se tornou pentecostal.  O “batismo no Espírito” de Buckingham transformou-o num radical ecumenista e ele passou a clamar pela unidade entre católicos e protestantes, batistas e pentecostais.  Num artigo intitulado“Bridge Builders” (Construtores de Pontes) (Charisma, março 1992, p. 90), ele afirmou que não existe vocação maior do que a de construir pontes entre pentecostais e católicos romanos e elogiou o rabino judeu Yechiel Eckstein por construir pontes entre os judeus e os cristãos. Buckingham ensinava que  Deus prometeu cura através do sacrifício remidor de Cristo e que, quando os médicos lhe diagnosticaram um câncer, em 1990, muitos pentecostais, inclusive Oral Roberts, profetizaram sua cura.  Buckingham contou que Deus lhe havia dito pessoalmente que ele iria viver “pelo menos até os 100 anos de idade, em perfeita saúde física e mental”.

A edição da revista Charisma de Abril de 1991 publicou o seu testemunho em “My Summer of Miracles”. Vejamos um excerto desse artigo:

         “Certo dia, minha esposa, de repente,  disse em voz alta: ‘ sua cura foi comprada na cruz’… Foi então que eu descobri: Você tem o que declara. Se você quiser mudar alguma coisa, deve acreditar nisso o bastante para dizê-lo… Se você fala de pobreza, vais ser pobre. Se diz que está doente, vai ficar (e continuará) doente… Apesar do que muitos médicos disseram, eu me recuso a falar `meu câncer’. Ele não era meu. Era do diabo. Eu não tinha câncer. Eu tinha Jesus. O câncer estava tentando me possuir, mas a Palavra de Deus disse que eu estava curado através do que Jesus fez no calvário… Coloquei uma fita no meu VCR e me deitei no sofá. A fita era um sermão de Oral Roberts… Em seguida, eu me levantei do sofá, gritando: ‘Estou curado!’ Minha esposa pulou de sua cadeira, gritou: ‘Aleluia’! e durante os 30 minutos  seguintes, tudo que fizemos foi andar ao redor de nossa casa, gritando agradecimentos a Deus e proclamando minha cura”(Jimmy Buckngham, “My Summer of Miracles”, Charisma, abril 1991).

Dois meses após a publicação deste artigo, Jimmy Buckingham faleceu de câncer, 40 anos antes do seu 100º. aniversário. Ele não apenas conduziu muitos à apostasia, através do seu falso ensino, como enganou a si mesmo.

Earl Paulk –

A catedral, em Chapel Hill, perto de Atlanta, Georgia, fundada por Earl Paulk, tem sido atingida por escândalos morais e radicais ensinos falsos. No ápice do seu poder, Paulk gozava de excessiva influência. Foi o autor de muitos livros; tinha um grande ministério na TV; foi o fundador do International Charismatic Bible Ministries e profeta na Bill Hamon´s Christian International Network of Prophet Ministries. Paulk amalgamou as doutrinas da Palavra da Fé com a teologia reconstrucionista ou dominionista [N.T.: de Agostinho de Hipona] e promoveu amplamente sua doutrina entre os pentecostais.

Quanto à doutrina da Palavra da Fé, Paulk ecoava Kenneth Hagin, Kenneth Copeland e outros [N.T.: mestres da fé], quando escreveu: “Do mesmo modo como cachorros têm cachorrinhos e gatos têm gatinhos, Deus tem os pequenos deuses. Até entendermos que somos deuses e começarmos a agir como pequenos deuses, não poderemos manifestar o Reino de Deus” (Earl Paulk,“Satan Unmasked”, pp. 96-97). Ele mistura sua teologia do Reino Agora da Palavra da Fé (a de que os cristãos são pequenos deuses, com a mesma autoridade de Cristo na Terra) com a doutrina dominionista, para unir todas as denominações, e em seguida, retomar o mundo que tem estado em poder de Satanás, a fim de que os cristãos governem a Terra, até a segunda vinda de Cristo. Ele ensina essa doutrina em livros como “Satan Unmasked” (1984); “Held in Heavens Until” (1985); “Ultimate Kingdom” (1986). Paulk escreveu em seu livro “The Wounded Body of Christ”: “Não precisamos nos preocupar sobre quando Jesus voltará. ELE NÃO PODE. Cristo só poderá regressar quando o povo de Deus tiver alcançado um avançado grau de unidade, no qual o Espírito e a noiva digam: ‘VEM’ (p. 73)”. Em 1992, a Chapel Hill Harvest Church tinha 12.000 membros e era uma das mais prósperas na América. Mas, naquele ano, Don Paulk, que ocupava uma posição acima do seu irmão Earl, admitiu ter tido relações “impróprias” com uma mulher do staff. Ele renunciou, mas, logo depois, foi reinstalado pelo concelho da igreja.  Algumas mulheres alegaram ter tido relações sexuais com os Paulks e, em 2001, uma das mulheres moveu uma ação judicial, afirmando que Paulk a havia molestado, quando era criança e adolescente, acusações que foram varridas para debaixo do tapete. Em 2005, um antigo membro da igreja, a solista Mona Brewer e seu marido Bobby, que eram os principais mantenedores da igreja, moveram uma ação judicial contra Paulk, alegando que Mona fora obrigada a ser sua amante, durante 14 anos. Mona contou que os membros da igreja eram condicionados a prestar irrestrita obediência ao pastor, o qual se autodenominava “Arcebispo Paulk”. Paulk ensinava que os que são espiritualmente elevados podem manter relações sexuais com as mulheres membros, sem que isto seja adultério. Ele chamava este tipo de relacionamento de “relações do reino”. Ela contou ainda que Paulk a dividia com outros membros da família e com os visitantes carismáticos da igreja. Esta causa foi publicada no programa Paula Zahn Now, na CCN, em 19/01/2006, e, mesmo assim, o programa de TV de Paulk na TBN ainda continuava no ar.

Clarence McClendon –

Em 2000, Clarence McClendon, pastor da igreja pentecostal da Harvest International, em Los Angeles,  e eminente “bispo” da International Communion of Charismatic Churches, divorciou-se da esposa  e, apenas uma semana depois, casou-se com outra mulher. Sua primeira  esposa, a qual o acusava de ser o pai de uma criança fora do casamento, pegou os três filhos e mudou-se para o Havaí, para onde Clarence foi, logo em seguida, como se nada tivesse acontecido, e lhe deu todo o apoio necessário. A revista Charisma observou que, “em apenas alguns meses, os membros da nova congregação já estavam dançando pelas naves de sua nova congregação e o talentoso e jovem pregador voltara ao circuito das conferências, sem qualquer inquirição… McClendon goza de fama na TV cristã e compartilha o púlpito com influentes líderes do nosso movimento”. (Lee Grady, “Sin in the Camp”, Charisma, Fev. 2002).

Robert Liardon –

Pastor do Embassy Christian Center, em Irvine, Califórnia, e influente autor pentecostal, reconheceu ter mantido um “relacionamento homossexual” (Charisma News, 31/01/2002) e, mesmo assim, estava de volta ao ministério, dentro de algumas semanas.

Paul Crouch –

da Trinity Broadcasting Network (TBN) foi apontado pelo Los Angeles Times, em 12/09/2004, como tendo pago 425.000 dólares a Enoch Lonnie Ford, empregado da TBN, pra evitar que este fosse a público com a alegação de que ambos haviam tido um encontro homossexual.  Foi depois que Ford o ameaçou com um processo que Crouch pagou quase meio milhão de dólares, a fim de mantê-lo calado. A TBN também pagou milhares de dólares de dívidas contraídas por Ford. Crouch negou as alegações e tentou denegrir o caráter de Ford, o que não foi difícil. Ford era um viciado em drogas e em atentados sexuais. Contudo, parece muito estranho que Crouch tenha pagado uma soma tão volumosa, caso não houvesse algo de verdade na alegação. Ford escreveu o seu testemunho do caso, mas foi silenciado pelos tribunais, depois que Crouch liquidou o assunto.

Paul Cain –

Em Outubro de 2004, Paul Cain, o mais influente profeta pentecostal, foi denunciado, por Rick Joyner, Mike Bickle e Jack Deere,   como homossexual e alcoólatra, alegando que Cain havia recusado a se submeter à disciplina [N.T.: do movimento Latter Rain] (“Paul Cain, Latter Rain Prophet of Renown Is Now Discredited“”; The Plumbline, Dez. 2004). Eventualmente, Cain admitiu o seu  pecado, dizendo: “Tenho lutado, por um longo período de tempo,  contra duas áreas particulares – o homossexualismo e o alcoolismo. Lamento por ter faltado com a verdade, em vez de as ter prontamente admitido”.  (A Letter of Confession, Fev. 2005).

http://web.archive.org/web/20050225053035/http://www.paulcain.org/news.html ).

Ted Haggard –

Em Novembro de 2006, Ted Haggard renunciou ao cargo de pastor sênior de uma igreja com 144.000 membros, a New Life Church, em Colorado Springs, e de presidente da National Association of Evangelicals, após a revelação de um escândalo com um prostituto homossexual chamado Mike Jones. Embora, a princípio, Haggard tivesse negado tal acusação, posteriormente ele admitiu o seu “lado escuro”. Uma carta de Haggard foi lida na  New Life Church, no dia 05/11/2006, na qual o fundador da igreja admitia ser “culpado de imoralidade sexual”, além de ser um “mentiroso e enganador”. Ele disse: “Existe uma parte da minha vida que é por demais repulsiva e escura, contra a qual tenho lutado por toda a minha vida adulta”. Haggard é um pastor carismático, um neo-evangélico e um radical ecumenista. Em Outubro de 2005, ele disse: “A New Life não tenta converter os católicos, nem proíbe os seus membros de assistirem à missa católica”. (The Berean Call, Jan. 2006). Em Janeiro de 2009, Brady Boyd, o qual sucedeu Haggard como pastor sênior da New Life Church, revelou que Haggard também havia mantido um relacionamento sexual com um membro da igreja e que este“perdurou por um longo tempo”.  (“Disgraced Pastor Faces More Gay Sex Allegations”. AP, 24/01/2009).

Richard Roberts -

Em 2007, processos … contra a Oral Roberts University foram feitos por ex-professores, alegando que o filho do seu fundador e sua esposa Lindsay haviam se apropriado indevidamente do dinheiro da escola e de outras impropriedades. Liderantes Religiosos do Cristianismo – Conforme o processo, eles haviam gasto centenas de milhares de dólares, para financiar o seu luxuoso estilo de vida, o qual incluía um haras para as suas filhas, uma viagem de 29.400 dólares para Orlando e as Bahamas, a bordo de um jato da universidade, para uma filha e suas amigas, e uma conta de 39.000 dólares em roupas, gastos num shopping, para Lindsay. (Healing ORU, Christianity Today, set. 2008). A ação alegou ainda que a casa de Roberts fora remodelada 11 vezes, nos últimos 14 anos; que Lindsay costumava passar noites na ORU com um garoto menor de 16 anos e, frequentemente, sua conta de telefone celular ultrapassava os 800 dólares mensais, com “centenas de mensagens textos enviadas entre uma e três horas da manhã, para garotos menores de idade, à custa da Universidade”  (“Oral Roberts University Faces The Blue Screen of Death”).

(http://shakespearessister.blogspot.com/2007/10/oral-roberts-university-faces-blue.html). Os professores foram demitidos por tentarem denunciar “os fracassos morais da liderança e suas impropriedades financeiras”. Em 13/11/2007, a fragilizada faculdade ORU aprovou um voto de não confiança contra Richard, o qual renunciou à presidência da mesma, em 23/11/2007. Lindsay é sua segunda esposa. Ele havia se divorciado da primeira esposa – Patti – em 1979.

Thomas Weeks III –

Em Agosto de 2007, Juanita Bynun acusou o marido, Thomas Weeks III, bispo da Global Destiny Church, em Atlanta, de empurrá-la, espancá-la, socá-la e derrubá-la (era o segundo casamento de ambos) e em Novembro de 2008, o xerife do condado foi a Weeks com a notícia de um despejo da propriedade da igreja pelo atraso de meio milhão de dólares no aluguel (Prosperity Gospel on Skid Row, Christianity Today, 15/01/2009).

Randy & Paula White –

No dia 23/08/2007, Randy & Paula White, co-pastores de uma mega-igreja carismática localizada em Tampa, Flórida, anunciaram que estavam se divorciando, após 17 anos de casamento. Randy falou que assumia a responsabilidade pelo desenlace, mas, finalmente, o casal culpou as duas direções diferentes que suas vidas estavam tomando (“Interruption, During Megapastors Divorce Announcement”,Tampa Tribune, 23/08/2007). Esta não é uma razão bíblica para o divórcio. Cristo deu apenas uma causa, que é a fornicação; mas, mesmo assim, os dois disseram “o desenlace não envolve qualquer terceira parte”. Se eles estão indo em duas direções diferentes, existe pecado de ambas as partes. Deus diz que a esposa é a ajudadora do marido e que ela deve cuidar da casa (Tito 2:4-5), e que o marido deve “coabitar com ela com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida” (1 Pedro 3:7). Randy tem passado meses viajando para Malibu, Califórnia, onde tem um rancho em frente à praia. Paula, uma pregadora e preletora motivacional, faz muitas viagens a San Antonio, para falar, e ali, recentemente, comprou uma casa, sendo “pastora supervisora” no Family Praise Center. Ela também viaja frequentemente a Nova York, onde tem um condomínio na Trump Tower e dirige cultos mensais na New Life, pelo Design Empowerment Center.Isto é uma aberta desobediência à Palavra de Deus, a qual proíbe a mulher de pregar e de ser pastora (1 Timóteo 2:12). E este não é o primeiro divórcio destes dois pregadores carismáticos. O casal tem quatro filhos de seus casamentos anteriores.  A verdade é que eles estão pecando contra a Palavra de Deus, ao mesmo tempo em que alegam estar passando por uma provação, como vítimas dascircunstâncias, o que, infelizmente, é típico entre os carismáticos de hoje.  Quando Paula apareceu no Carman´s Show, na TBN, em 12 e 13/09/2007, foi saudada com muito aplauso. Ela disse à entusiasmada multidão: “Algumas das maiores realizações dos homens e mulheres de Deus… aconteceram em situações adversas, aos que se opõem… Você pode gravitar, levantar as mãos e dizer: `OK, Deus, não vou aceitar isto; nem sequer gosto disto. Mas o que tens a me dizer?  Não vou desistir’! ”José e Jacó poderiam ter dito coisas assim, tomando uma posição ou simplesmente confiando em Deus, numa provação imerecida; mas quando alguém está sofrendo por causa do próprio pecado e rebelião às Escrituras, a história é bem diferente! Na 1 Pedro 2:20, lemos: “Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus”.  Um artigo no Tampa Tribune, em Maio de 2007, incluía declarações de ex-empregados da Without Walls, testificando que os Whites haviam desviado o seu foco para o dinheiro e a fama. Eles pregam uma mensagem carismática de prosperidade e vivem luxuosamente.  Sua casa em Tampa está avaliada em 2,22 milhões de dólares e o condomínio em Nova York, em 3,5 milhões de dólares. Enquanto isso, em Novembro de 2008, a Evangelical Christian Credit Union instaurou um processo, exigindo o pagamento de 12 milhões de dólares pela hipoteca da propriedade da igreja.

Todd Bentley –

Em Agosto de 2008, o “Derramamento de Lakeland” com quatro meses de duração, liderado por Todd Bentley, terminou com um escândalo. Alguns haviam profetizado que a cruzada de cura em Lakeland, Flórida, seria o começo de um reavivamento nacional e que cidades inteiras seriam “dominadas”. Na verdade, o Derramamento de Lakeland é que foi dominado, após Todd Bentley ter anunciado que estava se separando da esposa (“Todd Bentley, Wife Separating”, Charisma, 12/08/2008).

Uma semana depois, foi novamente anunciado que Bentley estava deixando o cargo de presidente do Fresh Fire Ministries, depois que o ministério revelou que ele mantinha uma “relação não saudável”  com uma mulher da organização (Bentley Stepping Down, OneNewsNow, 19/08/2008).  As reuniões de Lakeland começaram em 02/04/2008, na Ignite Church, e continuaram à noite, em vários locais, por mais de três meses, com Bentley usando sua medicação, puxando as pessoas pela fronte, empurrando-as, girando o “Espírito Santo”, murmurando blá-blá-blás e gritando: “Venham recebê-lo”, enquanto cambaleava ao redor, como um bêbado. Ele bateu no rosto de uma senhora idosa, chutou as pernas de uma mulher paraplégica, na plataforma, socou um homem no estômago e espancou outro, de tal maneira que um dos dentes lhe saltou da boca.

Meus amigos, Deus nos deu instruções claras  na Escritura sobre a cura, e Tiago 5 não descreve esse tipo violento de “cruzada de cura”. Acreditamos na cura divina ainda para hoje, mas não acreditamos nesses “showmen” pentecostais.   Vejam: “I Believe in Miracles”:

(http://www.wayoflife.org/fbns/ibelievein-miracles.html).

Michael Guglielmucci –

Também em Agosto de 2008, Michael Guglielmucci, da Assembléia de Deus na Austrália, admitiu que estivera  mentindo sobre um avançado caso de câncer do qual estaria tomado. Nos últimos dois anos, ele, que era um líder popular da adoração contemporânea e ex-pastor, vivia declarando que estava com um câncer terminal. Ele até gravou uma canção chamada “O Curador”, a qual se tornou um sucesso nas paradas e figurou no último Álbum Hillsong. Durante dois anos, ele supostamente enganou até a esposa, os pais e os amigos mais íntimos, para que pensassem que ele tinha um câncer terminal. Ele enviou e-mails de falsos médicos para a esposa, raspou a cabeça, andava de bengala e carregava uma garrafa de oxigênio. Na apresentação de uma igreja, ele atraiu 1/3 de milhão de pessoas, no YouTube, cantando com um tubo de oxigênio no nariz. Ele disse que o Senhor havia lhe dado a canção, depois que ele soube que tinha “uma forma agressiva de câncer”.  Agora, ele afirma que mentiu sobre o câncer, a fim de esconder uma dependência de longo tempo pela pornografia. Ele é o ex-pastor de uma das maiores igrejas da Austrália, chamadas Planetshakers.  Mais recentemente, ele era o líder da adoração naEdge Church International, uma congregação das Assembléias de Deus, pastoreada por seu pai, Danny. Hillsong é um ministério da Hillsong Church, em Sidney, uma das maiores igrejas da Austrália, muito importante no campo da adoração contemporânea. Brian Houston, que agora pastoreia a igreja, junto com a esposa, é o presidente das Assembléias de Deus, na Austrália (as quais foram renomeadasAustralian Christian Churches).

Faz alguma diferença o tempo? Devem estarem mais evoluídos nos dias de hoje. Não tenha dúvida.

10 razões para não acreditar na bíblia

Este é um artigo sobre 10 razões para não acreditar na bíblia, após sua leitura conheça melhor a Bíblia.

Quando um fiel é questionado de onde vem a autoridade da Bíblia a primeira reação é citar a própria bíblia em um argumento circular de pouco valor. Mas esse é um questionamento importante, pois se for derrubado todo o castelo de cartas cai por terra. Terá a Bíblia uma origem sobrenatural? Ela é confiável em tudo o que diz? Ela aborda mesmo todos os aspectos da vida humana? E finalmente, deve ser levada em consideração como um guia a ser respeitado mesmo por aqueles que sequer acreditam em sua mitologia?

Bom, aqui as respostas a todas estas perguntas, em ordem: Não. Não. Não. E sob luz das respostas anteriores: Não. Como posso ser tão enfático nestas negativas? Permita-me que eu explique. Estas são as 10 razões porque você não deveria acreditar na Bíblia:

1 – Contradições: Uma contradição é o que acontece quando duas ou mais afirmações são incompatíveis. A Bíblia está repleta de contradições e elas começam logo no primeiro capítulo de Gênese onde encontramos duas histórias sobre a criação que contradizem uma a outra, tanto na ordem dos acontecimentos como na maneira como as coisas são criadas.

2 – Duplicatas: Semelhante a contradição, porém mais sutis. Trata-se da repetição de uma mesma história na qual os personagens ou a ênfase são diferentes. Exemplos de versões conflitantes incluem os dois grupos de mandamentos, os três patriarcas prostituindo suas esposas e o censo dos Israelitas feito por Davi. De fato, é difícil encontrar uma única história da Bíblia que não venha em diferentes versões. Tais narrativas duplicadas e levemente diferentes colocam em dúvida a autenticidade das histórias assim como sua origem.

3 – Exageros: Parece que os autores da Bíblia não se satisfazem em contar uma história. O exagero chega a ser lugar comum e não raro toca o absurdo. Por exemplo, ao descrever uma enchente, é dito que ela foi tão grande que o topo da mais alta montanha ficou submerso. Enquanto uma inundação pode ser geologicamente identificada, não existe qualquer razão para uma pessoa sensata acreditar em algo de tão grande escala.

4 – Ciência: A Bíblia vai na contramão de praticamente todos os ramos da ciência. Ela afirma que os humanos e outros animais foram criados da maneira como são hoje. A Biologia ensina que evoluímos no percorrer de milhões de anos. A Bíblia afirma que a terra tem apenas alguns milhares de anos. A geologia demonstra que temos mais de bilhões de anos nas costas. Arqueologia e Antropologia por fim, riscam e corrigem uma a uma as narrativas bíblicas como a Arca de Noé e o Colapso de Jericó.

A Bíblia descreve a terra em termos da idade do bronze: um circulo chato, coberto por um domo, estacionário, estacionário no centro do universo que se move ao seu redor. Com o perdão do trocadilho ela está redondamente enganada. Qualquer criança bem informada sabe hoje que a terra é ovalada, rotaciona em seu próprio eixo, é orbitada por um satélite natural que chamamos de lia e órbita o sol, que também é rodeado por outros planetas com seus próprios satélites. Nosso sistema solar faz parte da Via Láctea que é apenas uma galáxia entre tantas outras no universo.

5 – História: A Bíblia também não possui qualquer respaldo histórico uma vez que frequentemente, conta histórias sobre as quais não existem quaisquer provas concretas. Talvez a maior delas seja a lenda do êxodo do Egito. Não é uma questão de não ter sido exatamente assim. Simplesmente nunca aconteceu. O mesmo ocorre com a história de Ester. E não apenas isso como muitas vezes conta a história de civilizações vizinhas de modo equivocado, como quando credita a Dario a conquista da Babilônia, quando de fato tratou-se de Ciro, da Pérsia.

6 – Crueldade: A Bíblia não deveria ser lida para crianças. Suas páginas estão repletas de crueldade de todo o tipo. Da execução de vítimas de estupro ao genocídio de etnias inteiras. Do apoio a escravidão ao mal trato de animais. Em muitos casos a violência não apenas não é combatida como é ordenada pelos autores. E de todos os problemas éticos da Bíblia, é o cristianismo que aponta a maior das injustiças ao amaldiçoar toda a humanidade pelos atos de rebeldia de dois indivíduos.

É um princípio básico de justiça que o inocente não será punido pelos erros do culpado. Nenhum ser racional preocupado com a justiça pune um inocente pelos crimes ( reais ou imaginários) de outra pessoa. O deus bíblico continuamente quebra este princípio e vez após vez pune um inocente pelos pecados de outros. De fato isso é tão presente que toda a religião judaico-cristã está baseada na idéia de expiação dos culpados pelo sangue dos inocentes.

7 – Anonimato: 
Apesar dos nomes legados pela tradição religiosa, ninguém sabe direito quem escreveu a maior parte dos textos bíblicos. Isso se aplica tanto ao antigo como ao novo testamento. também não sabemos nada sobre quando foram escritos e tudo sobre sua origem vem na verdade dos melhores “palpites” dos acadêmicos e historiadores. Se tivéssemos cinco estudiosos da bíblia em uma sala, teríamos sete opiniões diferentes sobre a autoria de cada livro. Para cada “Moisés jamais escreveu isso” existe um “Claro que não, foi Araão que escreveu” e um “Ambos estão errados foi Jacó que escreveu e mais um “Que absurdo foi Moisés que escreveu sim senhor.” As apostas continuam e ninguém obviamente apresente qualquer prova.

8 – Absurdos: A bíblia promove uma visão completamente estranha de como entender o universo e as coisas que existem nele. Este mundo mágico inclue cobras falantes, mulas falantes, uma fruta que faz você ficar esperto, dedos flutuantes escrevendo em muros, uma árvore que deixa você imortal, comida caindo do céu, cajados virando serpentes, água virando sangue, pessoas voltando dos mortos, o sol parando por horas, bruxas lendo o futuro, anjos dormindo com humanas, pessoas que passam dias no estomago de uma baleia, virgens dando a luz e incontáveis aparições de anjos e demônios. Fascinante, sem dúvida uma literatura fantástica. Mas obviamente uma ficção.

9 – Concorrência: A Bíblia não é o único livro que reivindica ser a palavra de um deus, e é na verdade apenas uma entre muitos outras obras, como por exemplo o Alcorão, o Livro Egípcio dos Mortos, O Vedas, O Bhagavtah Guita, o Adi Granth, o Purvas, o Livro de Mórmon entre outros. Sem exceção todos os argumentos utilizados pelos defensores da bíblia pode também ser usado por estes outros livros e muitas vezes com ainda mais autoridade. Acreditar em todos seria um contra-senso. Acreditar em um uma ingenuidade.

10 – Versões: A Bíblia que conhecemos pode ainda ser encontrada em tanta versões que um buscador sincero inevitavelmente acabará sinceramente perdido. Existem várias versões, os Judeus tem suas versões do Antigo testamento, Católicos tem sua Bíblia, Protestantes tem a sua. Os Testemunhas de Jeová também tem a sua própria e todos clamam que estão com a única edição confiável. E mesmo destas versões existem incontáveis traduções, cada uma com a ênfase desejada pelo grupo que a promove.

Conclusão

Existe ainda muitas outras razões para não usarmos a Bíblia como base de nada, e talvez uma que deva ser mencionada é o comportamento alienante, perigoso, violento e intolerante daqueles que acreditam nesse livro cegamente. Se pelos frutos conhecemos a árvore, as pessoas que se alimentaram aqui estão passando mal. Os versículos da Bíblia têm sido usados para justificar mutilação física, xenofobia, homofobia, machismo, racismo, guerra e perseguição política e religiosa. Não apenas isso como é usada para justificar a restrição a muitas coisas, desde pequenos prazeres inofensivos até cuidados médicos a crianças que sofrem com a religião dos pais.

Concluindo, a Bíblia teve um papel importante na história. Talvez tão importante quanto a Tráfico de Escravos e o Holocausto Nazista. Assim como estes ela é cheia de erros, contradições e absurdos. Se a inquisição, as cruzadas e a noite de São Bartolomeu não ensinaram nada, duvido que estas razões acima adiantem alguma coisa. Mas vale a tentativa. Sem medo posso dizer que muitos dos problemas de hoje existem não apesar da Bíblia, como crêem multidões, mas justamente graças a ela.

Religiões e crenças – Ilusões da mente primitiva – 01

Curandeiro prometeu reatar namoro se jovem fizesse sexo com ele.

Conhecido como “Deus do Amor”, ele convenceu a mulher de 22 anos a transar com ele por dois anos. Questionado sobre a demora, disse que resultado leva tempo.

O resultado de uma “cura sentimental” inusitada foi parar na principal delegacia de polícia de São Luís, na manhã desta quinta-feira (28). O curandeiro Memésio da Silva Furtado, de 52 anos, foi denunciado pelos crimes de estelionato e abuso sexual porque não conseguiu reatar o relacionamento amoroso de uma cliente, uma jovem de 22 anos. Segundo a jovem, o curandeiro a obrigava a manter relações sexuais com ele como se fosse parte de um trabalho espiritual para que ela conseguisse seu objetivo. 

A jovem, cujo nome não foi revelado pela polícia, mora no Bairro de Fátima, localidade na periferia de São Luís. Ela namorava com uma pessoa identificada apenas como Ari, por aproximadamente três anos. Após o término do namoro, ela procurou o curandeiro, que é conhecido na região como “Deus do Amor”. Memésio, pela denúncia da jovem, disse que só havia um jeito de ela retomar o namoro com Ari: manter relações sexuais com o curandeiro, mas gritando o nome do ex-namorado durante o sexo.

O “tratamento” durou dois anos. Segundo a jovem, sem ter qualquer tipo de resultado. Ela e o namorado nunca mais se falaram. O curandeiro, pelas informações da vítima, dizia apenas que o “trabalho demandava tempo e paciência”. Ela perdeu a paciência na noite de quarta-feira (27) e nesta quinta-feira (28) fez a denúncia à polícia.

O curandeiro, em entrevista a uma rádio local, confirmou que mantinha relações sexuais com a jovem e que estava fazendo um “trabalho” para que ela voltasse com o ex-namorado. Mas ele negou que relações sexuais estavam incluídas nesse “despacho”. No entanto, o “Deus do Amor” disse que tinha um caso com a jovem e que ela contou essa história porque ele queria o final do relacionamento.

Memésio foi detido e liberado em seguida após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A Polícia Civil do Maranhão ainda não sabe se irá abrir inquérito para apurar a “cura sexual” do “Deus do Amor”.

Opinião do autor deste blog:

A verdade é: “…e tome nela”. Desculpem, mas é a verdade. Será que precisa de palavras “belas” para diminuir ou anular a palhaçada que acontece todos os dias neste emaranhado de religiões e crenças em todo o mundo?

Somos todos humanos que querem fechar os olhos e tampar os ouvidos diante dos fatos e ainda usar de belas palavras pra expressar os “salvadores” deste mundo. Salve então com seu “salvador” as milhares de crianças que neste momento em que você está lendo esta postagem , estão sendo despedaçadas por bombas e outras armas, morrendo de fome e até mesmo perdidas e jogadas ao nada sem seus pais, estes já fuzilados em prol de alguma religião ou deus que “ama” seus filhos. Que culpa tem elas?

A religião se perdeu em suas próprias promessas e hoje instantaneamente se desculpa dizendo que é “mistério” de deus ou sua vontade. Pois certamente como saída só tem mesmo é que criar mais fantasias para se desculpar e tocar pra frente, defendendo o deus “onipotente” que além de permitir tudo que acontece de ruim aos filhos “amados”, ainda precisa de desinformados e analfabetos para defendê-lo. Que ignorância do homem pra engolir tal palhaçada criada pelos próprios.

Não se assuste ou diga que é o “final dos tempos”, são religiões, são milênios de contos e seus espantos, não começou hoje, você que conheceu elas hoje. Onde só é ensinado e lido em seus livros “sagrados” o que querem que você fique sabendo. Se você não sabe, mas desde os tempos antigos, lá mesmo no velho testamento já se encontram coisas do tipo; como pedofilia, poligamia e outras coisas que sempre tem a desculpa que foi “deus” que mandou ou permitiu e depois esse deus se arrepende e muda tudo de novo e tralálálálá……

……ou seja, na medida do que agrada ao servo, logo o deus se agrada e muda também.

Na verdade a humanidade tem a desculpa que quando algo lhes satisfazem e querem fazer a qualquer custo, ou digamos experimentar aquilo mesmo com alguns sendo contra, usam da religião ou crença para defesa ou apoiadora. E quando algo dá errado, foi o velho e conhecido “diabo” que atrapalhou. Sempre existe um personagem alegórico para tudo que é dúvida e respostas no campo da religião ou crença, onde não se tem intendimento, logo criam um bicho-papão ou um papai noel para estimular o crédito no assunto.

Assim vai gerações e gerações a fio, acertos e erros, deuses e demônios, e todas dizem: “foi deus que quiz assim ou ele mandou fazer” .Fácil, fácil. Crie um deus e faça o que mais agrade a você mesmo e diga que ele (deus) também gosta ou foi quem disse ou criou. Todos concordam quase que instantaneamente, o medo do próprio imaginário fala mais alto.

Mas para não passar em branco, crie um “demônio” também para nao ficar diferente das outras religiões, e nem perder a oportunidade de fazer um “medinho” também aos fiéis, assim eles nao fogem (se desviam) do seu “deus” que você criou. Simples não é?

Não duvide que se rolasse hoje na internet que Papai Noel viria no proximo natal com seu trenó carregado de dinamites pra matar as criancas, muitos iriam fechar suas chaminés e/ou derrubá-las para sempre. Agora imagine um deus…. ai que as mentes fracas acreditam mesmo, por que é um “deus”, aliás, por que disseram que ele é um “deus”. DISSERAM! DIZEM!! ACREDITAM!! Se borram de medo.

Pois pra quem nao estuda sobre religiões, fiquem sabendo que tem deuses que voltarão em cavalos, pássaros, nuvens, em um barco, encima de uma vaca colorida, puxando um cachorro de 3 rabos, de patins, escorregando em um arco-iris, etc.

Agora qual é o espetáculo que criaram para a volta do seu deus? Acredito que nao é diferente a técnica da primeira impressão é a que fica, tem que ser do tipo “impressionante” senão não funciona e ninguém quer seguir este deus.

Sabe… igual no twitter. Entendeu? Impressione e ganhe seguidores.

Isso está em todas as religiões e crenças que estão espalhadas pelo mundo. Podem observar que nas igrejas estão cheios de “bondosos e generosos irmãos”, só espreitando os “peitões” das “inocentes” irmazinhas. Eu vi isso em várias igrejas de denominações diferentes. Natural isso, não estou dizendo que estão errados em olhar para o que chama atenção mesmo, tem mulheres que fazem de propósito pra chamar atenção de alguma forma, pois quando não chama atenção naturalmente, tentam apelar. 

Assim como mulheres tem para onde olhar, homens também tem, eu já presenciei os dois lados. Naturalíssimo. 

O grande problema é: quando o indivíduo não faz parte daquela religião, os “membros” logo “saltam” e dizem – isso é do diabo!!! -. Engraçado como funciona a “religiosidade”, ela é singularmente diferente em cada indivíduo, com seus limites e liberdades também únicos para cada um.

Sendo assim, muitas das vezes com o “acúmulo” dos fiéis e a vasta demanda de irmãs encalhadas sem namorados, maridos ou coisas parecidas, por terem entregados seus anos todos a “santidade”, agora vêem que o “santo” não ajudou mesmo como promete, resolvem correr atrás depois que também viram que não compensa dar uma de santinha por muito tempo, (a coisa esquenta).

Eu não estou aqui acusando ou descriminando ninguém. É fato, está para quem quiser analisar de perto, basta se integrar a uma religião e não fechar os olhos para a verdade.

Apenas estou descrevendo o que observei durante 12 anos tentando entender as religiões e suas igrejas de perto, seus deuses e seus demônios, onde estive em várias denominações durante esse tempo, onde foi suficiente para notar os fatos com clareza. É uma verdadeira ilusão, uma palhaçada, um disfarce para melhor integração em uma sociedade levada e ameaçada pelas religiões com seus “demônios” e “infernos” que usam estes como armas de defesa para não serem jogadas no ralo pela ciência, com seus fatos juntas com a sociedade moderna que abriu os olhos, esta que acordou do mundo de fantasias gerado pelos primatas à milhões de anos atrás. 

Todas as religiões dizem que tem deuses e demônios, seus bons e seus malvados, promessas e ameaças, e como é de se esperar um dia estes deuses voltam para buscar uma parte dos “filhos” e queimar o restante.

Agora nós, que vivemos de razões e não de sentimentalismo, sensacionalismo ou mesmo de um mundo fantasioso, não dá mais para voltar atrás, descobrimos a charada, o truque da mágica dos deuses foi desvendado, achávamos que tinha um mágico (um deus) mas na verdade ele é o próprio público que o assiste, nós que criamos seu próprio número no seu espetáculo da ilusão religiosa, para à nós mesmos impressionar-mos, estes criados em um passado distante, onde o homem repleto de necessidades e medos mais do que hoje se tem, criou seus deuses e sonhos coloridos para tentar curar suas fraquezas e angústias em meio aos seus desejos e necessidades, o mesmo ainda ocorre hoje.

Pois não é muito diferente nos dias de hoje, por isso os humanos ainda buscam a religiões com seus deuses mágicos em troca de algo. Muitos querem a “recompensa” ou a “benção” ainda nesta vida, mas quando não conseguem, dizem como desculpa que não falharam e nem seu deus, mas é que querem mesmo é só na “vida eterna”, no “paraíso”, e entram para o mundo do conformismo – “foi da vontade de deus” – e ponto final. Isso é para quase todas religiões conhecidas no mundo o uso desta técnica de defesa para os erros e falhas dos seus deuses.

Neste campo não existem diferenças entre o homem de uma capital, um executivo por exemplo, de um índio em sua tribo em uma selva fechada e isolada do mundo com seus costumes e deuses da floresta ou da montanha.

 Esta postagem foi completamente escrita pelo autor deste blog, para as demais sem este aviso de rodapé incluiu-se opiniões próprias em conteúdos coletados na rede.

Deus e o Diabo, e também os Duendes

Nada contra quem segue uma religião, pois eu prego verdadeiramente o livre arbítrio, diferente das religiões, eu defendo que cada um siga o que achar certo e o  que o faça feliz.

Não costumo ficar fazendo ameaças à alguém para que este siga um “caminho certo”. É bem diferente você ensinar, informar e condicioná-lo à um rumo correto, que o posicione socialmente de forma adequada ou que seja um bom líder de família.

Já nas religiões sempre é necessário uma pitada de ameaça para um indivíduo seguir um “caminho bom”. Dificilmente no cristianismo uma promessa, conselho ou até mesmo ordem sem que não tenha uma frase no final informando claramente que se não cumprir ou aceitar o que foi dito, logo será penalizado. Isso sempre fez parte da “técnica” dos autores de suas religiões, estes com a preocupação de manter acirradamente o indivíduo preso àquela informação criada por eles, para suprir seus egos, necessidades e gerar sua moral com bases bondosas e também condenativas. Essa é a charada para conseguir multidões.

Um internauta em um comentário de uma postagem disse existir um provérbio mundial e digo eu que, este é bem interessante e notavelmente realístico, que diz o seguinte:

“Se queres dominar uma Nação (povo), mantenha-os na ignorância e no medo de se perder a Alma”.

A”condenação” dita pelas religiões virá e na verdade  sempre veio por suas atitudes tomadas no percurso que por ventura veio ou venha seguir, e não por deuses imaginários criados pelos seus próprios fiéis da forma que mais lhes espantem, ou melhor, lhes supram em suas necessidades e dessa forma gerem mais fiéis amedrontados e esperançosos em um mundo de fantasias esquecendo o real.

Sou contra as idéias que querem justificar acontecimentos naturais que sempre existiram bem antes dos humanos aparecerem, e assim dizem que, estes fatos acontecem por que o homem fez algo de ruim (pecaram). Engraçado isso não é? Agora digam porque tudo isso acontecia antes dos humanos aparecerem na terra? Deus com raiva dos insetos, animais ou bactérias da época?

E na atualidade? As tempestades de dias a fio com tremores de terra que acontecem em meio a desertos e savanas isoladas onde não existem nenhum homem vivendo lá, não é verdade isso? Deus errou a pontaria? Pois bem antes do surgimento do homem a terra já vivia em grandes turbulências, tempestades e erupções por toda parte, tudo em escalas bem maiores, ai sim, tinha “fogo líquido” (larva) como dizem os religiosos.

Coitados, nunca viram nem 10% do que ocorria bem antes do inicio das estórias contadas por povos da bíblia , se tivessem visto deveriam dizer que já era o fim do mundo, deus chegando e outras “assombrações” da mente,  se fossem daquele tempo! Ai a estória seria maior, rsr, não tenha dúvida, com mais tempero.

Então assim se formou os continentes e ainda estão em formação, basta ir nas ilhas havaianas e ver as larvas saindo mar a dentro e com seus terremotos diários e assim proporcionando o aumento da placa geográfica.

Não tenha dúvida se isso fosse visto em tempos em que os autores da bíblia viviam, logo diriam que era Deus com raiva de algum indivíduo dentro da cidade e que ia matar todos com lama quente. O mais engraçado é que sempre que uma cidade era destruída pelo seu Deus, nunca os autores estavam nela.

Será que não estavam era onde não deveria está? Próximos a uma erupção vulcânica? E dizia que o fogo aparecia e o céu escurecia, dia virava noite, enfim…. nunca vi uma história de fogo contada na bíblia que os desafortunados que foram consumidos nao estivessem proximos a algum ponto no planeta que nao estivesse em áreas de erupcoes vulcânicas. Hoje ainda ocorrem chuvas de fogo nas regioes com vulvoes, deve ter algum pecador na proximidades para o vulcao explodir, imagino.

Estudem antes de acreditar em estórias de livros religiosos que criam “assombrações”  pela falta de conhecimento de épocas primitivas.

Tudo que aconteceu foi fenômenos naturais em regiões especificas, onde os povos acabaram ligando o caso ao um deus ou mesmo criam instantaneamente um para justificar o acontecimento natural. Isso continua acontecendo, procure ficar informado diariamente do mundo e entenderá como funciona uma mente que é bem informada do que acontece no planeta com naturalidade, pois estes fenômenos vão se repetindo a cada ciclo em particular para cada um,  sem precisar de deuses ou demônios coloridos.

Não viva de “assombros” do passado, viva do prazer de ser bem informado com a tecnologia que temos hoje. Com ela já descobrimos muitas charadas e truques do passado que amedrontou multidões e até causou milhares de mortes de inocentes, e até mesmo ocorrem hoje ainda, por causa de deuses, promessas e ameaças imaginárias.

Nada diferente de tribos de índios, adoram o fogo e montanhas nos quais são vulcões, e dizem ser o seus deuses. Nao é diferente no cristianismo. Basta falar de fogo que claramente está relacionado à um evento natural, este relacionam-o  com a raiva do seu deus e blá, blá, blá…

Umas das artes mais notáveis nas religiões é a habilidade de correlacionar um evento natural do planeta ou do universo à “raiva” de seus deuses com um povo ou muitas das vezes de um só indivíduo no meio de milhões de inocentes. Por falta de sorte todos que moram perto daquele “pecador” morrem inocentemente.

Que deus justo e amável, não é?

É terrível a falta de informação científica. Cito também as espantosas tempestades no interior do continente africano ou no oceano atlântico na linha que é chamada de zona de convergência, também conhecida como corredor dos furacões na América central, falo isso que atualmente existe e estudo estes fenômenos à uns 10 anos ou mais.

Será que “Deus” estará matando gente lá até hoje em meio ao mar no atlântico (um vazio total de pessoas) e nas regiões de tempestades do continente africano (cetenas de km de desertos inabitáveis)? Se este deus existe, não duvido! Afinal a história de um deus carrasco e psicopata é bem extensa e cheia de seguidores que dão a vida pra apoiar que tudo que está escrito é verdade e ainda o amam.

Quando citei acima sobre tempestades, são estas fora do comum, que existem apenas encima de áreas marinhas e regiões que passem na zona de convergência. Quase todos os dias estes fenômenos naturais ocorrem em regiões das quais eu citei, e que o Brasil nunca viu em toda a sua história de tragédias com chuvas coisas do tipo que ocorrem lá nestes lugares. Poderia dá uma boa história de deuses e demônios se existisse alguém la no meio dos mares e que algum deus estivesse com raiva e blá, blá, blá…. que fraqueza da mente.

Ou vai dizer que foi Deus que fez “puft” e tudo apareceu no meio de um monte de estrelinhas fazendo barulhinhos, como nos contos de fadas? Paciência. Não dá, temos as provas da evolução.

O medo nas religiões em que elas provocam aos seus seguidores, faz amarem seus deuses até mesmo na hora que estejam sendo assassinadas por estes. Que ignorantes amedrontados pela imaginação própria.

Tem um ditado que diz: “Deus é uma criança com seu exército de formigas fazendo tudo que o faz rir e ser feliz”

Triste saber que o homem ainda se deixa levar por [estórias] de seus ancestrais  - homens das cavernas – por isso não me envolvo nesse mundo fantasioso, pois para mim que observo a 12 anos o cristianismo e seus seguidores, vi com clareza que tem seus fanáticos em defender seu deus “onipotente”, então vem aqueles malucos e  ao mesmo tempo medrosos que encontram coisas na internet e logo caem para trás espantados, de fato não vai procurar investigar  se aquilo que viu é verdade.

Muitos aproveitam para saírem “pulando” querendo justificar a existência de seu deus às custas de também fantasias de outras religiões, que estão nos seus mundos coloridos, também contrariando as outras religiões, assim todas elas envolvidas nesta guerra  de ciclo contínuo ficam justificando o seu deus a custa também da contradição elaborada pela religião oposta, dessa forma vai gerações à fio neste ciclo, ainda mais complementando com acontecimentos naturais do planeta. Assim a coisa fica feia, desgovernada pelas imaginárias esperanças e ameaças das religiões.

Imagino que se não existisse nos livros e na mente das pessoas este “diabo”, logo o Deus da bíblia não existiria. É a mais clara base fundamentada para a aceitação de um “divino” existir e ser tão temido pelos humanos.

Quem iria querer saber do seu deus  se nada acontecesse de ruim no mundo? Para que criaríamos um ser imaginário tão bom se tudo já seria bom sem ele?

Fácil, imagine uma época de seca onde um povo fica sem comida e com sede por muito tempo. Logo se observa ao longe a chuva com raios e trovões a inicio, pois antes de chegar as chuvas já se podem ver a luz dos raios e ouvir o barulho do trovão. De imediato uma civilização sem conhecimento ligam a chegada da chuva, raios, trovões, crescimento das plantas e cheia de rios e lagos à algo bom ou “alguém” que veio para suprir suas necessidades.

Criou-se então os deuses:  raio, trovão, da chuva e outros. Sem contar que, passaram todo o período de seca pedindo aos céus chuva e comida – olhando para cima onde claramente se vem a chuva – é lógico.

Agora a diferença:  - Chegou a época das chuvas naturalmente, isto para um homem instruído de informações científicas a respeito da rotação do planeta e a posição da região em relação as áreas de maior precipitação (formações de nuvens de tempestades), tudo isso ocorre com variações relacionadas à temperaturas.

Mas para aquele povo desinstruído, é o deus trovão ou raio que veio depois que eles fizeram seus sacrifícios por meses em troca de comida e água. O problema que nunca testaram ficar todo o período de seca sem fazer nada para seus deuses. Iriam ver que não faria diferença, a chuva e as plantações chegariam na mesma época, naturalmente. E quando não viessem as chuvas? Os deuses ficaram com raiva? Não, pois existem variações climáticas em todo o planeta e o clima muda de décadas em décadas, de séculos em séculos ou a cada milhares de anos de acordo com a posição do planeta em relação ao sol.

Essa é a ignorância das religiões com seus deuses bons e ruins, deuses e demônios, épocas de secas e épocas de deuses trovão e raio.

Eu tenho uma opinião na qual cito de forma clara e objetiva, à vista de todos para análise:

“A base do bem é o mal, assim como a do mal é o bem. Sem uma destas, a outra não se sustentaria. Ambas vivem lado a lado, uma para a outra, indispensáveis entre si. Mas ambas também criadas pelo homem com suas necessidades e medos, sendo o bem para suprir e o mal para amedrontar a si mesmo”

É comprovado por pesquisas no meio religioso que, mais de 90% do público que frequentam igrejas e acreditam em um ser imaginário, está ligado ao medo de ir para o “inferno”,  ficar sem comida e trabalho no dia seguinte ou em breve, ou por alguém da família está a beira da morte. Outras por se sentirem bem colocadas socialmente em uma integração familiar ou de maior escala social em um grupo qualquer, apenas porque está participando de uma religião qualquer.

Certamente sem um lado amedrontador sustentaria-se apenas uma minoria de fiéis, somente para preservar costumes, mas nada mais que alguns como os que existem hoje que acreditam em duendes por exemplo. Pois para crer em duendes ou fadas não precisa temê-los, pois caso contrário não tem duende “diabo” ou fada “pompa gira” para fazer coisas ruins. Tudo são reações e/ou atitudes geradas pela mente em determinados comportamentos relativos a um ambiente ou convívio específico que correlacione ao tipo de deus ou demônio já pré-criado por indivíduos no decorrer da história dos humanos, assim a ligação é feita em forma comparativa e muitas vezes até indutiva ao personagem imaginário.

- Esta postagem foi completamente escrita pelo autor deste blog, para as demais sem este aviso de rodapé incluiu-se opiniões próprias em conteúdos coletados na rede.

A Arca de Noé

Esta foto abaixo mostra um ma réplica da suposta arca de Noé, segundo as medidas descritas na bíblia. Imagine agora Noé com apenas algumas pessoas, também segundo a bíblia, e o tempo pra caçar todo este número de espécies, sendo milhares descritas pela bíblia.

Agora analise se todos animais estavam concentrados na região onde Noé morava ou ele e seus  familiares se dividiram pelos continentes  e cada um trouxe um leão, hipopótamo ou elefante sozinhos?  Lembre-se, 01 leão tem a força de até 15 homens juntos e pode chegar a uma velocidade de até 85 km/h! Sendo que enquanto conseguia um tipo de animal logo voltavam para pegar mais outros. Guardando onde? Não se sabe.

Lógico, já sei, “é coisa de deus”. Fácil fugir do que não se entende, não é possível  ou que foge da realidade, joga-se pra Deus. É instantâneo nos religiosos.

A grande “graça do divino” do cristianismo é essa, não sabe, não se argumenta, engole seco, senão vai pro inferno! A religião por ela mesma e seus criadores com seus deuses, tentam limitar o conhecimento tentando deixar de lado a análise racional.

Logo com muita facilidade e com uso do mundo imaginário onde tudo é possível, trava-se o desenvolvimento natural da inteligência, que por seu raciocínio lógico descobre as fraudes por trás das religiões bem montadas, afim de prender os desinformados ou os cheios de problemas, que nelas buscam algo maior para se escorar e na esperança de se livrar das suas “cargas”, aceitam tudo que vêem pela frente, mesmo sabendo que se entrar pra aquela religião – seja cristianismo ou outra qualquer – estão sob ameaças de que se falhar vão pro “inferno” ou qualquer outro “lugar que tem fogo ou bichos papões”.

Tem uma passagem na bíblia que diz: “melhor aquele que não conhece a Deus, do que aquele que O conhece e não obedece-o”!! Não sei por que antes de alguém aceitar o cristianismo nao é pregado isso….?? Assim seria pregado com livre arbítrio, mas escondem as escolhas, ou vai ou morre, só dizem isso, será que todos que conhecessem esta informação bíblica iria aceitar o deus do cristianismo?

Agora imagine alguns homens capturando elefantes, hipopótamos que vivem mais sob a água, devem ter tido varias piscinas gigantes dentro da arca pra isto, girafas de até 5,80 de altura, leões e outros animais, sabendo que estes homens estavam então indo deixar na arca e voltando para a caça.

Além de caçar animais para alimentação dos carnívoros, isso certamente durou meses e mais meses, com esses animais presos e sendo alimentados por Noé e sua família. Agora pense nos hebivoros (animais que comem plantas), Noé fez uma plantação dentro da arca? Sem luz do sol? Estas plantas cresceram? Quanto tempo demorou para uma plantação de ervas do campo, árvores gigantes que alimentam girafas ou campins crescerem para alimentar centenas ou milhares de espécies de hebivoros? Será que comeram palha seca por meses? 

Os carnívoros? Comeram o que? Outros animais? Lembre-se, foram meses que a bíblia relata que a arca ficou com estes animais todos dentro dela.

Outra coisa bem interessante é que logo que quando a arca pousou sobre o suposto local no  Monte Ararat (foto abaixo), uma ave voou e voltou com um galho, ramo ou coisa parecida no bico. Estranho isso não? Grande sinal que a arca era toda fechada e não se via lá fora, pior ainda, animais com fezes e urina, gerando gases mortais, como amônia e metano em um local fechado. Será que precisaria enviar uma ave pra verificar o local externo? Não teria janelas para ver nada?

Desculpem, mas vai fantasiar a mente de outro, mas a minha não…rsrs – O Monte Ararat tem 5.165 metros de altura - só sendo cego ou está mesmo querendo criar sensacionalismo ou justificativa de um “manda chuva”  para ter que mandar um pombo ou sei lá, pardal, a imaginação cria até espécie que nunca existiram, para “averiguar” se a terra já estava seca e se tinha capim, relva, selva… etc.

Que tragédia foi esta narração, incrementação e improviso de um suposto acontecimento.  Só sei que neste caso a coisa era verdadeiramente mortal a qualquer ser vivente em uma arca de madeira fechada, sem luz, circulação de ar e ainda dependente de um pombo pra decidir se ia ou não sair de dentro. Já pensou se o pombo não volta?! Que tragédia com os animais.

Precisamos de muita fantasia e imaginacao para usar pombos e terras após uma inundação onde a terra já teria gerado plantas e galhos com sementes e ainda uma ave querendo fazer ninho na arca, logo as aves só carregam galhos onde tenham sementes para se alimentarem ou fazer ninhos.  Imagine a preguiça de Noé esperando Deus avisar que a água tinha baixado e não olhar para fora da arca à 5.165 metros de altura e ter que esperar uma ave sair e voltar pra se certificar, fala sério né. É dar dó de quem escreveu a história e quem acredita na mesma.

Só criando mesmo um deus bem colorido pra fantasiar o suficiente para dizer que essa ave foi quem avisou Noé que poderia soltar a milhares de espécies de dentro da arca em uma terra destruída pelas águas, ou será que ficou mais meses com os animais esperando as árvores e outras plantas crescerem? Existem uns tipos de árvores que só as girafas comem que demoram até 25 anos para dar seus frutos e folhagem boas para a alimentação, isto para os sobreviventes de meses em um local fechado e sem luz seria o fim depois da viagem de arca.

Agora imagine carnívoros grandes com outros pequenos animais sendo soltos em um só local? Que festa para os grandes predadores. Aposto que em poucos dias ou semanas mais da metade ou todos os animais não-carnívoros foram devorados.

Definindo então que,  não teve tanta vantagem guardá-los da enchente, ou teve né? Comida pros esfomeados à meses na arca. Mas, o pior ainda e sem dúvida irônico é que quase todas as espécies ainda existem, como répteis e herbívoros, será que não houve matança pelos carnívoros? Talvez comeram lama com algumas pequenas graminhas que estavam nascendo em uma terra encharcada após a inundação.

Triste saber que muitos defendem até a morte que os seus deuses para provar sua existência, teve que matar milhoes de outras vidas para salvar alguns animais e alguns homens e mulheres.

Estes são sinais lógicos e visíveis da falta raciocínio e inteligência da humanidade primitiva. Como principais e mais aproveitadas covardemente, são nossas crianças, que são amedrontadas com capetinhas e deuses bonzinhos quando assim o aceitarem. Estas atitudes com nossas crianças ainda se ramificam por meio da agreção moral familiar e ameaças de uma religião ou um deus na qual são obrigadas a aceitar antes de adquirirem conhecimento do que é certo ou errado racionalmente, influenciadas pelas fantasias de um mundo imaginário são colocadas contra a parede. A ditadura se esconde nas religiões e crenças dentro das próprias famílias. Aonde entra a grande farsa do “livre arbítrio”.

Pois para quem não sabe, a estória de alguém fabricar uma arca gigante e encher de animais e se salvar só com seus familiares, vem de muito tempo antes, vinda de outras culturas e religiões, leia mais sobre culturas e religiões que você logo vai entender a técnica de copiar outras crenças e costumes funcionam a muito tempo antes de Noé no intuito de gerar moral, fama e conquistar multidões.

Agora perceba o prazer total e notável de um ser imaginário psicopata ter de exterminar  pessoas inocentes a troco do alívio do seu ódio criado por alguns, como continua a história até o novo testamento.

Sempre por causa de um logo, milhões são exterminados. São dezenas de passagens bíblicas e não textos isolados fora de contextos, como muitos se defendem assim. São histórias longas e relatadas por dezenas de testemunhas oculares que estão na biblia, que para falta de sorte o deus criado pelos seus personagens não pode mudar mais a história já expressa aos olhos de todos, e também porque tiveram o cuidado de informar que nada poderia ser alterado.

Logo postarei aqui sobre um assunto parecido, ou digamos, idêntico ao do cristianismo, que sempre copiou de outras religiões seus deuses com suas promessas e ameaças, postarei sobre a história que conta de onde foi tirada a estória de Noé e sua arca com seus milhares de animais em um local menor 3x do que o estádio do Maracanã.

Deveriam ter relatado medidas maiores para caber um número tão exorbitante de animais. Assim teria sido mais fácil acreditar pelo menos em parte.

Agora, lemos todos os livros, e analisamos o bom e o ruim, a promessa e a ameaça, o real e o ilusionismo em troca da fidelidade para com a estória contada. Mas nada encontramos que nos convença das estórias bíblicas ou de outras religiões.

Aqui não afirmei que não tenha sido construída uma arca por alguém em tempos antigos, pois existe evidências cientificas que tem restos de madeiras no alto do monte Ararat, e nem estou duvidando que algumas pessoas colocaram algumas espécies de animais dentro de uma arca.

Mas confirmo com lógicas científicas que a forma é imaginária em que a história foi contada. Assim aumentando o conteúdo, e como é natural dos personagens bíblicos, tudo que acontece de maravilhoso aos seus olhos, prontamente dedicam ou afirmam que foi Deus e certamente para que a historia fique mais ameaçadora e interessante aos olhos dos que também tem seus mundos e deuses imaginários, assim dêem créditos por terem se “impressionados”.

Os religiosos a todo custo querem criar um deus e fazerem as pessoas aceitarem-o apenas com acontecimentos de fenômenos naturais que ocorrem em todos os planetas do universo. Veja Júpiter, ele tem uma tempestade que ja dura anos e é vista da terra com telescópios comuns. Dentro desta tempestade cabe um planeta Terra inteirinho. Será que Deus está com raiva de alguém lá e descontou seu ódio pra depois se arrepender igual fez na terra? As religiões sempre usaram dos acontecimentos como fenômenos naturais que impressionam por suas grandezas, para impressionar seus seguidores e criar seus deuses super “poderosos” da forma que mais lhes impactem.

Só não criaram um deus na Era do Gelo por que não foi no tempo deles. Senão diriam que Deus matou milhares de animais e pessoas congeladas por que ficou com raiva de alguém e congelou tudo e todos, mas depois se arrependeu e derreteu o gelo. Ou será por que uma arca de madeira no gelo não seria interessante?

Comentem, é bom descobrir novas terras e novos mundos. Reais claro.

- Esta postagem foi completamente escrita pelo autor deste blog, para as demais sem este aviso de rodapé incluiu-se opiniões próprias em conteúdos coletados na rede.

Sonhador

Assista o vídeo.
Tradução>>>>>>
Contemplando pela janela o mundo afora
Desejando saber se a mãe terra sobreviverá
Esperando que a humanidade parasse de abusar dela alguma vez

Afinal só existem dois de nós

E aqui estamos, ainda lutando por nossas vidas
Vendo toda história se repetir, vez por vez

Sou apenas um sonhador

Eu sonho minha vida
Sou apenas um sonhador
Que sonha com dias melhores

Vejo o sol descer como todos nós

Estou aguardando que o amanhã traga bons sinais
Dessa vez, um lugar melhor para aqueles que virão depois de nós

Sou apenas um sonhador

Eu sonho minha vida
Sou apenas um sonhador
Que sonha com dias melhores

Sua força maior talvez seja Deus ou Jesus Cristo

Isso não tem muita importância para mim mesmo
Sem ajudar uns aos outros não haverá esperança para nós
Vivo num sonho de fantasia

Se ao menos pudéssemos encontrar serenidade

Seria ótimo se pudéssemos viver como um só
Quando acabará toda essa raiva e fanatismo?

Sou apenas um sonhador

Eu sonho minha vida
Sou apenas um sonhador
Que sonha com dias melhores

Sou apenas um sonhador

Que hoje está procurando o caminho
Sou apenas um sonhador
Sonhando minha vida

Illuminati X NSA e os Religiosos

Tem gente com medo de tudo quando se trata de algo que envolva religião. O cristianismo é um dos mais propícios a isto. Lógico, é uma das religiões mais psicopatas da história da humanidade.

O que aconteceu é que, milhares de internautas viram na rede a informação que se digitasse http://www.itanimulli.com (illuminati ao contrário), somos reencaminhados automaticamente para o site da National Security Agency.

Sim, é verdade.BINGOOO!! De imediato “concretizaram” que os Illuminatis são reais e que estão ligados aos Estados Unidos. E daí? E tem mais… Deus existe por que “confirmamos” isto! Engraçado que não perdem a oportunidade né? Infundamentada, claro.

Mas acredite, os mais idiotas e medrosos foram os que espalharam a informação sem analisarem a palhaçada que estavam acreditando, logo Illuminatis,,,fala sério… só querem uma pontinha do tapete para continuarem com as justificativas de que o “diabo” está a solta que os Illuminatis vão acabar com o mundo, e o pior que ligam a existência dos mesmos com a oportunidade de dizer que Deus existe, sendo isto real por que confirmaram  a existência dos Illuminatis e suas relações com os Estados Unidos.

O que tem haver um bando de outros fanáticos ilusionistas - Illuminatis - com a suposta existência de Deus? Uma coisa prova a outra? Pois tem gente que vive neste seguimento, tudo que prova que parece com o “diabo”criado por eles mesmos, logo justifica que Deus existe por isso também existir.

Não percebem que todos que se envolvem com alguma religião ou outra coisa imaginária qualquer, criam suas promessas mas também suas táticas de amedrontar os que a ela se entregam, e assim evitando que saiam abandonando a religião? Táticas perfeitas são criadas por líderes religiosos em varias culturas e religiões para esse fim.

Fácil, fácil, basta analisar outras religiões, tem as mesmas táticas até diferentes umas das outras para não perder seus fiéis, mas com a mesma linhagem técnica.

Agora provando que  é uma palhaçada que amedronta os religiosos e internautas desinformados e leva muitos até escreverem livros sobre o caso, onde o endereço digitado com a palavra Illuminati ao contrário leva ao site de segurança americana, a NSA.

Tudo mentira e pra dar risadas:

Sabe-se sobre o fato do domínio www.itanimulli.com (itanimulli = illuminati) ser redirecionado para o site da NSA, Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (www.nsa.gov). Tudo indicava uma conspiração ligando a NSA aos Illuminatis.

Isso rendeu crentes enlouquecendo de alegria, estranhamente, e “provando” que seu deus existe, e também a publicação de muitos livros “aqueceram” o comércio religioso.

Porém fui pesquisar a respeito e descobri que não passa de uma brincadeira de um jovem norte-americano. Só o que ele fez foi registrar o domínio e redirecioná-lo para o site da NSA.

O fato foi relatado no site abaixo, cujo responsável chegou inclusive a entrar em contato com o dono do domínio (e recebeu uma resposta confirmando):

http://snardfarker.ning.com/profiles/blogs/itanimullicom-ltlt-the-facts

Informações sobre o domínio:

http://whois.domaintools.com/itanimulli.com

O responsável pelo site http://snardfarker.ning.com/ no entanto alerta o dono do domínio que os Illuminatis ainda existem e trabalham ativamente.

________________________________________________________

Desculpem, mas as religiões acabam com o otimismo e a verdadeira paz da humanidade.

Esta postagem contém apenas uma parte do texto em negrito que foi colhida na rede, o discurso inicial e o final é de inteira opinião minha, autor do Blog.

Salvem nossas crianças! Agora!

Por favor, antes de ler, assista o vídeo.

Este vídeo foi coletado na internet, de outro internauta que postou no You Tube, não é minha pessoa neste vídeo, usei-o para servir de base para o texto a seguir, que com muita sinceridade, amor as criânças e inteligência natural e racional o fiz.

- Fico emocionado quando lembro o quanto encho de alegria e curiosidade meu filho com meus conhecimentos científicos em relação ao nosso Universo, isso nele então está seriamente visível, em seu espanto racional, e aquela pausa que diz claramente: “espera, estou pensando”, “quero saber mais, conta” e  “fala mais papai”, com um brilho nos olhos ao mostrar-lo e tentar explicar o Cosmos, o Universo e a sua origem em fatos e também teorias com base nos mesmos.

Mas, isso hoje, e ainda por enquanto, ensino-o apenas mostrando uma estrela ao longe nas noites que passeio com ele pelas ruas do bairro ou quando vou andar na areia da praia, e falando do que se descobriu sobre aqueles pontos azuis lá ao longe.

Assim tentando explicar, mesmo sabendo ainda dos seus limites de raciocínio e respeitando-os, assim explico que existe só na nossa galáxia entre 200 e 400 bilhões de estrelas, ou seja muitos outros sóis que possívelmente também tem planetas orbitando-os, e ainda, sabendo-se que existem cerca de 1 bilhão de galáxias em nosso universo, com outros bilhões de sóis e seus planetas.

E o que surpreende… Sabe-se que existem 2 mil bilhões de bilhões de estrelas (sol) VISÍVEIS no nosso universo.

Ainda consegue ser egoísta ou religiosamente enganado o suficiente para encarar os fatos, e dizer que só existe nós neste infinito maravilhoso, repleto de outros sóis e planetas?

Porquê a ignorância do egoísmo? Só por que uma meia dúzia de ignorantes da Idade da Média limitaram para si mesmos seus conhecimentos, criando seus deuses limitados e ameaçadores e ainda por cima querendo obrigar ao resto do mundo a crer em suas criações imaginárias?

Desculpem, mas o homem racional e inteligente salvará a si mesmo e a seus filhos, dentro dos seus limites naturais universais e sem “poderes” de deuses imaginários, sem ameaças e com o verdadeiro amor, sem troca de favores. Eu faço parte destes. Graças a “Deus”.

Em uma passagem de um livro da bíblia diz o seguinte: – Nos fins dos tempos, só os sábios entenderão, muitos se perderão em esquadrinhar as escrituras.

Porquê será? Logo isto é rebatido por pessoas religiosas e desinformadas, tentando se sair por não terem respostas concretas ou por quererem adequar as escrituras de forma que lhes sirvam melhor, e não da forma que as deixem de fora da vantagem real, dizendo: – Os sábios que a bíblia relata, são estes os sábios de espirito. Pronto, congela ai.

Fácil e simples a idéia de adequação, de que quando uma ação onde esta por sua vez não poderia ser para si dando-lhe vantagem, cria instantaneamente como “reagente” natural para defesa, pois não é sábia, com razão, por não buscar entendimento, digo ler basicamente, procurar saber se tudo que se falam é verdade ou não.

Pois sei que, é muito comum em todas as religiões, os seus fiéis ficarem diante de seus ensinadores; padre, pastores e outros apenas balançando a cabeça como calangos no deserto quente, diz amém pra tudo que escuta na igreja, até se ouvir um espirro do pastor, grita amém, glória Deus e por ai vai,  muitos saem até pulando, pra só depois procurar saber com a irmã ou irmão do lado o que na verdade foi dito!!  -EU JÁ VI ISSO MUITAS E MUITAS VEZES EM IGREJAS DIFERENTES! Fato! Não é imaginação nem teoria!

Um exemplo bem real,  que tem um vídeo na internet para provar, não sei se ainda está no ar, mas deve ter centenas destes,  foi de uma cristã, que o pastor teve que chamá-la atenção em vários momentos de um culto, pois nem se quer prestava atenção no que se pregava, onde quando o pastor disse:  - O diabo está vencendo os irmão desta igreja…. Logo a irmã salta e grita: – Amém! Amém! Aleluia Senhor! Glória Deus!

Que vergonha deve ter o Deus  desses alienados desinstruídos de inteligência básica, a percepção como exemplo.

Mas sei que, como desculpa os religiosos quando se perdem sem respostas, utilizam algo estrategicamente criado para tais momentos de travamento – “felizes aqueles que crêem no que não se ver” ,  pois  sei que quase 170 religiões pelo mundo seguem esta frase chave de defesa dos deuses imaginários criada milhares de anos antes de Jesus. Ainda tem religiosos que dizem que Jesus foi o autor desta frase. Por isso sempre digo: Leia a bíblia e o que veio antes dela e compare!!

Agora digo sem deuses imaginários ou escrituras de outros, apenas observando os fatos e acompanhando as novas descobertas:

- Infeliz daquele que não busca o conhecimento, a inteligência factual, pois se deu às vontades de homens ignorantes, que por si e para si, só criou seus deuses com seus “amores” e ameaças tomando-as para si o medo de morrer, compensada pela a ânsia de riquezas a qualquer custo, ainda que um dia lá nos “céus” e com suas fantasias próprias, usando como forma de atrair atenção, seguidores, riquezas e consequentemente fama, assim projetou-se as ficções religiosas em todo mundo e em diversas culturas e religiões.

Foi assim desde o princípio da humanidade, onde logo aprenderam que, uma vez vivendo em conjunto com outros indivíduos, seria e é até hoje interessante chamar atenção e ter fama diante dos demais, dai distinguiu-se os fortes e fracos, os ricos e pobres, os famosos e os cidadões comuns e assim naturalmente se buscou a todo custo o lado melhor, ainda que enganando milhões de outros semelhantes, aderindo as vantagens das fraquezas da mente de muitos, estes sem interesses de questionar o que lhes ensinavam e a ainda é ensinado nos dias de hoje, só engolindo seco.

Finalmente, aos seus deuses propriamente se prenderam, levando junto seus seguidores, sem compreensão e saídas para suas esperanças frustradas, culpas e ameaças eternas do “Deus” que ainda dizem “amá-los”, por que ele é o senhor dos exécitos,….

….calma, sei que é o exército lá dos “céus”, não é daqui, nunca é daqui, o que não se entende joga para os céus, por que se fosse daqui teria que responder a pergunta; (porque não faz parar as guerras?), por isso se livram dizendo que é outro exército… e ufa!! escapamos fácil de novo, assim dizem os defensores de um deus “onipotente” que precisa de alguém para defendê-lo!

Isso é o cúmulo da ignorância do mundo moderno, ou melhor,  das pessoas ignorantes no mundo moderno com seus mundos imaginários em paralelos erroneamente.

Não quero interromper o raciocínio do meu filho. Com isto limitando-o a livros de contos imaginários e criados por homens com seus medos e interesses ao criarem seus deuses, que por ignorância ama e mata seus filhos ao mesmo tempo. E mais, deixa crianças assustadas e por toda vida pressas a um conto de fadas. Conto este que é assustador para meus filhos lerem, garanto que não ficarão felizes e ansiosos em saber mais, mas sim com medo e muito medo de conhecer alguém ou um deus que obriga-as à aceitá-lo, senão os esquartejam e joga o sangue pelas portas da cidade.

Somos livres! O triunfo da vida encontramos. Salvem-se, mas das religiões.

Fomos salvos pela inteligência natural, e não pela fantasia e suas promessas sempre  seguidas de ameaças.

- Esta postagem foi completamente escrita pelo autor deste blog, para as demais sem este aviso de rodapé incluiu-se opiniões próprias em conteúdos coletados na rede.

Famosos tem prestígio católico

O Cardinal Stanislaw Dziwisz, arcebispo de Cracóvia, enviou um medalhão com um pedaço da roupa e uma gota de sangue do Papa João Paulo II, morto em 2005, para o piloto Robert Kubica, que se recupera de um grave acidente no rali “Ronde di Andora”, no último domingo. A Igreja acredita que a relíquia ajudará na recuperação após a batida. Ele está internado no Hospital Santa Corona, na cidade de Pietra Ligure, na Itália, mas mostra boa recuperação.
(Notícia do Globo.com)

Observem que o piloto “já mostra boa recuperação”, em breve vão dizer que a tal medalhinha é que o salvou.

Deus então daria prioridade em seus salvamentos milagrosos a quem usasse talismãs fornecidos pela igreja, é isso?

Como será que os cardeais combinaram isso com deus?

E o restante dos internados lá a beira da morte?

Só por que o cara é famoso a igreja católica fez esse “milagre” de mandar o “amuleto da salvação” para este piloto, mas esqueceu dos que não são famosos e deixaram-os morrerem.

Que Deus e seus fiéis injustos este hein?!!

Tudo em vão

Uma jornalista da CNN ouviu falar de um judeu muito velhinho que ia todo dia ao Muro das Lamentações para rezar, duas vezes por dia, e lá ficava por muito tempo. Decidiu verificar. Foi para o Muro e lá estava ele, andando trôpego, em direção ao local sagrado. Observou-o rezando por uns 45 minutos, quando ele resolveu sair, vagarosamente, apoiado em sua bengala. Aproximou-se para a entrevista.

- Desculpe-me, senhor, sou Rebecca Smith, do CNN. Qual o seu nome?

- Morris Feldman – respondeu ele.

- Senhor, há quanto tempo o senhor vem ao Muro orar?

- Bem, há uns 60 anos.

- 60 anos! Isso é incrível! O que o senhor pede?

- Peço que os cristãos, os judeus e os mulçumanos vivam em paz. Peço que todas as guerras e todo o ódio terminem. Peço que as crianças cresçam em segurança e se tornem adultos responsáveis. Peço por amor entre os homens.

- E como o senhor se sente, pedindo isso por 60 anos?

- Me sinto como se estivesse falando com uma parede…

O domínio dos deuses, incluindo Jesus

Um internauta em um comentário de uma postagem disse existir um provérbio mundial que diz o seguinte:

“Se queres dominar uma Nação (povo), mantenha-os na ignorância e no medo de se perder a Alma”.

Concordo, interessante a percepção do autor. Vamos colocá-lo em detalhes com minha opinião, agora.

- Sei que assim funcionou para muitos deuses, diga que nasceu de uma virgem, o dia foi 25 de dezembro,  uma estrela indica o local do nascimento, reis viajam e dão presentes, fez milagres, batizado aos 30 anos e morre aos 33 anos, resussitou mortos, andou sobre a água, teve 12 apóstolos, morreu na cruz pelo povo, resussitou ao terceiro dia e que subiu aos céus, pronto, ta eleito. Até você pode ser um “deus”.

Citarei alguns deuses apenas que Jesus foi cópia perfeita (antes dele), ninguém imitou Jesus, ou que os autores e seus povos copiaram para produzirem o deus anterior ou conhecido assim sucessivamente para sua fama ou imaginação aliada a sua ignorância, seguem:

  •  Hórus no Egito,
  • Attis na Phirgia,
  • Krishnada na Índia,
  • Dionísio na Grécia,
  • Mithra da Pércia,
  • Chrishna de Hindostan,
  • Buddha Sakia da Índia,
  • Salivahna das Bermudas,
  • Odin de Scandinavians,
  •  Crite da Chaldea,
  • Balido Afghanistan,
  • Indra do Tibet,
  • Jao do Nepal,
  • Wittoba do Bilingonese,
  • Atys da Phrygia,
  • Xamolxis do Thrace,
  • Zoar do Bonzes,
  • Adadda Assyria,
  • Alcidesde Thebes,
  • Baddru do Japão, 
  • Thor do Gauls,
  • Hil e Fetade Mandaites,
  •  Fohi e Tien da China,
  • Adonis da Grécia,
  • Prometheus do Caucasus.

Todos estes fizeram o mesmo que Jesus, sempre numa sequência incrivelmente na qual o cristianismo também adotou-a.

Detalhe…

….nenhum desses copiou Jesus, foram antes que Jesus que eles supostamente existiram, Jesus imitou eles? Mas como de costume, todos os povos que criavam um deus, estes fazem-no com o mesmo cenário do “deus” que lhes mais impressionava ou que se tinha ouvido falar.

O cenário impressionista era o que valia na hora de criar um “deus” ou “deusa” e consequentemente ganhar fama e história digna de um “livro sagrado”.

Qual desses “deuses” acima citados devemos acreditar, se todos fizeram as mesma coisas? Porque Jesus é o que mais se popularizou? Só por que ele foi o último? Imagino. Só por que ele fez o último “filme” do “Salvador do mundo”?

- Os rituais de morte, sangue, sofrimentos e tudo isso por outro ou por outros indivíduos é natural na história dos humanos, basta ir hoje em uma tribo de indios ou outra etinia isolada que ainda praticam estes rituais, na certeza que somente assim que se pode chegar a um deus ou salvar um povo. Geralmente este povo é carente de algo e pela sua ignorância tem medo de qualquer coisa que venha do céu que nao tenha visto antes, logo diz que “é de deus”.

Mas Jesus, por sua vez, teve sorte. Os idealizadores de deuses foram bem espertos desta vez, em dizer que se viesse mais outro depois dele, não deveríamos aceitar.

Tudo é tática de “bilheteria”, assim ninguém mais terá interesse nos novos “filmes” que estão ou estarão por vir e a serem publicados e vendidos com seus “Deuses e Demônios”, e ambos “amam” e “condenam” seus filhos.

Simples, fácil e lucrativo.

Incrível tudo isso.

 - Esta postagem foi completamente escrita pelo autor deste blog, para as demais sem este aviso de rodapé inclui-se opiniões próprias em conteúdos coletados na rede.

Da infelicidade até a demissão de Deus

A infelicidade existente em um individuo por ele mesmo gera-se a ânsia de reversão. Em uma pessoa religiosa, mais popularmente chamada de crente (pessoa que crer em algo ou alguma coisa, dependente ou nao de uma religiao), para estas todavia existiu e existe uma saida imaginaria, naturalmente isto é uma ação de desejo de um individuo em realizar algo, custe o que custar. Contudo, nota-se logo nos primeiros degraus da sua conquista, algo também bem natural da especie animal a nivel geral – se estou suprido nao preciso mais ir caçar.

Dai por diante a felicidade já estabelecida não combina mais com a dita fé, na qual o individuo adquiriu-a e aprendeu que se imaginar e acreditar tudo se realiza.

De fato por naturalidade os objetivos são alcancados com mais facilidade e rapidez quando somos influenciados pelo nosso lado imaginário, sendo que, também de fato nao foi a fé que mudou algo para chegarmos ao objetivo, mas sim a ação de nós nos empenharmos com mais rigor motivados pela aquela crença imaginária, uma vez juntamente com uma criacao própria da nossa mente, ou seja, nós mesmos facilmente imaginamos um ser poderoso que vai ajudar e que eu sempre devo imaginar que o objetivo vai chegar. Mas agindo da mesma forma que outros indivíduos que ja alcançaram assim fizeram, pois todo objetivo requer seus requisitos para chegar no mesmo.

Mas observe que sempre terá que fazer e seguir as mesmas coisas e regras que outro individuo que não criou imaginações e nem segue regras de sempre acreditar em um deus, sendo que este também consegue o objetivo.

Chegando a esta razão, os defensores das religiões e seus deuses, logo rebatem acusando um outro ser criado da forma que mais poderia assustar alguém, o “diabo”, o “mal”, o “capetinha” e outros. Ou seja, é muito fácil criar todo um cenário sem escapatória, para manter a integridade do conto e sua moral imposta.

Assim milhares de indivíduos ao longo da historia se mantiveram presos a isso por medo e não por uma razão racional, definitivamente.

Finalmente, temos então em paralelo dois indivíduos com mesmos objetivos, mas com mentes e raciocínios diferentes, qual a diferença de um para o outro? Nenhuma será ou seria no que se referisse  a força ou esforço para encher duas caçambas iguais com a mesma quantidade de pedras, mas poderia haver diferenças apenas imaginárias, um queria encher a caçamba com pedras colocando-as simplesmente dentro do recipiente e o outro também queria encher a sua caçamba com ajuda da sua imaginação em conjunto, juntas assim para aquele determinado indivíduo religioso seria em sua mente mais fácil de executar a tarefa. Por final este individuo ainda gera outra afirmacao irracional, sem perceber ele conclui na maioria dos casos, que só conseguiu encher a caçamba porque seu deus ajudo-o, e mais, com isso ainda define; ” agora sei que existe um deus”.  Poderia também certamente o outro individuo com o mesmo objetivo alcançado gerar uma breve conclusão; “certamente não há um deus, pois consegui colocar todas as pedras sem imaginar a ajuda de nenhum”, apenas imitei os gestos do que estava crendo em algo, mesmo sem crer no “algo” eu consegui. Isso poderia certamente provar que o então “algo”, deuses imaginários ou papai noel não existem, em definitivo.

As provas devem ser analisadas de ambas as partes, não é? Porquê só se dá créditos ao do indivíduo que encheu a caçamba com ajuda da fé?

Supõe-se que Deus é justo? Não é isso? Então em justiça até ele viria a concordar que a conquista de um objetivo é independente dele ou não, prova concreta e notória.

Apenas um criou um ser poderoso, ou acreditou em uma estória contada por outro individuo, que por ventura teve a mesma experiência e escreveu achando que foi a sua crença em algo que o ajudou.

Mas, de fato não foi, foi as atitudes idênticas realizadas do individuo que não crer em nada por onde levou a  alcançar seu objetivo, que estas também fizeram o individuo que crer em algo “poderoso” também chegasse ao seu objetivo.

Uma pesquisa feita em uma universidade católica no ano de 2009, revelou o que seria a pelo menos a prova que Deus não existe ou não ta nem ai pra quem precisa ou não dele. Uma pergunta foi feita em um ginásio lotado com mais de 5000 universitários, foi a seguinte: – Quem aqui buscou a um Deus para conseguir passar na prova de seleção para ingressar na faculdade? Apenas pouco mais de 100 alunos confirmaram. Logo ficou claro que o restante não precisou de algo supremo para chegar ao mesmo lugar que os 100 “ajudados” por um deus chegaram.  Logo veio a pergunta… E agora? 100 alunos dizem provar que a crença imaginária existe por que conseguiram passar na prova pedindo ajuda a um deus, e por isso ele ajudou e conseqüentemente  para estes ele existe. Mas os outros 4.900 alunos?

Poderia com mais razão afirmar tremendamente que os deuses nao existem ou prova maior que não precisamos deles para conseguir nossos objetivos. É fato, aconteceu. Se fosse ao contrário seria até publicados livros e mais livros com até profetas no meio para provar que provaram que Deus existe. Quando falo “Deus” nestes textos, me refiro ao Deus dos contos, bíblia, alcorão, e outros livros, e não algo supremo universal, de onde veio e vem todo nosso raciocínio inteligente.

Claramente isso mostra que a mente domina o ser humano pela sua fragilidade em dominá-la racionalmente.

Simples e fácil, basta raciocinar e observar o funcionamento da engenharia da mente, isto serve até para os insetos, e acreditem, eles usam, provado cientificamente. Lembra da lei de ação e reação? É algo absoluto.

 - Esta postagem foi completamente escrita pelo autor deste blog, para as demais sem este aviso de rodapé inclui-se opiniões próprias em conteúdos coletados na rede.
 

O Porquê do 25 de Dezembro do suposto nascimento de Jesus

Um grande concílio foi realizado pela comunidade cristã no século V de nossa Era, para decidir em que data fixar este controverso acontecimento. Decidiu-se em fixar no dia 25 de dezembro, ou meia-noite do dia 24. Entretanto esta escolha não foi feita ao acaso. Vejamos então o porquê:

     Os Patriarcas e as superiores autoridades eclesiáticas, de quando em quando se reuniam em concílios para discutir e estabelecer as tradições, os dogmas, liturgias a serem seguidas pela teologia cristã, assim como suas doutrinas.

     Não é por objetivo discutir os motivos os quais poderiam ter levado tais autoridades eclesiáticas a vir a deixar de lado e omitir os elementos então conhecidos das massas populares, bem como outros fatos, substituidos por falsidades simbólicas. O fato é que a fim de aproveitar muitas das antigas cerimônias místicas que os Patriarcas da Igreja copiaram dos templos do Egito e das doutrinas e práticas essênias e da Grande Fraternida

de Branca, tiveram que inventar certas passagens e princípios relacionados à vida e obra de Jesus e adaptá-los às referidas cerimônias. Se fez necessário então, para consolidar uma nova teologia e firmar algumas novas doutrinas, ignorar e pôr de lado muitos dos fatos que tornariam suas decisões inconsistentes.

O primeiro ponto a ser avaliado seria a contradição existente em um dos pontos da crônica tradicional do nascimento de Jesus, onde é dito que ao nascer o Menino, estavam os pastores guardando seus rebanhos no campo. Seria muito improvável que os pastores a que a Bíblia se refere, estivessem no campo cuidando de seus rebanhos no inverno. Nesta época do ano, afirmam os que conheciam as condições da Palestina à época, os pastores não ficavam no campo nem de dia nem de noite, e que este incidente foi introduzido à crônica de Seu nascimento, quando era comumente aceita a versão de que Jesus viera ao mundo em abril ou maio. Por que então a escolha desta data?

O que os Patriarcas levaram em conta ao escolherem esta data, foi o conhecimento que através dos séculos precedentes, todos os Grandes Mestres ou Grandes Avatares nascidos de virgens (Jesus, como demonstrarei a seguir, não foi o primeiro nem o único) e que eram Filhos de Deus e considerados Salvadores ou Redentores, haviam nascido ou a 25 de dezembro, ou em data próxima.

Na Índia, este período já era comemorado muitos e muitos séculos antes da Era Cristã, na forma de um festival religioso, durante o qual o povo ornamentava suas casas com flores e as pessoas trocavam presentes com amigos e parentes.

Na China, também muitos séculos antes da Era Cristã, era celebrado o Solstício de Inverno, onde no dia 24 ou 25 de dezembro, fechava-se o comércio e tudo o mais. Assim como os antigos persas celebravam esplêndidas cerimônias em homenagem a Mitra, cujo nascimento ocorrera a 25 de dezembro.

Vários deuses egípcios nasceram no dia 25 de dezembro, e, em praticamente todas as histórias religiosas de povos antigos, iremos encontrar celebrações idênticas às referidas. Osíris, filho da santa virgem e deusa Nut, nasceu a 25 de dezembro, assim como os gregos também celebravam, nesta mesma data, o nascimento de Hércules.

Como podemos ver, o dia 25 de dezembro vem sendo considerado um dia místico há muito tempo, e por muitos povos diferentes. A esse respeito temos as declarações do Reverendo Gross, autoridade no assunto e autor de diversas obras a esse respeito nas quais afirma que realizava-se em Roma, antes da Era Cristã, no dia 25 de dezembro, uma festa com o nome de Natalis Solis Invicti (Natalício do Invencível Sol). A data era comemorada com espetáculos públicos e com muita alegria, fechando-se o comércio, adiando-se declarações de guerra e execuções, permutando presentes entre amigos e parentes e concedendo liberdade aos escravos.

Assim como o era na China, entre os primitivos germânicos, séculos antes do nascimento do Menino Jesus, era comemorado o Solstício de Inverno. Entre os escandinavos, neste mesmo período, era comemorado o que se chamava Festa do Yule. O termo Yule ainda sobrevive, designando a véspera de Natal. É interessante notar que o vocábulo Yule equivale ao francês Noel que por sua vez corresponde à palavra hebraica ou caldaica Nule. Notamos também a presença de celebrações no referente período entre os druidas na Grã-Bretanha e na Irlanda, e mesmo no antigo México.

Tertuliano, Patriarca da antiga Igreja Cristã, que tão diligentemente contribuiu com suas obras para a formação das doutrinas, dogmas e cerimônias do cristianismo, informa-nos, minuciosamente, como se ornamentevam as portas “com guirlandas de flores e folhagens”.

Tenham em mente que tudo aqui exposto, diferente do que possam a vir a pensar, era de conhecimento dos Patriarcas da Igreja e não estiveram ocultos durante os tempos iniciais do cristianismo e foram obtidos através de fontes fidedignas, ou seja, são fatos comprovadamente verdadeiros, obtidos através de documentos históricos e de época¹.

Que fique registrado que não questiono os dogmas e ensinamentos da Santíssima Igreja nem tampouco os motivos que a levaram a tantas mudanças. Entretanto, exponho aqui fatos os quais permaneceram na obscuridade por muito tempo. Àqueles que se interessem por um conhecimento mais profundo e místico, recomendo para que entrem em contato com alguma escola ou sistema que trate destes assuntos abertamente, consciente e completamente, sem preconceitos.

Sobre o tema aqui tratado, procurar-se-á em livros e em bibliotecas, pois os conhecimentos presentes não têm preço, nem devem ser vendidos. Porém, àqueles que busquem mais sobre o assunto, devem procurar as sucursais da Grande Fraternidade Branca, espalhadas pelo mundo, ou as bibliotecas e livrarias da Ordem Rosacruz (ambas existentes séculos antes do nascimento do divino Mestre, as quais ainda contém documentos retratando a época).

Incongruências Bíblicas

Gostaria de iniciar este artigo com um parágrafo contido na introdução do maravilhoso livro de Who Wrote the Bible? – de Richard Elliot Friedman :

As pessoas tem lido a Bíblia por aproximadamente dois mil anos. Elas a tomam literalmente, figurativamente ou simbolicamente. Encaram-na como ditada divinamente, revelada, ou inspirada, ou como uma criação humana. Adquiriram mais cópias dela do que de qualquer outro livro. Ela é referenciada (e mal referenciada) mais frequentemente do que outros livros. É traduzida (e mal traduzida) também igualmente mais do que outros livros . É chamada de o grande livro da literatura, do primeiro trabalho da história. Está no coração do Cristianismo e do Judaísmo. Ministros, pastores, e rabis rezam-na. Especialistas despendem suas vidas estudando-a e ensinando-a em universidades e seminários. As pessoas a lêem, a estudam, a admiram, a desdenham, escrevem a respeito dela, a combatem e a amam. As pessoas tem vivido e morrido por ela. E nós não sabemos quem a escreveu.

Após dois mil anos de sedimentação de uma crença em que os autores dos livros da Bíblia são queles cujos nomes são indicados nos títulos, fica muito difícil, mesmo com base no resultado das pesquisas sérias realizadas nos últimos 600 anos, em sua maioria apresentadas por especialistas cristãos e judeus, contradizer um padre, durante o sermão da missa, que o evangelho de São Lucas não foi escrito por um tal São Lucas é a um pastor durante um culto protestante de que os livros do Pentateuco não foram escritos por Moisés.

A maioria dos leitores da Bíblia e os tipos de pessoas citadas no texto de Friedman, lêem-na sem ter consciência de quais são suas fontes, como essas fontes se apresentam e como inserções foram feitas em datas posteriores à época das narrativas. Desta maneira, não são consideradas questões importantes tais como o ambiente geopolítico quando determinado livro foi escrito e as disputas sacerdotais de então entre as tribos de Israel, que acabou orientando a forma e conteúdo dos relatos. A despeito do enorme investimento realizado em pesquisas bíblicas, existe muito pouco conhecimento do público em geral a respeito da Bíblia. Se é assim nos E.U.A. imaginem no Brasil. Estas descobertas tem ficado restritas aos círculos de especialistas. Estudiosos como Friedman, tem feito um verdadeiro trabalho de detetive, na tentativa de retratar o mundo bíblico em termos de sua política, sua história e suas personalidades.

É baseado na sedimentação de erros, traduções equivocadas, más-interpretações de práticas Greco-Romanas, no caso do novo testamento, e mesmo a partir de falácias, que igrejas como a Universal do Reino de Deus crescem em que pese estarmos às portas do 3º milênio com todo o conhecimento tecnológico e historiográfico existente ao dispor dos estudiosos, mas infelizmente afastado do grande público. E quando se parte para a divulgação dessas descobertas, o peso do “lobby” católico e evangélico recai sobre os editores. Veja-se o caso do Brasil. Nada é publicado nessa terra.

O objetivo deste arquivo é mostrar, nos textos bíblicos, um sem número de imperfeições históricas e apontar algumas ações que, apesar das explicações dos comentários bíblicos, são evidentes amoralidades ou desvios de comportamento ético e moral.

Os erros históricos são perfeitamente compreensíveis, desde que o relato bíblico seja despido do caráter religioso e de qualquer conotação de infalibilidade divina, considerando-se, como se sabe, que os livros bíblicos foram compostos por várias mãos através dos séculos, numa era em que os métodos de reprodução dependiam dos escribas e a historiografia não era uma disciplina desenvolvida.

Os atos ditos amorais, embora condizentes com a cultura primitiva dos povos na época das narrativas, são absolutamente incompatíveis para representar exemplos da palavras de um Deus, omniciente, todo-poderoso e todo bondade.

O que parece é que os seguidores da Bíblia são, por manipulação de seus líderes, afastados da polêmica dessas incongruências e a grande maioria de crentes desconhece mesmo essas passagens.

Este artigo será incrementado passo a passo, à medida que o tempo me for permitindo a colocação e análise das passagens neste espaço.

Começaremos com os Livros de Esdras e Neemias, antigamente, chamados 1 Esdras e 2 Esdras cujos episódios são bastante importantes na história do povo judeu.

2. Esdras e Neemias – Contexto Histórico. 

Os Livros de Esdras e Neemias enfocam, especificamente, a segunda construção e restauração do templo depois do exílio dos judeus na Babilônia. Foi, precisamente, nessa época que se construiu o judaísmo bíblico, em torno do Templo de Jerusalém e da Torá. Esdras seria o sacerdote-escriba reformador, seguido de seu auxiliar Neemias, o governador leigo; isto embora, historicamente Neemias tenha realizado sua reforma uns cinquenta anos antes de Esdras como veremos.

Esses livros formam juntos com Crônicas-1 e Crônicas-2 um conjunto de 4 livros que especula-se tenham sido escritos pelo mesmo autor, um “Cronista” anônimo, que o teria concluído no final do século 4 AC (300 AC).

Para situarmos o ambiente histórico, vamos recapitular os fatos que tem suas raízes após a conquista da Babilônia pelos persas (539 AC), comandados por Ciro (560-530 AC).

3. Esdras e Neemias – O papel de Sasabassar 

Os persas sempre manifestaram um tradicional liberalismo religioso, fazendo questão de que cada povo por eles conquistado praticasse livremente sua própria religião como forma de evitar tensões políticas.

Foi dessa maneira que Ciro permitiu o retorno do povo judeu para a Judéia, liderados por Sasabassar, se considerarmos Esd 1,11 ou por Zorobabel se considerarmos, na sequencia, Esd 2.1-2. Na Judéia, não só poderiam reerguer o templo de Salomão como para isso receberam ajuda financeira dos persas que liberaram os antigos tesouros do templo, confiscados pelos babilônios.

Com a posição de Sasabassar começam os problemas. Na sequência de Esd. 1,11, era de se esperar uma descrição do retorno, sob a direção de Sasabassar. De maneira curiosa o texto prossegue com uma lista que, além da ausência de Sasabassar, possui um caráter artificial, citando doze líderes de retorno pertencentes a épocas diferentes, comandados por Zorobabel. É conveniente lembrar, que esta lista aparece em Ne 7 em um contexto, totalmente, diferente; o “repovoamento da Judéia”. Em ambos os sentidos, a estrutura é a mesma.

Tanto Sasabassar como Zorobabel são descritos a frente de uma caravana de repatriados (respectivamente Esd 1,11 e Esd. 2,2) e aos dois se atribui o lançamento das fundações do templo (Esd.5,16 para o primeiro e; Zc 4,9, para o segundo).

Como explicar este embaraço do texto? Acompanhemos P. Abadie, um biblista de Lion, França:

“convém ver aí a intenção consciente do seu autor, que organiza o conjunto do relato em torno de um díptico, comandado por dupla figura: a reconstrução do templo, sob impulso do sacerdote Josué e do leigo Zorobabel (Esd 1-6) e o nascimento do judaísmo, sob o impulso do sacerdote-escriba Esdras e do leigo Neemias (esd 7 – Ne 13). Com tal simetria a figura “independente” de Sasabassar não tinha lugar nenhum. Sem poder no entanto eliminá-lo totalmente do memorial , o redator conservou-o. 

Segundo Josephus (Antiquities of Jews 11.3), isto deu-se no 1º ano do reinado de Ciro na Babilônia (539 AC).

A partir desse acontecimento um sem número de hipóteses são aventadas para situar, historicamente, o retorno do povo judeu da Babilônia e a restauração do templo e do culto.

Torna-se evidente que o relato bíblico não tem compromisso algum com a cronologia dos fatos, existindo uma intenção óbvia de dar-se precedência ao caráter teológico sobre o cronológico.

4. Esdras e Neemias – Vaticinia ex eventu 

Segundo Esd. 1,1 “no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para cumprir a palavra de Iahweh pronunciada por Jeremias, Iahweh suscitou o espírito de Ciro rei da Pérsia…” por decreto autorizou a saída do judeus e a reconstrução do Templo: “Assim fala Ciro, rei da Pérsia: Todos os reinos da terra me foram entregues pelo Senhor, o Deus do céu….” “Todo aquele que, dentre vós, pertence a seu povo, Deus esteja com ele e suba a Jerusalém, na terra de Judá e construa o templo de Iahweh, o Deus de Israel” (1,2-4).

O texto do edito de Ciro está marcadamente teologizado constituindo-se numa obra redacional muito elaborada. Se a expressão “Iahweh, o Deus do céu” não tem nada de estranho no contexto persa, que dizer da designação “Iahweh, o Deus de Israel” que resulta mais da livre criação teológica, nutrida dos temas dêutero-isaianos.

De fato, a apresentação feita de Ciro, em quem “Iahweh suscita o espírito ” é dependente da teologia de Is 41,2-25;42,13 ou 45,13. E de resto pela famosa profecia de Is 44,28 “que digo de Ciro: Ele é meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; que digo também de Jerusalém: Será edificada; e do templo: Será fundado.”

As palavras de Isaias serviram para alimentar, no imaginário popular, a noção de que Ciro teria sido um libertador do povo de Deus. Esta seria a visão de senso comum nos dias de hoje, e talvez assim também pensasse o autor do “texto sagrado”. Essas palavras, na verdade, não são de Isaías (740-700) mas do 2º livro de Isaías (Dêutero-Isaías, 550-539) escrito por um cronista contemporâneo a Ciro. Esta metodologia ” vaticinia ex eventu ” sempre foi característico das literaturas apocalípticas com o intuito de aumentar a fé nas profecias e, por conseguinte ajudar aos fiéis a suportar as provações presentes.

5 Esdras e Neemias – A cronologia fantasiosa 

Registrando-se historicamente o acontecimento, na verdade não se trata do primeiro ano do reinado de Ciro (550), mas do primeiro ano do reinado na Babilônia, ou seja, no ano 538.

Entram em cena duas pessoas nos primeiros capítulos de Esdras: Zorobabel e Josué. O primeiro um líder político, certamente, designado pelos persas. O segundo, um líder religioso, um sacerdote.

As dificuldades para superar as oposições de samaritanos e cuteanos foram grandes e Zorobabel e Josué desaparecem de cena tão rapidamente quanto entraram, e já no capítulo 4 avança-se cerca de 40 anos e, imediatamente, 70 anos.

Esdras 4.6 enfoca acontecimentos bem mais tardios (reinado de Xerxes: 486-465).

Esdras 4.7 ” nos tempos de Artaxerxes” (464-425) informa sobre “uma carta de acusação (sitnah), escrita em aramaico, contra os habitantes de Judá e de Jerusalém”.

Em Antigüidades dos judeus, Flavius Josephus, historiador do século I, reporta a ocorrência de uma carta dos moabitas e samaritanos, encaminhada a Cambyses (530-522) filho de Ciro e seu sucessor, no início do governo deste, ou seja, 8 anos após a autorização conferida por Ciro. Faz um pouco mais de sentido, do que uma carta reclamando dos trabalhos dos judeus na reconstrução do templo, 72 após iniciado este trabalho. O texto da carta, reportada por Josephus, é apresentada nos mesmos termos daquela relatada em Esdras 4,8 e endereçada a Artaxerxes I, apenas os personagens que geraram a carta são outros que Reum e Sansai, relatados na Bíblia.

Segundo ainda o historiador judeu, Cambyses ficou irritado (Antiguidades 11.2.2) e desautorizou a ordem anterior de Ciro, proibindo os judeus de construir o templo e as muralhas da cidade. Continuando sua narrativa Josephus menciona Zorobabel, novamente, no começo do governo de Dario I (521) portanto 9 anos depois, obtendo “nova” autorização para iniciar os trabalhos de reconstrução em Jerusalém. Nesta “segunda autorização” Josephus não menciona mais os tesouros do templo, embora ainda exista menção a ajuda, tanto financeira como política, aos refugiados durante seu retorno.

É importante nos fixarmos no documento aramaico que embora digno de crédito oferece numerosas dificuldades de coerência interna que afloram a um simples exame superficial. À sua leitura não se identifica à primeira vista de que acontecimento se trata? Da construção do templo (Esd. 5-6) ou da muralha de Jerusalém (Esd. 4). A cronologia é das mais fantasiosas. Como já frisamos, anteriormente, o cuidado primordial do redator não é a ordem historiográfica. O preenchimento do tempo entre o começo dos trabalhos sob Ciro (538) e seu recomeço “no 2º ano de Dario”, ou seja em 520, é explicado menos pelas dificuldades internas sociais, econômicas e políticas e mais por um fator teológico. Como veremos, 117 anos vão separar a dedicação do templo, em 515, da chegada da lei (Esdras), em 398.

6 Esdras e Neemias – A falsa contemporaneidade 

Lemos em Esd 7,8 que Esdras “chegou a Jerusalém no quinto mês; era o sétimo ano do rei (Artaxerxes)”. Lendo Ne 2,1;5,14 vemos que o próprio Neemias chegou ‘no 20º Ano de Artaxerxes” A pergunta que se faz é óbvia: Qual dos Artaxerxes? Artaxerxes I, Artaxerxes II ou Artaxerxes III?

Se considerarmos para os dois personagens o rei Artaxerxes I : a missão de Esdras começou em 458 e a de Neemias em 445. Desta maneira, treze anos separam a chegada de Esdras da leitura solene da Lei . Este longo tempo é um complicador para aceitarmos, ser Artaxerxes I, o rei referencia para Esdras.

Para datar a missão de Neemias podemos nos apoiar em bases sólidas. Dando-se crédito a Ne 5,14,segundo o qual o governador exerceu sua autoridade “do 20º ao 32º ano do rei Artaxerxes”. Logo de saída eliminamos Artaxerxes III cujo reinado durou apenas 20 anos (358-338). Ficamos com duas possibilidades Artaxerxes I (465-424) OU Artaxerxes II (404-358). Através de documentos de judeus de Elefantina, datados de 407, que citam, nominalmente, Sanabalat, o adversário do governador judeu, como governador da Samaria, podemos eliminar Artaxerxes II. Neemias chegou portanto, em Jerusalém em 445, sob o reinado de Artaxerxes I.

Determinar a data da chegada de Esdras ” no 7º ano de Artaxerxes” não é tão evidente. Temos duas alternativas:

- 458 sob Artaxerxes I

- 398 sob Artaxerxes II

A primeira alternativa, que pressupõe a contemporaneidade entre Esdras e Neemias, incorre na dificuldade grande de explicar os 13 anos entre a chegada de Esdras e a leitura da Lei. Quanto a contemporaneidade, em verdade segundo, novamente, Abadie:

“Neemias não desempenha nenhuma função por ocasião da leitura da Lei por Esdras, e o verbo no Ne 8,9 “disse” requer apenas um único sujeito. O texto hebraico parece, pois, emendado; aliás, o texto grego paralelo de 1Esd 9,49 leu-o erroneamente, fazendo do título persa dado a Neemias, “Sua Excelência” ( hattirsata ), um nome próprio ( Attharatès ). Igualmente, em Ne 12,36, cita-se Esdras em um apêndice mal remendado do relato.”

Podemos concluir disto que a contemporaneidade dos dois grandes reformadores nada mais é senão um artifício literário colocado ao serviço do projeto teológico do conjunto.”

A Segunda alternativa 398, é no seu ambiente histórico, completamente, adequada e contrariamente à apresentação bíblica, a missão de Esdras seguiu, e não precedeu, a de Neemias . A ordem atual se deveu a uma intenção teológica, segundo a qual a fé em Deus vem antes da política.

7 Esdras e Neemias – Racismo enrustido 

Os bíblicos e crentes esforçam-se por afastar a conotação de racismo no episódio dos casamentos mistos, ponto fundamental da Lei e dos livros em questão.

Como aceitar que mulheres e crianças sejam abandonadas em nome da preservação da tradição? Onde está a moral neste ato? Onde existe nessa palavra a inspiração de Deus? Como explicar Ne. 10,3:

Agora, pois, façamos concerto como nosso Deus de que despediremos todas as mulheres e tudo o que é nascido delas, conforme ao conselho do Senhor, e dos que tremem ao mandato do nosso Deus; e faça-se conforme a Lei.”

Justificar esta atitude, afirmando que foi executada para propiciar a sobrevivência religiosa dos judeus ou sua identidade como nação é dar guarida a todos os preconceitos que cercam o povo judeu até hoje.

É bom frisar, que ao lado das razões teológico-religiosas juntavam-se sem dúvida razões econômicas. Os Papiros de Elefantina revelam que, na sociedade judaica, as mulheres podiam herdar bens e terras. Não seria com a herança judaica, caindo em mãos estrangeiras, a maior preocupação?

É difícil não enxergar Esd 9, como racismo ou usura embora alguns neguem justificando as atitudes em nome da manutenção da identidade nacional.

“Não acreditar em Deus é um atalho para a felicidade”

Quando o filósofo americano Sam Harris soube que o atentado ao World Trade Center em Nova York (Estados Unidos), no dia 11 de setembro de 2001, teve motivações religiosas, a briga passou a ser pessoal. Harris publicou em 2004 o livro A Morte da Fé (Companhia das Letras) — uma brutal investida contra as religiões, segundo ele, responsáveis pelo sofrimento desnecessário de milhões. Para Harris, os únicos anjos que deveríamos invocar são a ‘razão’, a ‘honestidade’ e o ‘amor’.

“A Ciência é capaz de dizer o que é certo e o que é errado”, diz Sam Harris

Ao entrar de cabeça em um assunto tão delicado, o filósofo de 43 anos conquistou uma legião de inimigos e deu início a uma espécie de combate literário. Em resposta à repercussão de seu primeiro livro, que levou à publicação de livros-resposta sob as perspectivas muçulmana, católica e outras, os ataques de Harris à fé religiosa continuaram em 2006, com o lançamento do livroCarta a Uma Nação Cristã (Companhia das Letras).

Criado em um lar secular, que nunca discutiu a existência de Deus e nunca criticou outras religiões, Harris recebeu o título de Doutor em Neurociência em 2009 pela Universidade da Califórnia (Estados Unidos). A pesquisa de doutorado serviu como base para seu terceiro livro, lançado em outubro de 2010: The Moral Landscape (sem edição brasileira). Nele, Harris conquista novos inimigos, dessa vez cientistas.

Agora, Harris tenta utilizar a razão e a investigação científica para resolver problemas morais, sugerindo a criação do que ele chama de “ciência da moralidade”. Ele afirma que o bem-estar humano está relacionado a estados mentais mensuráveis pela neurociência e, por isso, seria possível investigar a felicidade humana sob essa ótica — algo com que a maioria dos cientistas está longe de concordar.

A ciência da moralidade substituiria a religião no papel de dizer o que é bom ou mau. Esse ‘novo ateísmo’ rendeu a Harris e outros três autores proeminentes — Daniel Dennet, Richard Dawkins e Christopher Hitchens — o título de ‘Cavaleiros do Apocalipse’.

Em entrevista ao site da revistaVEJA, Harris explica os pontos mais sensíveis de sua argumentação, e afirma que descrer de Deus é um atalho para a felicidade.

Por que a moralidade e as definições do bem e do mal não deveriam ser deixadas para a religião? O problema com relação à Religião é que ela dissocia as questões do bem e do mal da questão do bem-estar. Por isso, a religião ignora o sofrimento em certas situações, e em outras chega a incentivá-lo. Deixe-me dar um exemplo. Ao se opor aos métodos contraceptivos, a doutrina da Igreja Católica causa sofrimento. É coerente com seus dogmas, embora eles levem crianças a nascerem na pobreza extrema e pessoas a serem infectadas pela aids, por fazerem sexo sem camisinha. Através das eras, os dogmas contribuíram para a miséria humana de maneira tremenda e desnecessária.

Nem toda moralidade é baseada em religião. Existe uma longa tradição de pensamento moral secular por meio da filosofia. O que há de errado com essa tradição? Não há nada de errado com ela a não ser o fato de que a maior parte das discussões filosóficas seculares são confusas e irrelevantes para as questões importantes na vida humana. Deveria ser consenso o apreço ao bem-estar humano. Se alguma coisa é má, é porque ela causa um grande e desnecessário sofrimento ou impede a felicidade das pessoas. Se alguma coisa é boa, é porque ela faz o contrário. Mas existem filósofos seculares batendo cabeça em debates entediantes, dizendo que não podemos falar de verdade moral. Segundo eles, cada cultura deve ser livre para inventar seus ideais morais sem ser perturbado por outros. Isso é loucura. Hoje reconhecemos que a escravidão, que era praticada por muitas culturas, era fonte de sofrimento. Nesse caso, deixamos para trás o relativismo. Por que não podemos fazer o mesmo em outros casos?

Você parece sugerir que a tolerância a outros credos não é uma virtude, como a maioria pensa. Por quê? É um posicionamento inicial muito bom. A tolerância é a inclinação para evitar conflito com outras pessoas. É como queremos que a maioria se comporte a maior parte do tempo quando se depara com diferenças culturais. Mas quando as diferenças se tornam extremas e a disparidade na sabedoria moral se torna incrivelmente óbvia, então, a tolerância não é mais uma opção. A tolerância à intolerância nada mais é do que covardia. Não podemos tolerar uma jihad global. A ideia de que se pode chegar ao paraíso explodindo pessoas inocentes não é um arranjo tolerável. Temos que combater essas coisas por meio da intolerância às pessoas que estão comprometidas com essa ideologia. Não acredito que seria possível sentar à mesa com, por exemplo, Osama Bin Laden e convencê-lo que a forma como ele enxerga o mundo é errada.

Por que a ciência deveria ditar o que é certo e o que é errado? Temos que reconhecer que as questões morais possuem respostas corretas. Se o bem-estar humano surge a partir de certas causas, inclusive neurológicas, quer dizer que existem formas certas e erradas para procurar a felicidade e evitar a infelicidade. E se as respostas corretas existem, elas podem ser investigadas pela ciência. Chamo de ciência o nosso melhor esforço em fazer afirmativas honestas sobre a natureza do mundo, tendo como base a razão e as evidências.

O que é a ciência da moralidade e o que ela quer conquistar? É a ciência da mente humana e das variáveis que afetam a nossa experiência do mundo para o bem ou para o mal. Ela pretende discutir, por exemplo, o que acontece com mulheres e garotas que são forçadas a utilizarem a burca [vestimenta muçulmana que cobre todo o corpo da mulher]. São efeitos neurológicos, psicológicos, sociológicos que afetam o bem-estar dos seres humanos. Com aburca, sabemos que é ruim para as mulheres e para a sociedade. Se metade de uma sociedade é forçada a ser analfabeta e economicamente improdutiva, mas ter quantos filhos conseguir, fica óbvio que essa é uma estratégia ruim para construir uma população que prospera. O objetivo é entender o bem-estar humano. Assim como queremos fazer convergir os princípios do conhecimento, queremos que as pessoas sejam racionais, que avaliem as evidências, que sejam intelectualmente honestas e que não sejam guiadas por ilusões. A Ciência da Moralidade pretende aumentar as possibilidades da felicidade humana.

O senhor afirma que há um muro dividindo a ciência e a moralidade. No que ele consiste? Existem razões boas e ruins para a existência desse muro. A boa é que os cientistas reconhecem que os elementos relevantes ao bem-estar humano são extremamente complicados. Sabemos muito pouco sobre o cérebro, por exemplo, para entender todos os aspectos da mente humana. A ciência espera um dia responder essas questões e isso é muito bom. A razão ruim é que muitos cientistas foram confundidos pela filosofia a pensar que a ciência é um espaço sem valores. E a moralidade está, por definição, na seara dos valores. Esse muro não será destruído enquanto não admitirmos que a moralidade está relacionada à experiência humana, que por sua vez está relacionada com o cérebro e com a forma pela qual o universo se apresenta. Ou seja, por elementos que podem ser investigados pela ciência.

Quais avanços científicos lhe fazem pensar que, agora, a moralidade pode ser tratada a partir do ponto de vista do laboratório? Temos condição de dizer quando uma pessoa está olhando para um rosto, ou uma casa, ou um animal, ou quais palavras ela está pensando dentro de uma lista. Esse nível cru de diferenciação de estados mentais está definitivamente ao alcance da ciência. Sabemos quando uma pessoa está sentindo medo ou amor. Por causa disso podemos, em princípio, pegar uma pessoa que diz não ser racista, colocá-la em um medidor e verificar se ela está falando a verdade. Não apenas isso, podemos descobrir se ela está mentindo para si mesma ou para as outras pessoas. A tecnologia já chegou a esse nível, mas não conseguimos ler a mente das pessoas com detalhes. É possível que futuramente possamos descobrir coisas sobre a nossa subjetividade de que não temos consciência, utilizando experimentos científicos. E isso tudo se relaciona ao bem-estar humano e o modo como as pessoas ficam felizes e como poderemos viver juntos para maximizar a possibilidade de ter vidas que valham a pena.

Por que deveríamos confiar a educação dos nossos filhos aos valores científicos? Os cientistas não se transformariam, com o tempo, em algo como padres, mas com uma ‘batina’ diferente? Cientistas não são padres. Os médicos, por exemplo, agem sob o pensamento da medicina, que, como fonte de autoridade, não se tornou arrogante ou limitou a liberdade das pessoas de maneira assustadora. É uma disciplina que está concentrada em entender a vida humana e minimizar o sofrimento físico. Seu médico nunca vai até você ‘pregar’ sobre os preceitos da ciência, você vai até ele quando precisa. Pais que se deixam guiar por dogmas religiosos não dão remédios aos filhos e os deixam morrer. Na ciência não existem dogmas. Qualquer afirmação pode ser contestada de maneira sensata e honesta.

O que dizer dos experimentos neurológicos que sugerem que a crença religiosa está embutida nos nossos cérebros? Não acho que a crença religiosa esteja embutida no cérebro humano. Mas digamos que esteja. Façamos um paralelo com a bruxaria. Pode ser que a crença em bruxaria estivesse embutida em nossos cérebros. A bruxaria matou muitos seres humanos, assim como a religião. Todas as culturas tradicionais acreditaram em algum momento em bruxas e no poder de magia e, na verdade, a crença na reza possui um conceito semelhante. Algumas pessoas dizem que sempre acreditaremos em bruxas, que a saúde humana será afetada pela ‘magia’ de vizinhos. Na África, muitas pessoas realmente acreditam em bruxaria e isso é terrível porque causa sofrimento desnecessário. Quando não se entende porque as pessoas ficam doentes, ou porque as crianças morrem antes dos três anos, você está num estado de ignorância que a crença em bruxaria está suprindo uma necessidade de maneira nociva. Superamos isso no mundo desenvolvido por causa do avanço da Ciência. Sabemos como a agricultura é afetada, por exemplo. Entendemos os fenômenos meteorológicos e a biologia das plantas. Não é algo que a religião resolve, e sim a ciência. Mas costumava ser assim. A crença na regência de um deus sobre a lavoura era universal.

As pessoas deveriam parar de acreditar em Deus? Se eu acho que as pessoas deveriam parar de acreditar no Deus da Bíblia? Com certeza. Da mesma forma que as pessoas pararam de acreditar em Zeus, em Thor e milhares de deuses mortos. O Deus da Bíblia tem exatamente o mesmo status desses deuses mortos. É um acidente histórico estarmos falando dele e não de Zeus. Poderíamos estar vivendo num mundo onde os suicidas muçulmanos se explodiriam por causa de ideias dos deuses do Monte Olimpo. A diferença entre xiitas e sunitas muçulmanos é a mesma diferença entre seguidores de Apolo e seguidores de Dionísio.

O senhor sempre foi ateu? Nunca me considerei um ateu, nem mesmo ao escrever meu primeiro livro. Todos somos ateus em relação a Zeus e Thor. Eu era um ateu em relação a eles e ao deus de Abraão. Mas nunca me considerei um ateu, como a maioria das pessoas não se considera pagã em relação aos deuses do Monte Olimpo. Foi no 11 de setembro de 2001, dia do atentado ao World Trade Center em Nova York, que senti que criticar a religião publicamente havia se tornado uma necessidade moral e intelectual. Antes disso eu era apenas um descrente. Eu nunca havia lido livros ateus, ou tivera qualquer conexão com a comunidade ateísta. O ateísmo não é um conceito que considere interessante ou útil. Temos que falar sobre razão, evidências, verdade, honestidade intelectual — todas essas coisas são virtudes que nos deram a ciência e todo tipo de comportamento pacífico e cooperativo. Não é preciso dizer que você é contra algo para advogar em favor da honestidade intelectual. Foi justamente isso que destruiu os dogmas religiosos.

O senhor cresceu em um ambiente religioso? Cresci em um ambiente completamente secular, mas não havia crítica às religiões ou discussões sobre ateísmo, existência de Deus etc. Quando era adolescente, fiquei muito interessado em religiões e experiências religiosas. Coisas como meditação, por exemplo. Aos vinte, comecei a estudar espiritualidade e misticismo. Ainda me interesso por essas coisas, mas acho que, para experimentar, não precisamos acreditar em nada que não possua evidencias suficientes.

Como o senhor se sente em ser rotulado como um dos ‘Quatro Cavaleiros do Apocalipse’? Estou muito feliz com a companhia! É uma honra. A associação não me desagrada de forma alguma. Acho que os quatro lucraram por terem sido reunidos e tratados como uma pessoa de quatro cabeças. Em alguns momentos é um desserviço porque nossos argumentos não são exatamente os mesmos e não acreditamos nas mesmas coisas em todos os pontos. Mas tem sido útil sob o ponto de vista das publicações e admiro muito os outros cavaleiros  — os considero mentores e amigos. A parte do apocalipse tem um efeito cômico.

Se o senhor tivesse a chance de se encontrar com o Papa para um longo e honesto bate-papo, qual seria sua primeira pergunta? Gostaria de falar imediatamente sobre o escândalo do estupro infantil dentro da Igreja Católica. Acho que o Papa é culpável por tudo que aconteceu. A evidência nesse momento sugere que ele estava entre as pessoas que conseguiram fazer prolongar o sofrimento de crianças por muitos anos. Acho que ele trabalhou ativamente para proteger a Igreja do constrangimento e no processo conseguiu garantir que os estupradores tivessem acesso às crianças por décadas além do que deveria ter sido. O Papa deveria ser diretamente desafiado por causa disso. Contudo, é algo que seu status como líder religioso impede que aconteça. Ele nunca seria protegido dessa forma se ele estivesse em qualquer outra posição na sociedade. Imagine o que aconteceria se descobrissem que o reitor da Universidade de Harvard [uma das universidades americanas mais respeitadas do mundo] tivesse permitido que empregados da universidade estuprassem crianças por décadas e ele tivesse mudado essas pessoas de departamento para protegê-las da justiça secular? Ele estaria na cadeia agora. E isso é impensável quando se fala do Papa. Isso acontece por que nos ensinaram a tratar a religião com deferência.

Entendendo a Ilusão Religiosa

Vamos imaginar que eu lhe conte a seguinte estória:

  • Há um homem que mora no Polo Norte.
  • Ele mora lá com sua esposa e um monte de elfos.
  • Durante o ano, ele e os elfos fabricam brinquedos.
  • Então, na véspera de Natal, ele enche um saco com todos os brinquedos.
  • Ele coloca esse saco em seu trenó.
  • Este trenó está atrelado a oito ou nove renas voadoras.
  • Então ele voa de casa em casa, pousando nos telhados de cada uma.
  • Ele desce junto com seu saco pela chaminé.
  • Ele deixa brinquedos para as crianças que moram nessas casas.
  • Ele sobe de volta pela chaminé, volta para seu trenó e voa para a próxima casa.
  • Ele faz isso no mundo todo em uma única noite.
  • Então ele volta para o Pólo Norte e o ciclo se repete no próximo ano.

Esta, claro, é a estória de Papai Noel.

Mas vamos dizer que eu sou um adulto e seu amigo, e eu revelo para você que eu acredito que esta estória é verdade. Eu acredito nisso com todo o meu coração. E eu tento convencê-lo a acreditar nessa estória assim como eu.

O que você iria pensar de mim? Você pensaria que eu estou enganado, e com razão.

Por que você acharia que eu estou enganado? Porque você sabe que Papai Noel não existe. A estória toda é apenas um conto de fadas. Não importa o quanto eu fale sobre o Papai Noel, você não vai acreditar que ele é real. Renas voadoras, por exemplo, são devaneios. O dicionário define engano como “Falsa crença ou ilusão, apesar de evidências em contrário”. Esta definição se encaixa perfeitamente.

Já que você é meu amigo, você pode tentar me ajudar a perceber que minha crença no Papai Noel é uma ilusão. A maneira como você tentaria me convencer disso seria fazendo algumas perguntas. Por exemplo, você pode dizer para mim:

  • “Mas como o trenó pode carregar brinquedos suficientes para o mundo inteiro?” Eu diria que o trenó é mágico e tem a habilidade inerente de fazer isso.
  • “Como Papai Noel entra nas casas ou nos apartamentos que não possuem chaminé?” Eu diria que Papai Noel pode fazer chaminés aparecerem, como no filme“Meu Papai é Noel”.
  • “Como Papai Noel desce uma chaminé se ela estiver acesa?” A roupa do Papai Noel é resistente a chamas e auto-limpante também.
  • “Por que os alarmes de segurança nunca detectam o Papai Noel?” Papai Noel é invisível aos sistemas de segurança.
  • “Como Papai Noel viaja rápido o suficiente para visitar todas as crianças em uma noite?” Papai Noel controla o tempo.
  • “Como Papai Noel sabe se uma criança foi boa ou má o ano todo?” Papai Noel é onisciente.
  • “Por que Papai Noel dá presentes melhores às crianças ricas, mesmos quando estas foram más e nunca dá nenhum para as crianças pobres?” Não há como entender os mistérios do Papai Noel porque somos meros mortais, mas Papai Noel tem suas razões. Talvez, por exemplo, crianças pobres não conseguiriam usar brinquedos eletrônicos caros. Como elas poderiam arcar com as pilhas? Então Papai Noel as poupa desse peso.

Estas são perguntas lógicas que você me fez. Eu respondi a todas elas para você. Eu me pergunto então por que você não pode ver o que eu vejo, e você se pergunta como eu posso ser tão maluco.

Por que você não se satisfez com minhas respostas? Por que ainda acha que eu estou enganado? É porque minhas respostas não fizeram mais do que confirmar seus cálculos. Minhas respostas foram ridículas. Para responder às suas perguntas, eu inventei, completamente do nada, um trenó mágico, uma roupa incombustível auto-limpante, chaminés mágicas, controle do tempo e invisibilidade mágica. Você não acredita em mim pois sabe que eu estou inventando todas essas coisas. As evidências em contrário são volumosas.

Agora deixe-me mostrar outro exemplo…

Segundo Exemplo

Imagine que eu te conto a seguinte estória:

  • Uma noite, eu estava no meu quarto.
  • De repente, meu quarto fica extremamente brilhante.
  • A próxima coisa que eu percebo é que há um anjo no meu quarto.
  • Ele me conta uma estória magnífica.
  • Ele diz que há uma pilha de placas douradas enterradas ao lado de uma colina em Nova Iorque.
  • Nessas placas estão os livros de uma raça perdida de um povo judeu que habitava a América do Norte.
  • Essas placas estão escritas na língua nativa desse povo.
  • Um dia, esse anjo me levou até essas placas e me deixa levá-las para casa.
  • Mesmo as placas estando numa língua estrangeira, o anjo me ajuda a decifrá-las e a traduzí-las.
  • Então essas placas são levadas para o céu, sendo nunca mais vistas.
  • Eu tenho o livro com a tradução das placas. Ele conta estórias impressionantes — uma civilização inteira de judeus vivendo nos Estados Unidos há 2.000 anos atrás.
  • E Jesus ressuscitado visita essas pessoas!
  • Eu também mostrei essas placas douradas para um certo número de pessoas reais que são minhas testemunhas oculares, e eu tenho assinaturas delas confirmando que, de fato, viram e tocaram essas placas antes de serem levadas para o céu.

Agora, o que você me diria sobre esta estória? Mesmo que eu tenha o livro, em português, que me conta a estória dessa civilização judaica perdida, e mesmo que eu tenha atestados assinados por testemunhas, o que você diria? Esta estória parece maluca, não?

Você poderia perguntar algumas questões óbvias. Por exemplo, você poderia perguntar “Onde ficam as ruínas e os artefatos desse povo judeu na América?” O livro traduzido das placas fala sobre milhões de judeus fazendo todo o tipo de coisas na América. Eles tinham cavalos, gados, carruagens, armaduras e grandes cidades. O que aconteceu com tudo isso? Eu simplesmente responderia que está tudo lá, mas ainda não encontramos nada. “Nem mesmo uma cidade? Ou uma roda de carruagem? Nem um elmo?” você pergunta. Não, não encontramos nenhum sinal de evidência, mas está tudo em algum lugar. Você faz dúzias de perguntas como estas e eu respondo a todas elas.

A maioria das pessoas achariam que eu estou maluco se lhes contasse esta estória. Eles pensariam que não haveria placa alguma, nem um anjo, e que eu teria escrito o livro eu mesmo. A maioria das pessoas iriam ignorar as assinaturas — fazer pessoas atestarem algo não prova nada. Eu poderia ter pago as testemunhas, ou poderia tê-las inventado. A maioria das pessoas rejeitaria minha estória sem dúvida.

O que é mais interessante é que há milhões de pessoas que acreditam nesta estória de um anjo, das placas e da civilização judaica vivendo na América do Norte há 2.000 anos atrás. Esses milhões de pessoas são membros da Igreja Mórmon, cuja matriz fica na cidade de Salt Lake, Utah. A pessoa que contou esta incrível estória se chama Joseph Smith e ele viveu nos Estados Unidos no começo do século XIX. Ele contou esta estória e anotou o que ele “traduziu das placas douradas” no Livro dos Mórmons.

Se você encontrar um mórmon e perguntar sobre esta estória, ele passará horas te contando sobre ela. Eles podem responder cada uma das questões que você tiver. Ainda assim, 5,99 bilhões de pessoas que não são mórmons podem ver com total clareza que esta estória é uma ilusão. Simples assim. Você e eu sabemos com 100% de certeza que a estória dos mórmons não é nada diferente da estória do Papai Noel. E estamos certos em nossa posição, já que as evidências em contrário são volumosas.

Terceiro Exemplo

Imagine agora que eu lhe conte esta estória:

  • Um homem estava sentado em uma caverna no seu canto.
  • Uma luz brilhante e intensa aparece.
  • Uma voz diz apenas uma palavra: “Leia!” O homem sente como se estivesse morrendo. Isto aconteceu várias vezes.
  • Então o homem pergunta, “O que devo ler?”
  • A voz diz “Leia, em nome do Senhor que criou os humanos de um coágulo. Leia que seu Senhor é o Mais Generoso. Ensinou através do cálamo. Ensinou ao homem o que este não sabia.
  • O homem correu para casa, para junto de sua esposa.
  • Enquanto corria para casa, ele viu a face gigantesca de um anjo no céu. O anjo disse que era um mensageiro de Deus. O anto também se identificou como sendo Gabriel.
  • Em casa, naquela noite, o anjo apareceu para o homem em seus sonhos.
  • O anjo apareceu para este homem de novo e de novo. Algumas vezes em sonhos, outras durante o dia como sendo “revelações em seu coração”, algumas vezes precedido por um ribombar de um sino em seus ouvidos (fazendo com que os versos fluíssem de Gabriel diretamente para o homem), e algumas vezes Gabriel simplesmente aparecia em carne e osso. Escribas escreviam tudo o que o homem dizia.
  • Então, numa noite após 11 anos do primeiro encontro, Gabriel apareceu para o homem com um cavalo mágico. O homem subiu no cavalo, e o cavalo o levou para Jerusalém. Então o cavalo alado levou o homem às sete camadas do paraíso. O homem foi capaz de ver o paraíso e falar com pessoas nele. Então Gabriel o trouxe de volta para a Terra.
  • O homem provou que esteve mesmo em Jerusalém pelo cavalo alado respondendo corretamente perguntas sobre os prédios e pontos geográficos do local.
  • O homem continuou recebendo revelações de Gabriel por 23 anos, e então elas pararam. Todas as revelações foram gravadas pelos escribas em um livro que existe até hoje.

Baseado no livro “Understanding Islam”, de Yahiya Emerick

O que achou desta estória? Se você nunca a ouviu antes, achará que não faz sentido algum, da mesma maneira que sentiu sobre as estórias das placas de ouro e do Papai Noel. Você se sentiria da mesma maneira quando lesse o livro que foi supostamente transcrito por Gabriel, porque grande parte dele é obscuro. Os sonhos, o cavalo, o anjo, a ascenção, e as aparições de um anjo em carne e osso — você ignoraria isso tudo porque é tudo ilusão.

Mas você precisa tomar cuidado. Esta estória é a base da religião muçulmana, praticada por mais de um bilhão de pessoas no mundo todo. O homem é Maomé, e o livro é o Corão (também conhecido como Alcorão). Esta é a estória sagrada da criação do Corão e a revelação de Alá para a humanidade.

Tirando o fato de que um bilhão de muçulmanos professam algum nível de crença nesta estória, pessoas fora da fé muçulmana consideram-na uma ilusão. Ninguém acredita nesta estória porque ela é um conto de fadas. Eles consideram o Corão um livro escrito por um homem e nada mais. Um cavalo alado que voa para o paraíso? Isso não existe — existe tanto quanto renas voadoras.

Se você é cristão, por favor pare um momento agora e olhe novamente as estórias dos muçulmanos e dos mórmons. Por que é tão fácil ver essas estórias e perceber que são contos de fadas? Como você sabe, com certeza absoluta, que mórmons e muçulmanos estão enganados? Da mesma maneira que sabe que Papai Noel não existe. Não há evidências de nenhuma dessas estórias. Elas envolvem coisas mágicas como anjos e cavalos alados, alucinações e sonhos. Cavalos não podem voar — nós todos sabemos disso. E mesmo se pudesse, ele voaria para onde? O vácuo do espaço? Ou o cavalo de alguma forma se “desmaterializou” e então se “materializou” no céu? Se for isso, então esses processos foram inventados também. Cada parte destas estórias são ilusões. Todos nós sabemos disso.

Um observador imparcial pode ver como são impossíveis essas estórias. Da mesma maneira, muçulmanos podem ver que os mórmons estão enganados, mórmons podem ver que os muçulmanos estão enganados, e cristãos podem ver que ambos estão enganados.

Exemplo Final

Agora deixe-me contar uma última estória:

  • Deus inseminou uma virgem chamada Maria, para poder encarnar seu filho no nosso mundo.
  • Maria e seu marido, José, tiveram que viajar para Belém para se cadastrarem para o censo. Lá, Maria deu a luz o filho de Deus.
  • Deus pôs uma estrela no céu para guiar pessoas até o bebê.
  • Durante um sonho, Deus diz a José para pegar sua família e ir para o Egito. Então Deus parou e assistiu enquanto Herodes matava milhares e milhares de bebês em Israel na tentativa de matar Jesus.
  • Como um homem, o filho de Deus alegou ser o próprio Deus encarnado. “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida”, ele disse.
  • Este homem fez muitos milagres. Ele curou um monte de pessoas doentes. Ele transformou água em vinho. Esses milagres provam que ele é Deus.
  • Mas um dia ele é sentenciado a morte e morto em uma crucificação.
  • Seu corpo foi colocado em uma tumba.
  • Mas três dias depois, sua tumba estava vazia.
  • E então o homem, vivo mais uma vez mas ainda com seus ferimentos (para que quem duvidasse pudesse vê-los e tocá-los), apareceu para muitas pessoas em muitos lugares.
  • Então ele ascendeu ao paraíso e agora senta a direita de Deus, seu pai todo-poderoso, para nunca mais ser visto.
  • Hoje você pode ter um relacionamento pessoal com o Senhor Jesus. Você pode rezar para este homem e ele irá atender suas preces. Ele irá curar doenças, resgatar de emergências, ajudar a fazer negócios e decisões familiares importantes, confortá-lo em épocas de sofrimento e preocupação, etc.
  • Este homem também lhe dará a vida eterna, e se você for bom, ele tem um lugar reservado no paraíso para depois que você morrer.
  • A razão para que saibamos que isso tudo é verdade é porque, depois que Jesus morreu, quatro homens chamados Marcos, Lucas e João escreveram fatos sobre sua vida. Seus atestados escritos são a prova da veracidade desta estória.

Esta, claro, é a estória de Jesus. Você acredita nesta estória? Se você é um cristão, você provavelmente acredita. Eu poderia lhe fazer perguntas por horas e você iria me responder a cada uma delas, da mesma maneira que eu respondi todas as do Papai Noel que meu amigo perguntou na primeira estória. Você não consegue entender como alguém pode questioná-la, porque é óbvio demais para você.

Aqui está algo que eu gostaria que você entendesse: as quatro bilhões de pessoas que não são cristãs olham para esta estória cristã da maneira exata que você olhou para a estória do Papai Noel, dos mórmons e dos muçulmanos. Em outras palavras, há quatro bilhões de pessoas que estão fora da bolha cristã, e elas podem ver a realidade claramente. O fato é que a estória cristã é apenas uma ilusão.

Como que quatro bilhões de não-cristãos sabem, com certeza absoluta, que a estória cristã é uma ilusão? Porque a estória cristã é igual às outras estórias anteriores. Não há inseminação mágica, estrela mágica, sonhos mágicos, milagres mágicos, ressurreição mágica, ascenção mágica, e assim por diante. Pessoas fora da fé cristã olham para esta estória e percebem os seguintes fatos:

  • Os milagres supostamente “provam” que Jesus era Deus, mas, previsivelmente, esses milagres não deixaram nenhuma evidência tangível para examinarmos e verificarmos cientificamente hoje. Eles todos envolvem curas milagrosas e truques mágicos.
  • Jesus ressucitou mas, previsivelmente, ele não aparece para ninguém hoje em dia.
  • Jesus ascendeu ao paraíso e responde às nossas preces, mas, previsivelmente, quando rezamos para ele nada acontece. Podemos analisar estatisticamente e perceber queorações nunca são atendidas.
  • O livro onde Mateus, Marcos, Lucas e João dão seus testemunhos existe mas, previsivelmente, está repleto de problemas e contradições.
  • E assim vai.

Em outras palavras, a estória cristã é um conto de fadas, assim como os outros três exemplos que examinamos.

Agora, olhe o que está acontecendo dentro da sua mente neste exato momento. Eu estou usando evidências verificáveis e sólidas para lhe mostrar que a estória cristã é falsa. Entretanto, se você é um cristão praticante, você pode provavelmente sentir a sua “mente religiosa” se sobrepondo à sua mente racional e seu bom senso. Por quê? Por que você é capaz de usar seu bom senso para rejeitar as estórias do Papai Noel, dos mórmons e dos muçulmanos, mas não a estória cristã, que é igualmente absurda?

Tente, só por um momento, olhar para o cristianismo com o mesmo nível de ceticismo que você usou nas três estórias acima. Use seu bom senso para perguntar algumas questões simples para sí mesmo:

  • “Há alguma evidência física de que Jesus existiu?” Não. Ele se foi sem deixar nenhum traço. Seu corpo “ascendeu ao paraíso”. Ele não escreveu nada. Nenhum de seus milagres deixaram qualquer evidência permanente. Não há literalmente nada.
  • “Há alguma razão para acreditar que Jesus fez mesmo aqueles milagres, ou que ele ressuscitou, ou que ele ascendeu ao paraíso?” Nâo há razão nenhuma para se acreditar nisso mais do que temos para acreditar que Joseph Smith encontrou as placas douradas em Nova Iorque, ou que Maomé montou um cavalo alado indo ao paraíso. Provavelmente menos ainda, se levarmos em conta que a estória de Jesus se passou há 2.000 anos e a de Joseph Smith se passou somente há 200.

Ninguém além de crianças pequenas acredita em Papai Noel. Ninguém além dos mórmons acredita em Joseph Smith. Ninguém além dos muçulmanos acredita em Maomé e Gabriel. Ninguém além dos cristãos acredita em Jesus e sua divindade.

Portanto, a questão que eu deixo aqui para você é muito simples: Por que humanos podem detectar contos de fadas com completa certeza quando elas vêm de outras fés, mas não podem detectá-los quando vêm da própria fé? Por que eles acreditam que seus próprios contos de fadas estão certos enquanto tratam os outros como absurdos? Por exemplo:

  • Cristãos sabem que quando os egípcios construíram pirâmides gigantes e mumificaram os corpos dos faraós, que aquilo foi uma completa perda de tempo — senão cristãos construiriam pirâmides.
  • Cristãos sabem que quando os astecas arrancavam fora o coração de uma virgem e comiam-no, não acontecia nada — senão cristãos matariam virgens.
  • Cristãos sabem que quando os muçulmanos se viram para Meca para rezar, que aquilo não faz sentido — senão cristãos se virariam para Meca quando rezassem.
  • Cristãos sabem que quando os judeus evitam misturar carne com leite e derivados, eles estão perdendo seu tempo — senão o X-Burger não seria uma obsessão americana.

Ainda assim, quando cristãos olham para sua própria religião, eles estão, por algum motivo, cegos. Por quê? E não, isto não tem nada a ver com o fato da história cristã ser verdadeira. Sua mente racional sabe disso com certeza, assim como quatro bilhões de pessoas. Este livro, se você permitir, pode lhe mostrar porquê;

Uma Experiência Simples

Se você for um cristão que acredita no poder da oração, aqui temos uma experiência simples que irá lhe mostrar algo interessante sobre sua fé;

Tire uma moeda do seu bolso. Agora reze sinceramente para Rá:

“Querido Rá, todo-poderoso deus do Sol, eu vou jogar esta moeda 50 vezes, e estou pedindo para que a faça cair “coroa” todas as 50 vezes. Em nome de Rá e peço, amém.”

Agora jogue a moeda. As chances são de que não passe da quinta ou sexta jogada para que a moeda caia em “cara”.

O que isso significa? A maioria das pessoas iria concluir que Rá não existe. Rezamos para Rá, e Rá não fez nada. Provamos que Rá não existe (pelo menos no sentido de não atender orações) usando análise estatística. Se jogarmos a moeda milhares de vezes, rezando para Rá em cada uma delas, descobriremos que a moeda cai em “cara” ou “coroa” com a mesma freqüência de que se nenhuma oração fosse feita. Mesmo que encontrássemos milhares de seguidores fervorosos de Rá e pedíssemos para que eles rezassem por nós, as moedas iriam cair aleatoriamente da mesma maneira. Portanto, como pessoas racionais, concluímos que Rá não existe e que quem acredita nele está enganado.

Quero que tente fazer o mesmo experimento, mas desta vez rezando para Jesus Cristo. Reze sinceramente para ele como:

“Querido Jesus, eu sei que você existe e eu quero que você atenda a minha oração como prometido na Bíblia. Eu vou jogar esta simples moeda 50 vezes, e eu peço para que ela caia como “coroa” todas essas 50 vezes. Em nome de Jesus eu rogo, amém.”

Agora comece a jogar a moeda. Novamente, não passará da quinta ou sexta jogada para que ela caia “cara”.

Se jogarmos a moeda milhares de vezes, rezando para Jesus em cada uma delas, veremos que as moedas caem aleatoriamente da mesma maneira do que se jogássemos ao acaso. Não há duas leis de probabilidades — uma para cristãos que rezam e outra para não-cristãos. Há somente uma lei de probabilidade porque as orações não fazem efeito algum. Jesus não tem poder sobre nosso planeta, não importa o quanto rezamos. Podemos provar isso usando análises estatísticas.

Se você acredita em Deus, veja o que está acontecendo na sua mente agora. Os dados foram absolutamente idênticos em ambos os experimentos. Com Rá, você analisou os dados racionalmente e concluiu que Rá não existe. Mas com Jesus… alguma coisa mais irá acontecer. Em sua mente, você já está vindo com vários raciocínios para explicar por que Jesus não atendeu suas preces:

  • Não é sua vontade.
  • Ele não tem tempo.
  • Eu não rezei direito.
  • Eu não mereço.
  • Eu não tenho fé suficiente.
  • Não posso testar o Senhor desta maneira.
  • Não faz parte do plano de Jesus para mim.
  • E assim vai indo…

Um dos raciocínios que você pode desenvolver é particularmente interessante. Você pode dizer para sí mesmo: “Bem, é claro que Jesus não atendeu minha oração quando joguei a moeda, porque é trivial demais.” Daonde veio esse raciocínio? Se você ler o que Jesus diz na Bíblia sobre orações, verá que Jesus não diz nada como “não ore por mim sobre jogos de ‘cara ou coroa’”. Jesus diz claramente que vai atender suas preces, e não põe nenhuma restrição sobre o que você pode pedir. Você inventou esse raciocínio do nada.

Você é um expert em criar raciocínios para explicar Jesus. O motivo é porque Jesus não atende suas orações. A razão pela qual Jesus não atende suas orações é porque Jesus e Deus não existem.

Tente rezar ou orar

O que aconteceria se nos ajoelhássemos e orássemos para Deus desta maneira:

“Querido Deus, todo poderoso e misericordioso criador do universo, rezamos para ti agora para que cure todos os casos de câncer deste planeta esta noite. Oramos com fé, sabendo que você irá abençoar conforme descrito em Mateus 7:7-11Mateus 17:20Mateus 21:21Marcos 11:24João 14:12-14Mateus 18:19 e Tiago 5:15-16. Em nome de Jesus oramos, Amém.”

Oramos sinceramente, sabendo que quando Deus responder esta oração completamente altruísta, não-materialista, não-egoísta e feita de coração, ela irá glorificar a Deus e ajudar milhões de pessoas de maneira inesquecível.

Vai acontecer alguma coisa? Não. E o fato de não acontecer nada prova que Deus não existe. Veja o porquê: Jesus faz promessas específicas na Bíblia sobre como as orações deveriam funcionar. Jesus diz em vários lugares diferentes que ele e Deus irão responder s suas preces. O fato dessas promessas serem falsas provam que Deus não existe.

Por exemplo, em Mateus 7:7-11, Jesus diz:

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?

Em Mateus 17:20, Jesus diz:

Disse-lhes ele: Por causa da vossa pouca fé; pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível.

Em Mateus 21:21:

Jesus, porém, respondeu-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito;

A mensagem é reiterada em Marcos 11:24:

Por isso vos digo que tudo o que pedirdes em oração, crede que o recebereis, e tê-lo-eis.

Em João 14:12-14, Jesus diz a todos nós o quão fácil é orar:

Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para o Pai, e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei.

Em Mateus 18:19, Jesus diz de novo:

Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.

Em Tiago 5:15-16, a Bíblia diz:

e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação.

Em Marcos 9:23:

Ao que lhe disse Jesus: Se podes! – tudo é possível ao que crê.

Em Lucas 1:37:

porque para Deus nada será impossível.

Nada poderia ser mais simples ou mais claro do que as promessas de Jesus sobre as orações na Bíblia. E ainda assim, quando rezamos para eliminar o câncer, nada acontece.

E tenha em mente que é Jesus quem está dizendo todas essas coisas. Não são palavras de meros seres humanos. Nem a de “pessoas inspiradas”. Estas são supostamente as palavras do próprio Deus, encarnado em um corpo humano. Supõe-se que Jesus era um ser perfeito e sem pecado. E ainda assim, está claro que Jesus está mentindo. O que Jesus diz está obviamente incorreto.

Se quiser uma prova a mais, junte um milhão de religiosos fervorosos juntos num gigantesco círculo de oração. Peça para que todos orem, em nome de Jesus, para que Deus cure todo e qualquer caso de cancer no planeta amanhã. Reze sinceramente, sabendo que deus irá responder esta prece altruísta, não-materialista e não-egoísta, glorificando seu nome e ajudando milhões de pessoas de maneira
inesquecível. Agora, não teremos nem um e nem dois, mas milhões de religiosos fervorosos que, por definição, tem fé e acreditam. Assim cumpriremos cada uma das exigências de Jesus.

Irá Jesus atender a esta oração agora? Claro que não. Sua prece não será atendida, indo contra as promessas de Jesus na Bíblia. Na verdade, se rezar por qualquer coisa que é impossível, sua oração sempre será ignorada. Isso é porque Deus não existe.

Entendendo as Desculpas

Se Jesus é Deus, e se Deus é perfeito, por que todos esses versos não são verdadeiros? Jesus estava exagerando? Estava blefando? Se Jesus é perfeito, por que não falou a verdade? Por que uma oração não pode curar o câncer no mundo todo amanhã?

Crentes possuem muitas desculpas diferentes do porquê todos esses versos na Bíblia não funcionarem, mesmo que você esteja rezando sinceramente, de maneira altruísta e não-material, e mesmo que a resposta sua oração ajude milhões de pessoas e glorifique o nome de Deus no processo. Eles dirão coisas como:

— “Você precisa entender o que Jesus estava dizendo no contexto do primeiro século da civilização na qual ele estava dizendo que…”

Ou:

— “Quando Jesus falou sobre ‘mover uma montanha’, ele estava falando metaforicamente. Quando alguém diz ‘está chovendo canivetes’, ninguém leva a mensagem ao pé-da-letra. Jesus estava usando uma figura de linguagem ao invés de algo literal…”

Ou:

— “Deus não é uma coisa. Ele é um ser. Ele tem uma vontade. Ele tem desejos. Ele une as pessoas. Ele possui personalidade. Deus, que sabe tudo, mesmo antes de dizermos, sabe a diferença entre nossos pensamentos e nossos desejos, e quando nós estamos mesmos nos dirigindo a ele. Ele ouve nossas preces e responde. Suas respostas são baseadas em suas decisões pessoais. Não podemos predizer como ele irá nos atender a uma oração…”

O problema é que todos estes raciocínios ignoram dois pontos importantes:

  1. Deus é supostamente um ser onipotente, onipresente, onisciente e perfeito.
  2. A afirmação “nada vos será impossível”, junto com outros versos da Bíblia citados acima, são falsos. O fato é que um monte de coisas são impossíveis para você.

Se um ser perfeito faz afirmações sobre como funcionam as orações na Bíblia, então se espera que:

  1. Ele as faça claramente,
  2. Ele diga o que elas significam,
  3. Ele diga a verdade.

É isso que se espera de um “ser perfeito”. Um Deus perfeito e onisciente saberia que pessoas estariam lendo a Bíblia 2.000 anos depois, e portanto ele não usaria uma expressão só compreensível no século I (ele falaria claramente). Ele saberia que pessoas leigas estariam lendo a Bíblia e interpretando literalmente, então ele falaria de uma maneira que evitasse ambigüidades (falaria claramente). Ele saberia que quando você diz “nada vos será impossível”, que isso significa “nada será impossível para você” e ele se certificaria de que isso estaria certo (ele falaria a verdade). Se Deus diz isso, isso deve ser verdade — de outra forma, ele não é perfeito.

Infelizmente, o fato é que há milhares de coisas que são impossíveis para você fazer, não importa o quanto reze, e ninguém (incluíndo Jesus) nunca moveu uma montanha.

Para ver a verdade, você precisa aceitar o fato de que todos os versículos acima estão errados. O fato é que Deus não responde s orações. E o motivo pelo qual Deus não responde s orações é simples: Deus não existe.

Milagre, ou Especialmente Providencial?

A MODO DE INTRODUÇÃO. Como já frisamos em outras oportunidades, há alguns parapsicólogos que se negam a estudar os possíveis fenômenos SN, milagres verdadeiros ou falsos, e concretamente se negam a estudar os fatos referidos na Bíblia. “Isso seria Religião”, dizem, “pertence à Teologia”. E eles se gabam de serem ateus. 
– O exato é chama-los “á toa”, falsos parapsicólogos e falsos cientistas. Corresponde à Parapsicologia estudar os fenômenos misteriosos do nosso mundo. É que os verdadeiros ou falsos milagres, bíblicos ou extra-bíblicos não são fatos do nosso mundo? È que a própria Bíblia não é do nosso mundo? Fatos ou lendas, verdadeiros ou falsos SN, bíblicos ou não, é a Parapsicologia que, após estudo, deve se pronunciar. O parapsicólogo que exclua do estudo determinados fenômenos misteriosos só por estarem relacionados com Religião, não é cientista, padece de preconceito até doentio. Como não corresponde à Teologia pronunciar-se sobre os fatos como tais. A doutrina sobrenatural, inobservável… que a analisem os teólogos. Os fatos misteriosos que os analisem os parapsicólogos.

O VERDADEIRO SENTIDO DE “PROVIDÊNCIA”.
1)
 Muito acertadamente já o grande pensador Aristóteles (384-322 a.C.) mostrava que entre acontecimentos que podem parecer fortuitos, alguns são mais maravilhosos precisamente porque, embora naturais, parecem dirigidos por uma intenção não natural. Apresenta o exemplo da estátua de Mitio:Um tal Mitio morrera assassinado. Quando o assassino contemplava a reprodução da sua vítima, a estatua caiu violentamente sobre ele, matando-o.

– Dificilmente poderia aceitar-se que fosse pura casualidade… Para qualquer desconhecedor de Parapsicologia e naquela época, as circunstâncias pareceriam (claro que meramente pareceriam) advogar para uma interpretação especialmente providencial: “Justiça dos deuses”, diziam os contemporâneos de Mitio.

– Certamente, como a Parapsicologia prova e veremos em outras séries de artigos, não se deveu tal prodígio, nem nenhum outro, nunca, à ação do morto.

– Para qualquer conhecedor de Parapsicologia, tal fenômeno certamente é natural: hoje se explica por uma notável telecinesia provocada pelo estado fortemente emocional do próprio antigo assassino e agora vítima. Possivelmente com reforço telérgico de algumas testemunhas…

2) Descreve muito bem (como não poderia deixar de ser de tal escritor!), Bento XIV o que se entende por especialmente providencial: “Algum fato que não excede as forças da natureza nem no referente ao fato como tal, nem no referente á em quem se faz, nem com referência ao modo ou ordem com que se faz; mas pelas circunstâncias claramente se deduz que o fato (…) deve ser atribuído a Deus como especial autor, que por Si mesmo dispôs o acontecimento e deliberadamente o quis”.

O que restou de Sodoma, ao sul do mar morto. Uma planície coberta de sal, inóspita, coberta de fendas. Na Bíblia a destruição de Sodoma é classificada como castigo de Deus
UM CASO BÍBLICO. E o sábio papa, o melhor parapsicólogo de todos os tempos, um milagre de ciência infusa, escolhe um exemplo:“Moisés disse a Faraó: ‘Digna-te dizer-me quando deverei rogar por ti (…) para que as rãs sejam arrancadas de ti e das tuas casas, e fiquem somente no rio’. Ele respondeu: ‘Amanhã’. E Moisés disse: ‘Seja conforme a tua palavra, para que saibas que não há ninguém como Iahweh, o nosso Deus’ (…) E Iahweh fez conforme a palavra de Moisés: e morreram as rãs das casas, dos pátios e dos campos. E juntaram-nas em montes imensos” (Ex 8,4-10).

Comenta Bento XIV: A praga das rãs, como a peste que acabou com elas “não supera de nenhuma maneira as forças da natureza. (Mas Moisés) confiava que se (o Faraó) visse (as rãs) desaparecidas na hora prescrita, compreenderia que tinham sido lançadas por Deus como praga e castigo, e depois expulsas pela misericórdia de Deus” com a peste também na hora predeterminada. 

Miniatura medieval representando as pragas do Egito. Foram anunciadas por Moisés em nome de Deus até conseguir que o Faraó desse liberdade aos Israelitas.
OUTRO CASO BÍBLICO. Santo Tomás alude a outra passagem, entre tantas, também como exemplo de fatos especialmente providenciais, “precisamente porque acontecem na hora exata da invocação do nome de Deus, como é o caso da mão de Jerobão”:Quando o rei Jerobão estava para oferecer incenso ao ídolo e estendia á mão mandando prender o homem de Deus que o incriminava, clamou o profeta a Iahweh, e nessa hora determinada á mão de Jerobão ficou seca (1Rs 13,1-6).

– As circunstâncias mostram que pode ser perfeitamente natural o fato de que a mão ficasse paralisada, por exemplo por uma somatização ou inibição de origem psicológica. Basta esta interpretação? “O que se pode explicar por menos, não se deve
explicar por mais”.

*** Casos como estes, explicáveis naturalmente, são os únicos que os teólogos “modernizados” admitem. E geralmente marginalizando o aspecto de especialmente providenciais.

– E no exclusivismo está o gravíssimo erro. Na realidade, com razão os fatos especialmente providências são assimilados aos SN, porque embora possam realizar-se por força da natureza, acontecem conjuntamente por poder divino. Corresponde ao cientista dos fatos misteriosos, ao parapsicólogo, analisar e apresentar ás diferenças, as causas porque tais casos às vezes podem ser simplesmente naturais (dentro da divina providência ordinária: “Nada acontece sem que Deus o queira ou o permita”), e outras vezes claramente especialmente providencias.

NOMENCLATURA BÍBLICA. Os teólogos “modernizados” na sua característica desorientação no campo da ciência de observação, na deturpação do conceito e na negação do milagre, freqüentemente pretendem se basear nos termos usados pela Bíblia.

Uma palavra que signifique com alguma exatidão o conceito de fenômeno SN, milagre, não existe nem em hebraico nem em grego, as línguas em que foi escrita a Bíblia. Em vez de um termo exato correspondente ao conceito de fenômeno SN, milagre, a Bíblia usa numerosos outros termos.

Comecemos pelo Antigo Testamento. Freqüentemente os milagres são chamados térata (teras no singular) = prodígios, para destacar a grandeza da intervenção divina. Teras é termo tirado do paganismo grego que assim denominava os prodígios atribuídos aos deuses. Equivalente é o termo megaléia = grandes realizações. O termo taumásia destaca a admiração que despertam. Com parecido significado às vezes é usado também o termo paradoxa, isto é, fatos inesperados, surpreendentes, que pareceriam inadmissíveis… precisamente por serem térata, megaléia e taumásia. Devemos destacar que inclusive a palavra seméion = sinal, é empregada no paganismo grego (e romano…) para designar (se fossem reais!) os mais estupendos milagres nas suas lendas.

*** Por exemplo, entre muitos o padre jesuíta Léon Dufour (excelente no campo da teologia pura, mas péssimo no campo científico ou parapsicológico), representando a mentalidade de todos os teólogos “modernizados”, pareceria que está à altura, ou como dizem eles atacando a quem defende os milagres, SN (Bom, eles nem conhecem em esse termo), “permanece fiel ao o homem arcaico”. Assim na época de Moisés, insistem, “o milagre, enquanto fato, pode ser atribuído às causas naturais tão perfeitamente como a Deus mesmo”.

– Mas os exegetas “modernizados” ridiculamente estão hoje muito por baixo daqueles que chamam homens arcaicos, porque naquela época sabiam muito bem distinguir entre plenamente natural (ou providencia ordinária, diríamos hoje) e especialmente providencial e SN ou verdadeiro milagre. Perante os fatos realizados por Moisés, os magos do Faraó souberam exclamar: “O dedo de Deus está aqui”. Não é verdade que no Antigo Testamento, “o homem arcaico” fosse unilateralista, parcial, tão atrasado (ou com tanta lavagem cerebral) como os mestres da teologia “modernizada”.

A famosíssima estatua de Moisés, por Miguel Ângelo. Na Igreja “San Pietro in Vincoli”, Roma
Passemos ao Novo Testamento. Freqüentemente os milagres são chamados dínameis (dínamis no singular), para destacar o trabalho poderoso, o poder inigualável da manifestação divina.Esse mesmo aspecto é muito expressivamente destacado pelo termo, também usado no Novo Testamento, adínata, isto é, obras impossíveis ao homem, e por isso propriamente divinas, porque Deus tudo pode fazer.

São João emprega simplesmente erga (ergon no singular) ao referir-se às obras ou trabalhos de Deus Pai e de Jesus. Mas os leitores da época conheciam o sentido sobrenatural (SN, supra-normal) das obras de Deus, são obras de poder. Eles sabiam, por exemplo, que no Gênesis se enumera entre os grandes feitos ou realizações de Deus o grande feito, por excelência, da criação (Gn 2,2); e que no Éxodo e nos Salmos chamam-se erga os grandes feitos de Deus em favor de seu povo (Ex 34,10; Sl 66,5;77,12). Erga era mais um termo empregado no paganismo grego para designar os mitos que eles atribuíam à intervenção dos deuses.

É muito eloqüente que dínamis e taumásia apareçam freqüentemente associados. Como também há que notar que o termo dínamis apareça outras vezes em paralelo com o termo hebraico pel’e, procedente da raiz pl’ ou plh = ultrapassar, colocar à parte, estar além de tudo o que se possa fazer ou mesmo compreender: taumásia.

CONCEITO BÍBLICO. Os teólogos “modernizados” chegam nas suas confusões preconceituosas a afirmar inclusive que não é bíblico o próprio conceito de milagre:

*** A Bíblia, dizem, não distingue natural e sobrenatural.

– Caíram num espantoso exclusivismo: É sabido que na Bíblia, sim, digamos com eles, “tudo o que acontece no campo do que nós chamamos natureza, é o trabalho de Deus mesmo. Mas nestas operações Sua mão é invisível (…) (Outras vezes) vê-se Sua mão mais diretamente nas ocorrências extraordinárias e terrificantes, como o relâmpago e o trovão. Estes são atos do poder de Deus, nos quais o homem tem uma mais imediata experiência de Sua mão”. “Convém destacar desde logo (continuamos usando as palavras deles) que, sendo usual da linguagem bíblica atribuir diretamente ao próprio Deus o que é efeito de causas criadas, naturais, quer se trate de fenômenos físicos quer de livres ações humanas, seria simplista ver um milagre verdadeiro e completo em tudo o que a Escritura apresenta como operado por Deus”.

Concedemos também que nem sempre interessa à Bíblia, do Velho Testamento especialmente, dado o grande ênfase com que se destaca a ação de Deus, distinguir entre divina providência ordinária, divina providência especial, e interferência por SN, milagre. Invertendo o ponto de vista podemos dizer paradoxalmente que “para o homem bíblico o milagre forma parte integrante da natureza das coisas”. como afirmam.

– É verdade. O erro está no exclusivismo:

1) Porque também é verdade que a Bíblia, junto à “mão de Deus” agindo ordinariamente como também “terrivelmente” pela natureza ou “pelas causas criadas”, apresenta também uma ação especial de Deus, ação que considera privilégio concedido aos profetas enviados por Deus:

* “Iahweh disse a Moisés: ‘Eis que te fiz como um deus, e Aarão, teu irmão será o teu profeta’” (Ex 7,1s).

* “E eles saíam a pregar por toda parte, agindo com eles o Senhor, e confirmando a Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam” (Mc 16,20).

* “Paulo e Barnabé prolongaram sua permanência por muito tempo, cheios de confiança no Senhor, que atestava a pregação (…) operando sinais e prodígios pelas mãos deles” (At 14,3).

Uma das pragas de Egito. Com fortíssimo terremoto, é claro que muitas casas de pedra desabaram, morrendo muitos egípcios. Os hebreus, porém, escravizados, moravam em rudimentares tendas e barracas de pele, e assim ficaram incólumes.
Poderíamos acrescentar textos em grande quantidade.2) Um passo a mais: certos fenômenos que hoje discutiríamos e mesmo quando os qualificássemos como Extra-Normais (EN) e Para-Normais (PN) na nomenclatura da Parapsicologia, a Bíblia apresenta-os como especialmente providenciais. Tal poderia ser todo o conjunto das pragas do Egito:

* “Se o Faraó vos dizer: ‘apresentai um prodígio em vosso favor’, então dirás a Aarão: “Toma a tua vara e lança-a diante de Faraó; e ela se transformará em cobra’” (Ex 7,1s; 8s).

* “Disse Iahweh a Moisés: (…) ‘Toma a tua vara e estende a tua mão sobre as águas dos egípcios, sobre os seus rios, sobre os canais, sobre as suas lagoas e sobre todos os seus reservatórios, para que se convertam em sangue. Haja sangue em toda a terra do Egito, até nas árvores e nas pedras’” (Ex 7,19).

Também aqui, no conceito de “especialmente providencial”, poderíamos acrescentar numerosos textos

3) E o conceito de Divina Providência (ordinária ou mesmo “terrificante”, privilegiada e especial) não exclui o conceito, também bíblico, de verdadeiro SN.

– É até ridículo que os teólogos “modernizados” esqueçam que o Antigo Testamento destaca que na natureza, correndo seu curso ordinário, de tempo em tempo intervém bem especificamente o Onipotente.

Ë até ridículo que não vejam que a Bíblia destaca essas intervenções extraordinárias, inusitadas, inesperadas: “Isto é o dedo de Deus” (Ex 8,15), tiveram de reconhecer os magos de Faraó já no início da progressiva manifestação de Iahweh.

Embora todos os acontecimentos, ordinários e extraordinários, sejam apresentados como obra de Deus (Sl 77,12; 86,8); não obstante, também quase habitualmente e especialmente no Êxodo, na literatura sapiencial e nos Salmos, destacam-se os verdadeiros SN, as maiores e as mais assombrosas realizações de Deus a favor do seu povo.

Sem os preconceitos ou lavagem cerebral hoje tão difundidos, Robinson com ótima exegese e partindo do estudo da realidade mostra que no Antigo Testamento natureza, especialmente providencial e milagre são considerados aspectos diferentes da atividade de Deus. E que os milagres são considerados manifestações de Deus bem mais destacadas, muito superiores, aos fenômenos da natureza.

*** Insistem com seu errado exclusivismo os teólogos “modernizados”, talvez capitaneados pelo teólogo holandês Adrianus de Groot: “Para entender o que seja o ‘milagre’ na Bíblia, temos de prescindir desta nossa concepção de milagre (…) A Bíblia nunca põe em luz o milagre em relação com a natureza, mas em relação com Deus. Para a Bíblia o milagre representa uma experiência da ação de Deus nos acontecimentos”.

– Respondo: É verdade que a Bíblia, mais freqüentemente e como seria de esperar precisamente por tratar-se da Bíblia, apresenta o milagre do ângulo de Deus. E a ciência atual, também como é de esperar dela, considera o milagre mais freqüentemente do ângulo da natureza. É até ridículo que os teólogos “modernizados” não percebam que isso é absolutamente lógico.

Mas desse detalhe absolutamente normal não se pode objetar que Bíblia e Parapsicologia tenham conceitos diferentes de milagre! Quando se trata de verdadeiro milagre (e especialmente providencial), para a Bíblia como para a Parapsicologia trata-se absolutamente do mesmo acontecimento supra-normal, sobrenatural. Simplesmente com ênfase em dois aspectos diferentes, mas de nenhum modo exclusivos: acontecimento sobrenatural por ação direta de Deus (na ênfase bíblica) e acontecimentos supranormal por não dever-se as forças da natureza (na ênfase das ciências de observação ou Parapsicologia). São a mesma realidade.

– Além do mais, apesar do enfoque habitual que interessa ao Antigo Testamento, por vezes expressamente se distingue Divina Providência e verdadeiro SN. Nos conceitos, claro está que não com essas palavras de hoje. Por influência do helenismo, sim, mas se contrapõe o que a natureza pode e o que não pode, exigindo portanto neste caso a explicação por ação direta de Deus. E os rabinos, como os judeus em geral, conheciam muito bem as expressões bíblicas.

ENUMERAÇÃO BÍBLICA
. “O mais surpreendente: na água, que tudo apaga, o fogo ardia mais ainda (…) Ora a chama se abrandava para não queimar (…), para que vendo-os compreendessem que o juízo de Deus os perseguia; ora, mesmo no seio da água, ardia mais forte que o fogo (…). Neve e gelo resistiam ao fogo sem derreter-se: soube-se assim que o fogo, ardendo no meio do granizo e lampejando nos aguaceiros (…), mas o mesmo, noutra ocasião, esqueceu-se da sua própria força (…). Viu-se (…) a terra emergir enxuta onde era água (…); do mar subiram codornizes” (Sb 16,18-24; 19,7-12).

Muitos fenômenos SN incluem-se nesta breve classificação aqui escolhida pela Bíblia. Mas há outras muitas classificações de fenômenos SN. Em outros artigos vimos várias dessas classes de fenômenos realmente supranormais: sinos que badalam sozinhos ou que, pelo contrário, resistem a soar; transformação de diversas substâncias em alimentos; cegos que vêem sem que fisiologicamente pudessem ver… E dentro da classificação pirovásia, várias modalidades: arder sem consumir; o fogo atinge o objeto sem danificá-lo; apagar instantaneamente o fogo, invulnerabilidade especificamente em incêndio ou fornalha, etc.

O que viso no parágrafo anterior é que o leitor vá tomando consciência de que… há muitos fatos que exigem ser conhecidos porque oferecem a evidência de serem realmente supranormais (SN). Em todas as classificações de fenômenos e nas diversas modalidades dentro de cada classificação. Correspondendo a cada classificação de fenômeno extra-normal (EN) e para-normal (PN), há também fatos com a dimensão supra-normal (SN).

Muitos e muitos milagres. Um tesouro incalculável, que há que “contabilizar”. Há que abrir esse tesouro para que brilhe em toda sua real intensidade, precisamente porque é a mais sensacional e brilhante realidade do nosso mundo. Um tesouro que os racionalistas e seus seguidores, inclusive os teólogos arrastados sem reflexão ao modernismo, “modernizados”, e certos parapsicólogos ateus “esqueceram” simplesmente porque fecham sempre os olhos quando viram o rosto nessa direção. Isso é preconceito indigno de quem aspire a ser considerado cientista, ou inclusive ser humano, racional. Isso é preconceito gravemente doentio…

HÁ MILHARES DE EXEMPLOS. Continuemos com a pirovásia, classificação que ao acaso escolhemos em artigos anteriores.

Imagem em madeira, século XVIII, da mártir Santa Luzia. Museu de Arte Sacra, Salvador (Ba).
NA ROUPA E NAS MÃOS! Santo Toríbio, bispo de Astorga, Espanha. Um diácono acusou o bispo de um enorme crime. A confusão era geral. A igreja estava cheia. Santo Toríbio não duvidou um instante em recorrer ao “juízo de Deus” (que ainda não fora proibido expressamente pela autoridade eclesiástica). O bispo foi pegando com uma mão carvões acesos e carregando seu próprio roquete, que com a outra mão mantinha em forma de bolsa.Quando já tinha sobre si mesmo um grande braseiro, foi lentamente percorrendo a igreja, para que todos vissem e sentissem o fogo que levava na sua sobrepeliz e que mexia com a mão livre. Assim, pelo sinal divino ou “juízo de Deus” Santo Toríbio convenceu a todos de que era inocente, e o diácono ficou convicto e confesso de calúnia.

TODO O CORPO! Lembra o internauta o significado do chamado “efeito bumerangue”: Através dos séculos a mesma classificação ou tipo de fenômeno SN vai se reforçando pela repetição e os modernos confirmam os antigos.

* Bem nos inícios do cristianismo. Sob o imperador Nero. Santa Tecla de Licaonia, convertida pela pregação do apóstolo São Paulo, rejeitou o casamento com Tamaro, por ser pagão. Tamaro então acusou os dois perante o procônsul de Iconio. O apóstolo Paulo foi acusado de perverter a mente do povo incitando-o a seguir, como Santa Tecla, um Deus estranho aos deuses do Império. (Tamaro reforçava assim outras acusações que faziam os judeus).

São Paulo foi açoitado, apedrejado e terminaria algum tempo depois tendo de fugir de Iconio (At 14,1-2.4-6.19-20).

Santa Tecla, após muitas intrigas de Tamaro, foi ameaçada, bem ostensivamente, de morrer na fogueira. Quando o fogo estava no máximo, Santa Tecla, para demonstrar sua inquebrantável decisão de não oferecer sacrifícios aos ídolos, espontaneamente pulou no meio das chamas. Estava presente uma imensa multidão. Com grande admiração todos puderam observar que sobre todo o corpo da santa ardiam enormes chamas sem queimar nem consumir absolutamente nada, nem roupas nem cabelos. Por fim, entre raios e trovões uma grande tormenta apagou o fogo e dispersou a multidão. Santa Tecla tranqüilamente caminhou à casa de Onesiforo, onde se encontrou com São Paulo e outros cristãos. 

Afresco representando o martírio de Santa Catarina de Alexandria. Catedral de Le Puy (França)
* Ano 231. Santa Cecília. Foi condenada pelo governador romano durante á perseguição decretada pelo imperador Alexandre-Severo. Meteram-na num grande caldeirão, seco. E o caldeirão foi colocado sobre o fogo, para que a santa morresse assada até secar como pedra. Santa Cecília ficou no caldeirão abrasador durante todo o dia e durante toda á noite… até que terminou a lenha.Então, aos atônitos carrascos e ao irritadíssimo juiz, a santa comentou que foi um “banho” deliciosamente refrescante! O caldeirão, na realidade, estava tão quente que o carrasco não conseguiu aproximar-se o suficiente para cumprir com perfeição a ordem de decapitação. Após três golpes de espada mal desferidos na cabeça, deixaram-na dessangrando-se no caldeirão, enquanto a mártir exortava as numerosas pessoas presentes a seguir á doutrina de Cristo. Por fim, de joelhos, ofereceu sua morte a Jesus, e caiu morta.

Num excelente trabalho de pesquisa realizado por Dom Guéranger foram apresentadas provas irrefutáveis da historicidade desses fenômenos SN no martírio de Santa Cecília, contra as fúteis dúvidas lançadas aprioristicamente por alguns racionalistas do século XIX.

* Por ser parecido, escolho um caso bem posterior: 

Século XIV. Num dos seus freqüentes desmaios (chamados êxtases, com pretensão de elogio, indevida como veremos oportunamente), Santa Catarina de Siena caiu sobre uma comprida fogueira, onde estava assando frangos para numerosas freiras.

Quando chegou a hora de servir os frangos no refeitório, uma das irmãs foi ajudar… Vendo Santa Catarina estendida sobre o fogo, gritou apavorada, certa de que a santa estava morta. Acudiram outras religiosas: o fogo ardia forte embaixo, aos lados, sobre todo o corpo da santa. Conseguiram retirá-la: estava completamente ilesa, tudo perfeito, nem manchada a roupa. Quando acordou, teve um único comentário: “O Senhor vela sobre os simples: eu fraquejava e Ele me salvou” (Sl 116,6).

* Voltemos ao início do cristianismo: 

Ano 305. O governador de Siracusa mandou cobrir abundantemente com piche, óleo e resina o corpo da jovem Luzia, e assim atear fogo na lenha empilhada ao redor. A jovem permanecia em pé, impassível, sem nem sequer chamuscar-se ou as suas roupas, no meio daquela violentíssima fogueira. Santa Luzia exortava a todos a serem cristãos, só Cristo era o verdadeiro e único Deus, e “Senhor também do fogo”.

ARDE E NÃO CONSOME. Século III. O imperador romano Maximino II reunira os cinqüenta melhores sábios do império para discutir com Santa Catarina de Alexandria. Não só não conseguiram refutar os argumentos contra o paganismo e a favor do cristianismo, senão que, com grande admiração e convencidos por tão milagrosa sabedoria, os cinqüenta luminares, junto com muitíssimos dos assistentes ao debate, se converteram à doutrina de Cristo.

Quando o imperador tomou conhecimento do fato, irritadíssimo mandou que oferecessem publicamente sacrifícios aos deuses do império, ou pagariam com a vida. Os sábios romanos, assim como Porfírio, que era o chefe da primeira legião, duzentos soldados e a própria imperatriz morreram na fogueira. Também Santa Catarina de Alexandria alcançou assim o martírio, mas o fogo não consumiu nem sequer chamuscou o corpo da santa, inclusive as roupas e os cabelos ficaram íntegros (Em outra oportunidade aprofundaremos o tema das relíquias).

Estátua de Minerva. Pallas Minerva, da mitologia latina, corresponde na mitologia grega à deusa Pallas Atena. Era considerada, com Júpiter e Juno formando parte da tríade máxima dos deuses. Museu do Louvre, Paris
A ESTÁTUA DE MINERVA. Muitos autores, racionalistas e seus seguidores, os mesmos que parecem sofrer de gravíssima alergia inclusive ao conceito de milagre, esses mesmos autores muito suspeitosamente sentem-se deliciados em contar repetidamente o caso da “estátua de Minerva”.Os habitantes da antiga cidade Fímbria atearam fogo à cidade inimiga Ílio. Toda a cidade sucumbiu. Numa praça, porém, os ilienses encontraram incólume a estátua de Pallas Minerva. O fato foi perpetuado em medalhões.

– Evidentemente concordo aqui com os racionalistas e seguidores em que aquele “prodígio”, apesar do entusiasmo dos antigos habitantes de Ílio, não é milagre devido ao poder de Minerva. Mas daí a pretender que o caso bíblico (que referimos no artigo No. 6) de Sidrac, Misac e Abdênago passeando na fornalha à que Nabucodonosor mandou joga-los (Dn 3,13) seria igual…! “Se não fosse mito”, dizem, pois eles só admitem a dúvida, se tanto!

Nada há de misterioso ou de muito especial em que uma estátua de mármore, isolada numa praça, sem matéria comburente ao redor, não tivesse sido destruída pelo fogo… Misterioso seria que o tivesse sido!

Os ilienses talvez só dessem importância, como qualquer pessoa sensata poderia fazer, como os “modernizados” só consideram no milagre, simplesmente ao simbolismo de ter ficado “altiva” a estátua da deusa em meio aos escombros da cidade…

Para os racionalistas e seus seguidores, o caso de Pallas Minerva virou um “trunfo” sempre exibido. Ridículo trunfo!

* A igreja de Rennes foi completamente consumida pelo fogo. Apesar de o ataúde e a mortalha de São Melânio serem muito comburentes, foram ás únicas coisas não afetadas pelo incêndio.

*** É claro que os racionalistas e “modernizados”, se conhecessem o fato ou alguém o contasse a eles!, dirão que foi casualidade, como o caso da estátua de Pallas Minerva.

– Como espécie de resposta, não posso menos que sorrir com desprezo dessa objeção. Posso até conceder que certos fatos especialmente providenciais precisam ser analisados com um olhar especial. Mas os fatos SN são claríssimos. Por todo o conjunto, o caso dos restos mortais de São Melânio, e muitos outros casos semelhantes!, não se encaixam numa simples… casualidade! Madeira do ataúde, lençóis, e tantos outros objetos altamente comburentes e rodeados de objetos que se consumiram pelo fogo, não são iguais a uma estátua de mármore isolada de tudo… Supranormal é a única explicação que, na realidade, pode apresentar quem conheça Parapsicologia para este e tantos outros casos, alguns dos quais temos citado. 

Nota: Terminamos aqui esta primeira série sobre os milagres. Mas evidentemente devemos voltar aos Fenômenos SN, tema amplíssimo e importantíssimo. Mas temos que intercalar outras séries sobre outros temas.

Quem foi realmente Jesus Cristo?

Quem foi Jesus? Ele realmente existiu? Sobre o que estava falando realmente? Em que mundo viveu? As perguntas não são simples. Esta minha reportagem a seguir foi publicada originalmente em NoMínimo, no Natal de 2005. Como o Natal se aproxima, como a discussão sobre o Jesus Histórico ainda rende alguns comentários abaixo, achei que valia trazê-la de volta à tona.

Em busca de Jesus

No ano de 1968, trabalhando em Givat ha-Mivtar, cidadezinha próxima a Jerusalém no caminho para Nablus, Cisjordânia, um grupo de operários descobriu um cemitério. A Guerra dos Seis Dias havia terminado meses antes e a região que pertencera à Jordânia tinha sido recentemente conquistada. Os arqueólogos chefiados por Vassilios Tzaferis, diretor de escavações da Autoridade de Antiguidades de Israel, encontraram um total de 15 ossários de pedra calcária. As caixas, algumas com inscrições, outras sem, continham as ossadas de 35 pessoas, todas mortas entre os últimos anos do século 1dC e as décadas seguintes.

Um deles era um homem jovem, com algo entre vinte e tantos e trinta e poucos anos. Morreu crucificado.

As atenções de cristãos de todo o mundo se voltaram para as pesquisas dos cientistas. Embora na literatura do tempo exista um número incrível de descrições de gente condenada à cruz – só na rebelião do escravo Spartacus, 6.000 morreram assim –, nunca o corpo de uma destas vítimas fora encontrado. A explicação tradicional indicava que seus corpos não tinham enterro digno, eram jogados fora. Mas, incrivelmente, o homem de Givat ha-Mivtar teve sepultura própria.

O corpo estava fraturado nas pernas – como se elas tivessem sido quebradas para retirá-lo da cruz. A análise do professor Joseph Zias, curador da Autoridade de Antiguidades, revelou que o calcânio direito fora atravessado lateralmente por um prego de ferro comprido 11,5cm. Os restos de oliveira entre a ponta do prego e o pé indicavam a madeira da cruz. Uma placa entre a cabeça do prego e o calcanhar mostraram que não fora martelado direto sobre a carne. Seus pés foram pregados aos lados do poste, não à frente. E seus braços, aparentemente, amarrados. Segundo a inscrição em aramaico no ossário, o homem de vinte e tantos, trinta e poucos anos, chamou-se Yeohanan bar Ha’Galgol – João, filho de Ha’Galgol.

Tudo indicava que os crucificados não tinham direito a sepultura, contradizendo o Novo Testamento. O filho de Ha’Galgol provou o contrário.

Jesus como fantasma

Jesus é como um fantasma – não há registro de sua existência fora da Bíblia cristã. É um personagem tão concreto, que teve tanto impacto em todo o desenvolvimento humano dos últimos dois mil anos – e, no entanto, é só buscar um Jesus histórico e ele se esvai, escapa. Não há. É um personagem tão tênue que a simples comprovação de que um crucificado poderia ter direito a túmulo é recebida com alívio. Cada pequeno passo parece indicar que ele está mais próximo.

Mas alguma coisa aconteceu nas terras que os romanos, no primeiro século, chamaram de Palestina. A civilização ocidental toda – toda ela – se origina num tripé de culturas, a grega, a romana – e a judaica. É um acidente histórico, é o improvável. Houve grandes civilizações. Houve os fenícios e seu ímpeto viajante. Houve o Império Egípcio. O Império Persa. Todos peças de museu. Roma conquistou tanto. A Grécia de Alexandre também, e criou a filosofia, avançou com a matemática, a astronomia.

A gente do Livro, a gente de Abraão e de Moisés, escrava tantas vezes, que passou de um domínio a outro – babilônicos, persas, gregos, romanos – a gente que nem em Jerusalém, sua cidade sagrada, mandou de todo, esta gente persistiu. O que a fez sobreviver foi uma religião. Não apenas sua religião se sobrepôs à de Roma e Grécia, através do Cristianismo, como se manteve viva no Judaísmo Rabínico enquanto tantas outras se extinguiram. Ainda teve fôlego, uns séculos adiante, e pariu um terceiro filho, o Islã. Monoteísta, crente em Abraão, crente na santidade de Jerusalém. E Jerusalém permanece disputada – como se uma das três religiões fosse mais verdadeira que as outras duas.

Jesus como homem

Entre os seus, ele foi conhecido como o rev Yehoshua bar Youssef, o rabino Jesus, filho de José. Houve o tempo em que, pareceu, havia uma segunda fonte a confirmar sua existência além dos textos cristãos primitivos, no século primeiro: um parágrafo perdido nas obras do historiador judeu Flávio Josefo. “Nessa época, apareceu Jesus”, escreveu ele, “um homem sábio, se, de fato, podemos chamá-lo de homem. Porque ele fazia coisas maravilhosas, era um mestre do povo que percebe com prazer a verdade.”

Foram descobertas versões do mesmo trecho bem menos adjetivadas – os monges copistas, na Idade Média, às vezes incluíam o que lhes interessava. E o parágrafo de Josefo tornou-se escorregadio. São raras as cópias de suas obras com a citação. A dúvida de se foi de todo falsificado permanecerá para sempre. O ossário de Tiago, irmão de Jesus, que veio à tona faz alguns anos – e cuja falsificação foi comprovada em poucos meses – pareceu que enfim traria esta segunda fonte. Mas não há segunda fonte. Uma frase apenas, basta uma frase em algum lugar, basta-lhe o nome escrito – mas não. O rev Yehoshua escapa. Quem existe é o Iesous Christos, nascido em grego, preso entre as capas duras de Bíblias cristãs. Todo Jesus nasce da Bíblia, não há Jesus fora dela.

O costurar da Bíblia

Um dia, o judeu fariseu Saulo, nascido em Tarso, cidadão romano, viu uma luz na estrada que seguia de Jerusalém a Damasco, a luz era Jesus e Jesus ordenou-lhe que pregasse seus ensinamentos aos gentios. A missão proselitista de São Paulo, nos cálculos da Enciclopédia Católica, não começou antes do ano 45. Sua primeira carta é de uns quinze anos após a morte do rev Yehoshua. Além de sua visão fugaz na estrada, o que aprendeu foi com escritos que se perderam e a memória de primeira ou segunda mão de quem o conheceu.

O “Evangelho de Marcos” é de algo entre 65 e 80 – seu autor não o conheceu. Como Paulo, escreveu sobre o que leu ou o que ouviu. Ponham-se Mateus e Lucas ao lado de Marcos, e os dois evangelistas seguem a narrativa de Marcos encaixando umas frases diferentes, aqui e ali. No século 19, teólogos alemães sugeriram que ambos teriam as mesmas duas fontes, Marcos e um segundo Evangelho perdido. Apelidaram-no de “Q”.

Em 1945, dois fazendeiros egípcios encontraram, nas terras que aravam, um grande jarro de cerâmica; nele estavam os rolos completos de uma obra da qual se conheciam apenas fragmentos de pergaminho. Esta versão era em copta, um dialeto grego egípcio. É o “Evangelho de Tomás” – que pode ser “Q”. Não é uma narrativa da vida do rev Yehoshua, são frases, 114 fragmentos de diálogos entre Jesus e seus discípulos.

Às vezes, o “Evangelho de Tomás” é intransponível: “E Jesus disse tem sorte o leão que o homem come, porque o leão torna-se humano; e tolo é o homem que o leão come, pois o leão também torna-se humano.” Mas, às vezes, é incrivelmente familiar: “E Jesus disse, o Reino de Deus é como o grão de mostarda, a menor das sementes, que quando cai em solo fértil produz uma grande planta que serve de ninho aos pássaros no céu.” Não é improvável que com esta lista de frases e Marcos, tenham nascido Mateus e Lucas. O quarto Evangelho, atribuído a João, é provavelmente um século posterior a Cristo.

Diferentemente dos evangelistas, Paulo falava em suas cartas de alguém que existiu em seu período de vida; ele teve contato (e disputas) com gente que conviveu com Jesus. Ou ao menos é o que diz. A armadilha do Novo Testamento surge: uma espiral desorientadora onde ele próprio é fonte de si mesmo, ele se sustenta, ele é tudo o que há.

Jesus enquanto Hamlet

O descrente ou o crente eventual que pega e lê o “Evangelho de Marcos” depois de muito tempo toma um susto. Jesus não é plácido. Jesus tem pressa, vai para um lugar, para o outro, nunca pára. Jesus é impaciente, explica, mas nunca parecem entendê-lo. Jesus nunca deixa claro quem é, seus discípulos ou o leitor têm que decifrá-lo. Jesus tem raiva, entra no Templo, chuta as balanças. É um personagem de todo humano.

Harold Bloom é também, a seu modo, um velho judeu impaciente, irônico por vezes, está em busca da beleza – um dos principais críticos literários atuais. Em 2005, saiu nos EUA “Jesus and Yahweh” (já publicado no Brasil), sua tentativa de explorar Cristo, o personagem. Marcos, para Bloom, “é talvez um morador de Roma, ele espera ansioso até que recebe a terrível notícia da destruição do Templo.” Aí senta e escreve; seu resultado é um Jesus como Hamlet, um homem enigma.

Se este leitor pouco habituado ao Novo Testamento pega na seqüência o “Evangelho de João”, o contraste não pode ser mais evidente: antes havia um homem ansioso, em João há Deus feito pessoa. “No princípio era o verbo”, diz na introdução o evangelista, “e o verbo era Deus, e o verbo se fez carne e habitou entre nós.” Não bastasse, João faz seus discípulos perguntarem surpresos ao mestre: “Ainda não tens 50 anos e vistes Abraão?” E João põe na boca de Jesus a resposta: “Antes que Abraão existisse, eu sou”. Desaparece o enigma, há uma segurança quase autoritária.

À espera de salvação

Na virada dos tempos aC para os dC, os israelitas eram 7,5 milhões de pessoas. A maioria vivia na dispersão – a diáspora – entre Babilônia, ou Egito, até mesmo em Roma. E 2,5 milhões viviam nos arredores de Jerusalém, mais ou menos onde ficam hoje Israel e Palestina.

Eram quase todos pobres e trabalhavam muito, de sol a sol. Viviam em casas construídas com uma base de pedra e tijolos de barro, buscavam água no poço da vila todas as manhãs. A classe média tinha pequenas terras para o cultivo ou trabalhava em profissões como carpintaria. A maioria, no entanto, trabalhava para os outros, pela subsistência. A Galiléia do rev Yehoshua era onde ficavam as terras mais férteis.

Num mundo muito mais agressivo do que o atual, as doenças se espalhavam com freqüência, a dor da morte era uma constante em toda rua, fazenda, casa, família. Qualquer indício de doença trazia pânico para toda a vizinhança. Pagavam impostos altos ao dominante, ao rei posto pelo dominante, aos sacerdotes do Templo. Havia anseio por justiça social.

Quem fosse rico morava em Jerusalém. Na cidade alta, havia um bairro comprido com casas de mármore à moda grega, luxuosas, onde viviam lado a lado romanos da administração e os israelitas donos de grandes terras ou grandes negócios. Na cidade baixa, a vida era mais difícil – embora melhor do que em qualquer outra parte. É onde ficavam pequenos comerciantes, estalajadeiros e quem mais servisse aos peregrinos.

O Santo dos Santos

Jerusalém era uma cidade turística, que recebia gente de toda a parte, todo o ano, principalmente nas três grandes festas – no Dia do Perdão, Pentecostes e Páscoa. Todo judeu, ao menos uma vez na vida, visitava o Templo de Jerusalém – porque o Templo era o centro de toda a identidade judaica. No tempo de Jesus, havia um movimento razoavelmente recente de erguer sinagogas na diáspora, mas as sinagogas eram lugares de estudo e reunião. O Templo era, literalmente, a morada do Deus cujo nome não se diz.

Aquele Templo era o segundo. O primeiro, o Templo de Salomão, foi erguido por volta de 950aC e posto abaixo por Nabucodonosor, rei da Babilônia, em 586aC. Após um mítico exílio de 70 anos, o Templo foi reconstruído por ordens do rei persa Ciro, o Grande. O pátio no qual o rev Yehoshua pisou era do mesmo Templo de Ciro, que sofrera fazia poucos anos uma reforma, impetrada pelo rei Herodes. O povo judeu tinha tanto medo de perder seu Templo que, para pôr abaixo e reerguer o núcleo, Herodes teve de acumular ao lado todo o material que utilizaria para provar que tinha condições de fazê-lo o mais rápido possível.

Regras muito, muito estritas descreviam quem podia entrar no coração do Templo, o Santo dos Santos, o lugar onde Deus vivia. Por isto, eram sacerdotes os operários. Nenhum gentio poderia entrar em qualquer das áreas e, mesmo os judeus, apenas após rituais de purificação. O Templo punha em movimento a economia de Jerusalém. Era no Templo que ficavam os rolos das escrituras sagradas – que reordenadas foram dar no Velho Testamento.

Escuta, ó Israel, o Senhor seu Deus é o único Deus

Qualquer um dos vizinhos não teria como lidar com o Deus dos judeus senão com estranheza. Todos os deuses tinham suas histórias, sua genealogia, seus feitos. Embora, bem no passado, os judeus tivessem alguma memória de seu Deus interagindo com os homens, Ele era mais como uma idéia, não um deus com rosto ou carne. Quem lesse os escritos sagrados dos judeus encontraria não a história de Deus, mas a história do povo. Era muito diferente: um deus feito sob medida para eles, evoluído ao longo de mais que um milênio.

A maioria dos especialistas hoje, incluam-se na lista a ex-freira britânica Karen Armstrong ou o teólogo luterano norueguês Oskar Skarsaune, concordam que o monoteísmo não surgiu de imediato. Cá estava um povo que seja em sua mitologia, seja na história, quase nunca mandou, sempre teve mestres. Então, a primeira marca que procuraram num Deus foi a exclusividade. Não é que não acreditassem na existência dos deuses vizinhos – a Antigüidade era politeísta, toda ela. Mas o Deus YHWH ofereceu-lhes uma aliança na forma de duas placas com mandamentos. Eles adorariam apenas a Ele, e Ele olharia apenas por eles. Ao menos isso tinham: eram o povo daquele Deus.

Dominados, explorados, sempre foram – mas houve tempos difíceis, como o do mando babilônio, e tempos nos quais tiveram mais liberdade, como o período persa. E, ainda assim, o que lhes sobrava era a obediência. Foi dos persas, da misteriosa religião de Zoroastro, que pegaram a segunda das características marcantes de sua religião: a crença de que, no fim, o bem triunfaria; que haveria um Julgamento final. Que, fundamentalmente, o Senhor Deus enviaria um messias para salvá-los a todos.

Ao dominante persa, sucedeu o grego – não podiam haver duas culturas mais distintas que a grega e a israelita. Os gregos propunham uma sociedade cosmopolita, em nada mística. Foram 200 anos de domínio grego até o controle romano, em 63aC. Dois séculos de conflitos, disputas, rompimentos, traumas. A constante imposição de uma versão mais universal do Deus judaico criou anseios na população, fortaleceu a crença apocalíptica. Mas quando foi chegando a Era Cristã, o Deus judeu já era um Deus vago, um Deus único, helenizado, um Deus idéia. O resultado também foi um ideal apocalíptico, messiânico. Místico e complexo.

Quando o rev Yehoshua nasceu, a religião que conheceu era esta: uma amálgama por vezes incoerente da cultura de seus ancestrais com a persa, com a grega. O povo, muito pobre, ansiava por justiça e tinha certeza de que, se estava tão ruim, era porque o messias estava prestes a chegar. E, com ele, o fim dos tempos. Jamais se quis tanto um milagre. Mas, naquela religião tão estranha, havia outra coisa particularmente sofisticada, particularmente diferente, surgindo também.

Amai-vos uns aos outros

Um dia, um gentio que gostaria de se tornar judeu pediu ao rabino Hillel que explicasse as escrituras enquanto ele se punha suspenso num só pé. O homem levantou o pé e Hillel disse: “Não faça aos outros o que não quer que façam contigo. Esta é a Lei, o resto é comentário.” A tradição não deixou registrada a resposta do gentio.

Hillel, que viveu poucos anos antes de Jesus, era fariseu. A população israelita se encontrava espatifada em partidos. Os fariseus, tão conhecidos dos leitores do Novo Testamento, são também os mais incompreendidos. Não se preocupavam tanto com a questão do domínio romano, inconformavam-se mais com o controle sacerdotal. Acreditavam que o conhecimento das escrituras deveria ser difundido a todos.

Os sacerdotes, ou saduceus, uns 20 mil homens, tinham o poder religioso. Os essênios, como que sacerdotes de oposição que se isolaram no deserto, eram místicos. Os zelotes, nacionalistas fervorosos, queriam a independência. E toda esta gente, inimiga entre si, compôs, a um tempo, a política e a religião dos judeus.

Quando um fariseu procurou Jesus – está em Marcos, em Mateus e em Lucas – e lhe perguntou qual a maior das leis, Jesus respondeu “Amarás o Senhor teu Deus de todo coração”, deu uma pausa, continuou: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” O fariseu assente: “Amar ao próximo vale mais que qualquer sacrifício no Templo.” O mais incrível em todo o Novo Testamento é o quão parecidos eram Jesus e os fariseus.

“Será que Jesus acreditava que sua mensagem era original?” – pergunta- se Harold Bloom. “Será que sua mensagem era assim tão diferente da de Hillel?” Sem respondê-lo de todo, o professor luterano Oskar Skarsaune, autor de À sombra do Templo, arrisca: “A política de Jesus não era muito diferente da dos fariseus; ele não estava tão preocupado com a ocupação romana e sim em convocar o povo de Israel ao arrependimento e à renovação. Ele era anticlerical.”

Na compreensão da política do tempo, então, é possível descobrir alguém mais próximo do rev Yehoshua, alguém além da Bíblia cristã. Skarsaune arrisca que, se fariseus aparecem mais no Novo Testamento do que outros grupos, é porque era com eles que o rev Yehoshua convivia. Mas há outras teorias. Após a descoberta dos pergaminhos essênios próximos a Qumran, à beira do Mar Morto, muitos põem Jesus entre eles. Há quem o veja mais belicista, um zelote libertário crucificado por Roma em sua luta por independência – um Jesus mais Guevara.

A queda e a salvação

A injustiça, a fome, a miséria – acumulam. Em tempos, implodem. O mundo parece que vai acabar. Há momentos, no Novo Testamento, em que as personagens todas parecem convictas de que o Apocalipse acontecerá em suas vidas, que está a segundos. O Apocalipse quase foi. No ano de 66, os judeus se levantaram sob comando zelote. Em 70, Roma caiu sobre a Província Iudaea e marchou contra Jerusalém. No total, morreram entre 600.000 e 1,3 milhão de judeus.

O Beit HaMikdash, o Templo, a morada de Deus, foi ao chão.

O São Marcos de Harold Bloom, numa espera angustiada, queria saber notícias da morada do seu Deus enquanto escrevia a história de Iesous Christos. Aí, num repente, sua religião não havia mais. Sem o Templo, ela não seria possível. O Templo lhe dava sentido. Sem o Templo não havia Deus – a não ser que Deus fosse transferido.

Dois rabinos, está no Talmude, se encontraram perante as ruínas do Templo. “O que será de nós” – perguntou o mais jovem – “agora que o lugar onde os pecados de Israel eram expurgados com sacrifícios não existe mais?” Ele está no limite do desespero; o outro, tranqüilo. “Não fique triste, há outra maneira de expurgá-los.” Seu companheiro encerra o pranto, mira estupefato – “é nos atos de bondade”, explica o sábio.

A cultura ocidental se baseia num tripé grego, romano e judeu. A transformação de Yehoshua bar Youssef em Iesous Christos se deu porque, naquele momento da história, havia uma busca desesperada pelo messias no que pareceu o fim dos tempos. Mas, junto com a mensagem apocalíptica, outra mensagem veio contrabandeada. Era uma idéia nova, de justiça social, de respeito. As duas, compactas, ideal messiânico e o amai-vos uns aos outros, transformaram-se num vírus cultural que se espalhou pelo Oriente Médio e Europa.

Flávio Josefo, o historiador judeu, era também um traidor. De general israelita, bandeou-se para o lado romano. Quando entrou na Jerusalém arrasada, descreveu, “Não havia espaço para tantas cruzes nem cruzes para tantos corpos”.

Este conteúdo foi colhido na internet e publicado aqui.

“Fim do mundo” falhou novamente. E agora?

Como muitos já esperavam, o mundo não acabou no último dia 21 como previa o pregador Harold Camping, do grupo cristão evangélico Family Radio. Agora ele tem um grande problema em suas mãos: como prestar contas aos milhares de dólares doados por seus fiéis para a divulgação de sua causa? Qual será a reação de seus seguidores agora que a vida continuou e o sábado do Juízo Final não passou de um dia comum, como qualquer outro?

Nos últimos anos o pastor da Califórnia, EUA, arrecadou e gastou milhões de dólares para promover a profecia do fim do mundo no dia 21 de maio de 2011, e agora ele não deu mais as caras. As pessoas que “compraram” suas ideias estão começando a retomar sua rotina. O motorista de trator Keith Bauer ficou perto da rádio de Harold com sua família durante o sábado, esperando pelo fim. “Eu tinha algumas desconfianças, mas eu tentei ignorar o ceticismo porque eu acredito em Deus. Eu estava aguardando o fim, pois acho que o paraíso será bem melhor que a Terra”, disse ele. “Mas eu fiz isso por Deus, não por Harold Camping”.

Para a professora de estudos religiosos, Anthea Butler, da Universidade da Pensilvânia, a provação dos fiéis está longe de terminar. Aqueles que doaram suas poupanças para espalhar a crença do juízo final têm outros problemas pela frente. “Temos que zelar por alguns que faziam parte do grupo para garantir que eles não façam nada de mal contra si mesmos, ou que machuquem outras pessoas”, disse ela. Este episódio fez surgir outras histórias antigas como a do reverendo Jim Jones, de Oakland, EUA.

Ele começou como um líder carismático que atraiu seus seguidores para um templo e os levou a cometer suicídio em massa, em 1978. O caso da seita à extraterrestre, conhecido como “Portão do Paraíso”, de 1997, também terminou em dezenas de pessoas tirando a própria vida em San Diego. Ao contrário desses casos, o Family Radio não isolou seus “discípulos” em uma seita. Um caso parecido foi o da seuta “Planet Clarion”, também relacionado a extraterrestres, que, em 1956, deu origem ao livro “Quando a Profecia Falha”. No começo da década de 1950, uma dona de casa de Chicago, chamada Dorothy Martin, atraiu seguidores que acreditaram em sua afirmação que um grande dilúvio iria destruir a Terra em 21 de dezembro de 1954. Ela dizia que apenas seus seguidores seriam salvos pelos alienígenas que a avisaram do desastre.

O autor do livro se infiltrou no grupo e relatou suas reações quando a chuva não veio. Todos eles ficaram muito decepcionados, mas, horas depois, Dorothy apareceu dizendo que os alienígenas haviam alertado que uma intervenção divina havia prevenido o cataclismo. Mas a questão do dinheiro, no caso do Family Radio, ainda pode dar o que falar. A organização tinha US$ 72 milhões em seus bens, no final de 2009. Onde todo esse dinheiro foi parar? Quanto sobrou depois da campanha? Os fiéis podem reclamar a quantia doada de volta? Na internet já circulam mensagens de ressentimento. A lição que se pode tirar desse caso é olhar com desconfiança para pessoas pregando o fim do mundo, seja baseado na Bíblia, ou no calendário Maia. O melhor a fazer é aproveitar a vida enquanto o dia não chega.

Se o mundo vai acabar, ou não, ninguém sabe o dia e a hora; vamos é viver e não entrar em pânico. Ah, e claro, não sair distribuindo todo seu dinheiro para campanhas apocalípticas. [MSNBC]

A religião pode estar em risco de extinção em nove países

Um estudo utilizando dados do censo de diversos países mostra que a religião está fadada à extinção em nove nações. A pesquisa encontrou um aumento constante no número de pessoas sem qualquer filiação religiosa.

O modelo matemático da equipe tenta agora explicar a inter-relação entre o número dos não-religiosos e os motivos sociais para ser assim. O resultado, apresentado no encontro da Sociedade Americana de Física, em Dallas, Estados Unidos, indica que é muito provável que a religião desapareça por completo nesses países, mas não há como ter 100% certeza do assunto.

Os pesquisadores utilizam dados estatísticos tentar explicar uma ampla gama de fenômenos físicos em que uma série de fatores desempenham um papel. Um dos componentes da equipe, Daniel Abrams, da Universidade de Northwestern, Illinois, Estados Unidos, propôs um modelo semelhante em 2003 para colocar uma base numérica por trás do declínio das línguas menos faladas do mundo. Na sua essência, trata-se da competição entre os falantes de línguas diferentes e da “utilidade” de falar em vez da outra. “A idéia é muito simples”, explica Richard Wiener, da Corporação de Pesquisa em Ciências Avançadas. “Grupos sociais que têm mais membros são mais atraentes do que as minorias para se fazer parte”.

A língua espanhola , por exemplo, é tida como de maior utilidade e confere mais status do que o idioma moribundo quíchua, proveniente do Peru. “Da mesma forma, há algum tipo de status ou de utilidade em ser um membro de uma religião ou não”, compara Weiner. A equipe tomou dados do censo de um século atrás até hoje, de países em que afiliação religiosa é consultada: Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suíça. “Em um grande número de democracias modernas secular, tem havido uma tendência na população em não se identificar com a religião.

Na Holanda, o número foi de 40% e o percentual mais alto encontrado foi na República Tcheca: 60%”, conta Wiener. Após ajustar os parâmetros de mérito relativo social e utilitarista de adesão à categoria “não-religiosa”, chegou-se à conclusão de que todos os países possuem comportamento semelhante. Nas nove nações, a indicação encontrada foi a de que a religião trilha no caminho da extinção. “É um resultado sugestivo,” avalia Wiener. [BBC] “É interessante que um modelo bastante simples captura os dados, e se essas ideias simples estão corretas, ele aponta para o fim da religião como conhecemos hoje.

Claro que cada indivíduo é único, mas não se pode deixar de notar um comportamento semelhante em todos os lugares persquisados”, conclui.

“Jesus realmente existiu? Há alguma evidência histórica de Jesus Cristo?”

Normalmente, quando se faz esta pergunta, a pessoa a perguntar a qualifica como “fora da Bíblia”. Nós estudiosos da ciência e da religião não apoiamos essa idéia de que a Bíblia não possa ser considerada uma fonte de provas para a existência de Jesus. O Novo Testamento apresenta centenas de referências a respeito de Jesus Cristo. Há aqueles que datam a escritura dos Evangelhos no segundo século d.C., mais de 100 anos após a morte de Jesus. Mesmo que fosse este o caso (o que fortemente questionamos), em termos de provas antigas, escritos com menos de 200 anos depois de acontecimentos são considerados provas muito confiáveis. Além disso, a vasta maioria de estudiosos (cristãos ou não-cristãos) apoiam que as Epístolas de Paulo (pelo menos algumas delas) foram de fato escritas por Paulo no meio do primeiro século d.C., menos de 40 anos após a morte de Jesus. Em termos de manuscritos antigos que sirvam como provas, esta forte é extraordinária prova da existência de um homem chamado Jesus em Israel no começo do primeiro século d.C.

Também é importante reconhecer que no ano 70 d.C. os Romanos invadiram e destruíram Jerusalém e a maior parte de Israel, chacinando seus habitantes. Cidades inteiras foram literalmente incendiadas e desapareceram! Não deveríamos nos surpreender, então, que muitas das provas da existência de Jesus tenham sido destruídas. Muitas das testemunhas oculares de Jesus teriam sido mortas. Estes fatos provavelmente limitaram a quantidade de relatos vindos de testemunhas oculares de Jesus.

Considerando o fato de que o ministério de Jesus foi altamente confinado a um lugar culturalmente atrasado e isolado, uma pequena vila do grande Império Romano, uma grande e surpreendente quantidade de informações sobre Jesus ainda pode ser extraída de fontes históricas seculares. Algumas das mais importantes provas históricas de Jesus Cristo incluem:

Tácito, romano do primeiro século, que é considerado um dos mais precisos historiadores do mundo antigo, mencionou “cristãos” supersticiosos (“nomeados a partir de Christus”, palavra latina para Cristo), que sofreram nas mãos de Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério. Seutônio, secretário chefe do Imperador Adriano, escreveu que houve um homem chamado Chrestus (ou Cristo) que viveu durante o primeiro século (“Anais” XV,44).

Flávio Josefo é o mais famoso historiador judeu. Em seu Antiguidades Judaicas, se refere a Tiago: “o irmão de Jesus, que era chamado Cristo.” Há um verso polêmico (XVIII,3) que diz: “Agora havia acerca deste tempo Jesus, homem sábio, se é que é lícito chamá-lo homem. Pois ele foi quem operou maravilhas… Ele era o Cristo… ele surgiu a eles vivo novamente no terceiro dia, como haviam dito os divinos profetas e dez mil outras coisas maravilhosas a seu respeito.” Uma versão diz: “Por esse tempo apareceu Jesus, um homem sábio, que praticou boas obras e cujas virtudes eram reconhecidas. Muitos judeus e pessoas de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos o condenou a ser crucificado e morto. Porém, aqueles que se tornaram seus discípulos pregaram sua doutrina. Eles afirmam que Jesus apareceu a eles três dias após a sua crucificação e que está vivo. Talvez ele fosse o Messias previsto pelos maravilhosos prognósticos dos profetas” (Josefo, “Antiguidades Judaicas” XVIII,3,2).

Julio Africano cita o historiador Talo em uma discussão sobre as trevas que sucederam a crucificação de Cristo (Escritos Existentes, 18).

Plínio, o Jovem, em Epístolas 10:96, registrou práticas primitivas de adoração, incluindo o fato de que os cristãos adoravam Jesus como Deus e eram muito éticos, e inclui uma referência ao banquete do amor e a Santa Ceia.

O Talmude da Babilônia (Sanhedrin 43 a) confirma a crucificação de Jesus na véspera da Páscoa, e as acusações contra Cristo de usar magia e encorajar a apostasia dos judeus.

Luciano de Samosata foi um escritor grego do segundo século que admite que Jesus foi adorado pelos cristãos, introduziu novos ensinamentos e foi por eles crucificado. Ele disse que os ensinamentos de Jesus incluíam a fraternidade entre os crentes, a importância da conversão e de negar outros deuses. Os Cristãos viviam de acordo com as leis de Jesus, criam que eram imortais, e se caracterizavam por desdenhar da morte, por devoção voluntária e renúncia a bens materiais.

Mara Bar-Serapião confirma que Jesus era conhecido como um homem sábio e virtuoso, considerado por muitos como rei de Israel, executado pelos judeus, e que continuou vivo nos ensinamentos de seus seguidores.

Então temos os escritos Gnósticos (O Evangelho da Verdade, O Apócrifo de João, O Evangelho de Tomé, O Tratado da Ressurreição, etc.) todos mencionando Jesus.

De fato, podemos quase reconstruir o evangelho somente a partir de primitivas fontes não-cristãs: Jesus foi chamado Cristo (Josefo), praticou “magia”, conduziu Israel a novos ensinamentos, por eles foi pendurado na Páscoa (O Talmude da Babilônia) na Judéia (Tácito), mas afirmou ser Deus e que retornaria (Eliezar), no que seus seguidores creram – O adorando como Deus (Plínio, o Jovem).

Concluindo, há provas devastadoras da existência de Jesus Cristo, tanto na história secular quanto bíblica. Talvez a maior prova que Jesus realmente existiu seja o fato de que literalmente milhares de cristãos no primeiro século d.C., incluindo os 12 apóstolos, se desprenderam a ponto de dar suas vidas como mártires por Jesus Cristo. As pessoas morrerão pelo que crêem ser verdade, mas ninguém morrerá pelo que sabe ser uma mentira.

Sol, o Deus. Jesus, a farsa.

Desde os tempos remotos como 10.000 a.C. a história tem sido fértil em esculturas e escritos refletindo o respeito e a adoração das pessoas pelo Sol.

E é simples perceber porque disso, pois a cada manhã o Sol se levanta, trazendo visão, calor e segurança, protegendo o homem da fria escuridão cheia de predadores da noite.

Sem o sol, as culturas entenderam que as colheitas não cresceriam e a vida no planeta não sobreviveria. Esses fatos, ou a realidade, fizeram do Sol o objeto mais adorado de todos os tempos.

Da mesma forma, estavam bem conscientes das estrelas. O seguimento das estrelas permitiu-lhes reconhecer e antecipar eventos que ocorriam ao longo de grandes períodos de tempo, tais como eclipses e luas cheias.

Eventualmente, catalogaram grupos celestiais que conhecemos hoje como constelações.

Essa é a cruz do Zodíaco, uma das mais antigas imagens da história da humanidade. Representa o trajeto figurativo do Sol através das 12 maiores constelações no decorrer de um ano. Também representa os 12 meses do ano, as quatro estações, e os Solstícios e equinócios.

O termo Zodíaco esta relacionado com o fato de as constelações serem antropomorfismos, ou personificações, de pessoas ou animais.

Por outras palavras, as primeiras civilizações não só seguiam o Sol e as estrelas, como também as personificavam através de mitos que envolviam os seus movimentos e relações.

O Sol, com o poder criado e salvador foi também personificado à semelhança de um criador invisível ou deus. Era conhecido como “Filho de Deus”, “Luz do mundo”, “Salvador da humanidade”.

Igualmente, as 12 constelações representaram lugares de viagem para o Filho de Deus, e foram nomeados e normalmente, representados por elementos da natureza que aconteciam nesses períodos de tempo.

Por exemplo, Aquários, o portador de água, que traz as chuvas de Primavera. Na perspectiva de quem está no hemisfério Norte

Mitologia:


Este é Hórus. Ele é o Deus Sol do Egito por volta de 3000 a.C. Ele é o Sol, antropomorfizado, e a sua vida é uma série de mitos alegóricos que envolvem o movimento do Sol no céu. Dos antigos hieróglifos Egípcios, se soube muito sobre este Messias Solar.

Por exemplo, Hórus, sendo o Sol, ou a luz, tinha como inimigo o Deus Set, que era a personificação das trevas ou noite.  E metaforicamente falando, todas as manhãs, Hórus ganhava a batalha contra Set, quando ao fim da tarde, Set conquistava Hórus e o enviava para o mundo das trevas.

É importante saber que “Trevas VS. Luz” ou “Bem VS. Mal” tem sido uma das mais onipresentes dualidades mitológicas conhecidas e que ainda hoje é utilizada a muitos níveis.

No geral, a história (mitologia) de Hórus é a seguinte:

* Hórus nasceu no dia 25 de Dezembro da virgem Isis-Meri.

* Seu nascimento foi acompanhado por uma estrela a Leste, que por sua vez, foi seguida por 3 Reis em busca do salvador recém-nascido.

* Aos 12 anos, era uma criança prodígio, e aos 30 anos foi batizado por uma figura conhecida por Anup e que assim, começou seu reinado.

* Hórus tinha 12 discípulos e viajou com eles.

* Fez milagres tais como curar os enfermos e andar sobre a água.

* Também era conhecido por vários nomes como “A verdade”, “A Luz”, “Filho Adorado de Deus”, “Bom Pastor”, “Cordeiro de Deus”, entre muitos outros.

* Depois de traído por Tifão, Hórus foi crucificado, enterrado e ressuscitou 3 dias depois.

Estes atributos de Hórus, originais ou não, parecem influenciar várias culturas do mundo, e muitos outros deuses encontrados com a mesma estrutura mitológica.

Outros Deuses com os mesmos atributos:


Attisda Phirgia, nasceu da virgem Nana no dia 25 de Dezembro, foi crucificado, colocado no túmulo e 3 dias depois, ressuscitou.

Krishnada Índia, nasceu da virgem Devaki com uma estrela a leste assinalando sua chegada, fez milagres em conjunto com os seus discípulos, e após a morte, ressuscitou.

Dionísioda Grécia, nasceu de uma virgem no dia 25 de Dezembro, foi professor e peregrino que praticou milagres tais como transformar a água em vinho, e é referido como “Reis dos Reis”, “O Filho de Deus”, “Alfa e Ômega”. Após sua morte, ressuscitou.

Mithrada Pérsia, nasceu de uma virgem no dia 25 de dezembro, teve 12 discípulos e praticou milagres, após sua morte foi enterrado, e 3 dias depois ressuscitou, também era referido como “A Verdade”, “A Luz”, e muitos outros nomes. Curiosamente, o dia sagrado de adoração a Mithra era um domingo (Sunday) Dia do Sol.

Outros Deuses com os mesmos atributos:

Chrishna de HindostanBuddha Sakia da ÍndiaSalivahna das BermudasOdin de ScandinaviansCrite da ChaldeaBali do AfghanistanIndra do TibetJao do NepalWittoba do BilingoneseAtys da PhrygiaXamolxis do ThraceZoar do BonzesAdad da AssyriaAlcidesde ThebesBaddru do Japão, Thor do GaulsHil e Feta de MandaitesFohi e Tien da China,Adonis da GréciaPrometheus do Caucasus.

O que importa salientar aqui é que “existiram” inúmeros salvadores, dependendo dos períodos, de todo o mundo, que preenchem estas mesmas características

A questão que se mantém:

Porque estes atributos, porque o nascimento de uma virgem no dia 25 de Dezembro, porque a morte e a ressurreição após 3 dias, por que os 12 discípulos ou seguidores?

Para descobrir, vamos examinar o mais recente dos Messias Solares.

Jesus Cristo nasceu da virgem Maria no dia 25 de Dezembro em Belém, e foi anunciado por uma estrela ao Leste, que seria seguida por 3 reis magos para encontrar e adorar o salvador.

Tornou-se pregador aos 12 anos, e aos 30 foi batizado por João Batista, e assim começou seu reinado. Jesus teve 12 discípulos com quem viajou praticando milagres tais como curar pessoas, andar na água, ressuscitar os mortos, e foi também conhecido como o “Reis dos Reis”, “Filho de Deus”, a “Luz do Mundo”, “Alfa e Ômega”, “Cordeiro de Deus” e muitos outros.

Depois de traído pelo seu discípulos Judas e vendido por 30 pratas, é crucificado, colocado num túmulo e 3 dias depois ressuscita e ascende aos céus.

Primeiro de tudo, a sequência do nascimento de Jesus é completamente astrológica.

A estrela no Leste é Sírius, a estrela mais brilhante no céu noturno, que no dia 24 de Dezembro, se alinha com as 3 estrelas mais brilhantes no cinturão de Órion.

Estas 3 estrelas são chamadas hoje como também eram chamadas antigamente: “3 Reis” ou “As três Marias”(mais conhecido no Brasil).

Os 3 Reis e a estrela mais brilhante, Sírius, todas apontam para o nascer do Sol no dia 25 de Dezembro. Esta é a razão pela qual os Três Reis “seguem” a estrela a Leste, para “localizar” o “nascer” do Sol.

A Virgem Maria é a constelação de Virgem, também conhecida como Virgo a Virgem. Virgo em latim significa virgem. Virgo também é referido como a “Casa do Pão”, e a representação de Virgo é uma virgem segurando um feixe de espigas de trigo.

Esta “casa do pão” e seu símbolo das espigas de trigo representam Agosto e Setembro, época das colheitas. Por sua vez, Bethlehem ou Belém, é a tradução à letra de “A casa do Pão”. Bethlehem é também a referência à constelação de Virgem, um lugar do Céu, não na Terra.

Outro fenômeno muito interessante que ocorre no dia 25 de Dezembro é o Solstício. Do Solstício de Verão ao Solstício de Inverno, os dias tornam-se mais curtos frios.

Na perspectiva de quem está no hemisfério Norte, o Sol parece se mover para o sul aparentando ficar pequeno e fraco, o encurtar dos dias e o fim das colheitas conforme se aproxima o Solstício de Inverno simbolizando a morte, para os mais antigos. Era a morte do Sol.

Pelo 22 º dia de Dezembro, o falecimento do Sol estava completamente realizado. O Sol, tendo-se movido continuamente para o sul durante 6 meses, faz com que atinja o seu ponto mais baixo no céu. Aqui ocorre algo curioso, o sol deixa, aparentemente, de se movimentar para o sul, durante 3 dias. (22, 23, 24).

Durante estes 3 dias de pausa, o Sol reside mas redondezas das constelações de Alpha Crucis ou mais conhecido como Cruzeiro do Sul e Constelação de Crux. Depois deste período, no dia 25 de Dezembro, o Sol move-se 1 grau, desta vez para o norte, perspectivando dias maiores, calor, e a Primavera. E assim se diz: que o Sol morreu na Cruz (Constelação de Crux).

Esteve morto por 3 dias, apenas para ressuscitar ou nascer uma vez mais. Esta é a razão pela qual Jesus e muitos outros Deuses do Sol partilham a idéia da crucificação, morte de 3 dias e o conceito de ressurreição.

É o período de transição do Sol antes de mudar na direção contrária no Hemisfério Norte, trazendo a Primavera e assim a salvação.

Todavia, eles não celebram a ressurreição do Sol até o equinócio da Primavera ou Páscoa. Isto é por que no Equinócio da Primavera, o Sol domina oficialmente o Mal, as Trevas, assim como o período diurno se torna maior que o noturno, e o revitalizar da vida na Primavera emerge.

Agora, provavelmente a analogia mais óbvia de todas neste simbolismo astrológico são os 12 discípulos de Jesus. Eles são simplesmente as 12 constelações do Zodíaco, com que Jesus, sendo o Sol, viaja. De fato, o número 12 está sempre presente ao longo da Bíblia.

Na Cruz do Zodíaco, o elemento figurativo da vida é o Sol, e isto não era apenas uma mera representação artística ou ferramenta para seguir os movimentos do Sol. Era também um símbolo espiritual Pagão, uma logo grafia similar a isto.

Isto não é um símbolo do Cristianismo. É uma adaptação Pagã da Cruz do Zodíaco.

Esta é a razão pela qual Jesus nas primeiras representações era sempre mostrado com sua cabeça na cruz, pois Jesus é o Sol, Filho de Deus, a Luz do Mundo, o Salvador a erguer-se, que “renascerá”, assim como o Sol faz todas as manhãs, a Glória de Deus que defende contra as Forças das Trevas, assim como “renasce” a cada manhã, e que pode ser “visto através das nuvens”, “Lá em cima no Céu”, com a sua “Coroa de Espinhos” ou raios de Sol.

Agora, nas muitas das referências astrológicas ou astronômicas na Bíblia, uma das mais importantes, tem a ver com o conceito de “Eras”. Através das escrituras há inúmeras referencias a essa “Era”.

Para compreender isto, precisamos primeiros estar familiarizados com o fenômeno da precessão dos Equinócios.

Os antigos egípcios assim como outras culturas antes deles, repararam a aproximadamente a cada 2150 anos o nascer do sol durante o Equinócio da Primavera, ocorria num diferente signo do Zodíaco.
Isto tem haver com a lenta oscilação angular que a Terra mantém quando roda sobre seu eixo. É chamado de precessão por que as constelações vão para trás, em vez de permanecerem no seu ciclo anual normal.

O tempo que demora cada precessão através dos 12 signos é de aproximadamente 25,765 anos.

Este ciclo quando completo, é chamado também de “Grande Ano” e as civilizações ancestrais estavam bastante conscientes disso. Referiam-se a cada 2150 anos como Era.

De 4300 A.Cà 2150 A.Cfoi a “Era de Tauros” o Touro.
De 2150 A.Cà 1 D.Cfoi a “Era de Áries” o Carneiro.
De 1 D.Cà 2150 D.Cé a “Era de Pisces” o Peixe, no qual é a Era que estamos presentes até hoje. E por volta de 2150, entraremos na nova Era. A Era de Aquarius.

A Bíblia, se refere, por alto, o movimento simbólico durante 3 Eras, quando já se vislumbra uma quarta.

No Velho Testamento, quando Moisés desce o Monte Sinai com os 10 mandamentos, ele fica bastante perturbado ao ver sua gente adorando um bezerro dourado. Na realidade ele até partiu a pedra dos 10 mandamentos, e ordenou a todos que se matassem uns aos outros para purgarem o mal e se purificarem.

A maior parte dos estudiosos da Bíblia atribuem esta ira de Moisés ao fato de os Israelitas estar adorando um falso ídolo, ou algo semelhante. A realidade é que o bezerro dourado é Touro (Era de Tauros), e Moisés representa a nova Era de Áries, o Carneiro. Esta é a razão pela qual os Judeus ainda hoje ainda assopram o Corno de Carneiro.

Moisés representa a nova Era, (Carneiro) e perante esta, todos tem de largar a velha.

Outras divindades tais como Mithra marcam também esta transição. Um Deus pré-cristão que mata o Touro, na mesma simbologia. Agora Jesus é a figura portadora da Era seguinte à de Carneiro, a Era de Peixes, ou Dois Peixes.

O simbolismo de Jesus com a Era de Peixes é abundando no Novo Testamento: Jesus alimenta 5000 pessoas com dois peixes. Matt 14:7.Quando começa a pregar, caminhando ao longo da Galileia, conhece 2 pescadores, que o seguem.

Todos já vimos àqueles adesivos “Jesus-Fish” nas traseiras dos carros, mas mal as pessoas sabem o que realmente representa.

É um simbolismo astrológico pagão para o Reinado do Sol durante a era de Peixes. Jesus assumiu também no seu nascimento, a data do inicio desta Era.

Em Lucas 22:10 quando Jesus é questionado se a próxima passagem será depois de ele ir embora, Jesus responde: “Eis que quando entrares na cidade, encontrareis um homem levando um cântaro de água, segui-o até à casa que ele entrar.”

Esta escrita é de longe a mais reveladora de todas as referências astrológicas.

O homem que leva o cântaro de água é Aquarius, o portador de água, que sempre é representado por um homem despejando uma porção de água. Ele representa a Era depois de Peixes, e quando o Sol (Filho de Deus) sair da Era de Peixes (Jesus), entrará na Casa de Aquários, conforme precessão dos equinócios.

Tudo que Jesus afirma, é que depois da Era de Peixes chegará a Era de Aquário.

Todos nós já ouvimos falar sobre o fim do mundo.

Fica explícito no livro do Apocalipse, a espinha dorsal dessa idéia que surge em Mateus 28:20, onde Jesus diz: I Will be with you even to the end of the world – Eu estarei convosco até ao fim do mundo.

Contudo, na tradução inglesa da Bíblia, a palavra “World” está mal traduzida, no meio de outras más traduções.  A palavra realmente usada era “Aeon”, que significa “Era” – “Eu estarei convosco até ao fim da era.”

O que no fundo é verdade, Jesus como personificação Solar de Peixes irá acabar quando o Sol entrar na Era de Aquário. Este o conceito de fim dos tempos e do fim do mundo é uma má interpretação desta alegoria astrológica.

Além disso, o fato de Jesus, ser literal e astrologicamente um híbrido, só demonstra o plágio que Jesus é do Deus-Sol egípcio, Hórus. Por exemplo, escrito à 3.500 anos atrás, nas paredes do Templo de Luxor no Egito; estão imagens da enunciação, da imaculada concepção, do nascimento e da adoração a Hórus.

As imagens começam com o anúncio à virgem Íses de que ela irá gerar Hórus, que Nef, o Espírito Santo irá engravidar a Virgem, e depois o parto e a adoração. E que é não mais do que o milagre da concepção de Jesus Cristo.

Na verdade, as semelhanças entre Hórus e Jesus são flagrantes.

E o plágio continua.

A história de Noé e da sua Arca é retirada diretamente das tradições. O conceito de Dilúvio está em todas as antigas civilizações, em mais de 200 diferentes citações em diferentes períodos e tempos. Contudo, não será preciso ir muito além da fonte pré Cristã para encontrar a Epopéia de Gilgamesh, escrita em 2600 a.C.

Esta história fala sobre grandes Inundações ordenadas por Deus, uma Arca com animais salvos, e até mesmo o libertar e o retornar da pomba, entram em concordância com a história bíblica, entre muitas outras semelhanças.

E depois há a história plagiada de Moisés. Sobre o nascimento de Moisés, diz-se que ele foi colocado numa cesta de cena e lançado ao rio para evitar um infanticídio. Ele foi mais tarde salvo pela filha de um Rei e criado por ela como um Príncipe.

Está história de bebê numa cesta foi retirada do mito de Sargão de Akkad por volta de 2250 a.C. Depois de nascer, Sargão, foi posto numa cesta de rede para evitar um infanticídio e lançado ao rio. Foi depois salvo e criado por Akki, uma esposa da realeza Acádia.

Além disso, Moisés é conhecido como Legislador, Portador dos Dez Mandamentos e da Lei Mosaica. Contudo, a idéia de Lei ser passada de um Deus para um profeta numa montanha é também antiga. Moisés é somente um legislador numa longa linha de legisladores na história mitológica.

Na Índia, Manou foi o grande Legislador. Na ilha de Creta, Minos ascendeu ao Monte Ida, onde Zeus lhe deu as Leis Sagradas. Enquanto que no Egito, Mises, tinha nas suas pedras as leis que Deus havia escrito. Outra curiosidade é todos com a inicial: M

E no que diz respeito a estas Dez Ordens ou Dez Mandamentos, foram retiradas do papel carbono do “Feitiço 125 do Livro dos Mortos” do Antigo Egito.

E o que é que o Livro dos Mortos dizia?

Eu nunca Roubei tornou-se Não Roubarás
Eu nunca Matei tornou-se Não Matarás
Eu nunca Menti tornou-se Nunca levantarás falsos testemunhos e por aí adiante.

A religião Egípcia é no fundo a base fundamental para teologia Judaico-Cristã.

Batismo, Vida após a morte, Julgamento Final, Imaculada Concepção, Ressurreição, Crucificação, A arca da Aliança, Circuncisão, Salvadores, Comunhão Sagrada, o Dilúvio, Páscoa, Natal, a Passagem e muitas outras coisas e atributos são idéias Egípcias, nascidas muito antes do Cristianismo ou Judaísmo.

Justino o Mártir, um dos primeiros historiadores e defensores cristão, escreveu:

Quando nós (Cristãos) dizemos que, Jesus Cristo, o nosso mestre, foi produzido sem união sexual, foi crucificado, morreu, ressuscitou e ascendeu aos Céus, não propomos nada de muito diferente do que aqueles que propõem e acreditam tal como nós, os Filhos de Júpiter.

Numa escrita diferente, Justino o Mártir diz: Ele nasceu de uma virgem, aceite isso em comum com o que você acredita dos Perseus.

É óbvio que Justino e outros cristãos cedo souberam como o cristianismo era semelhante a outras religiões pagãs. No entanto, Justino tinha uma solução, para ele.. A culpa foi do Diabo. Para ele o Diabo teve a ambição de chegar antes de Cristo, e criou estas características no mundo pagão.

Eles pensam realmente que o mundo tem 12,000 anos. Mas se é só isso, e os fósseis dos Dinossauros? Ele dizem: Fósseis de Dinossauros? Deus colocou-os lá para testar a nossa fé!

A Bíblia não nada mais do que um híbrido literário astro-teológico, tal como todos os mitos religiosos que antecederam. De fato, o aspecto da transferência de atributos, de umas personagens para as outras é facilmente reconhecida no próprio livro em si.

No Antigo Testamento há a história de José. Ele era um protótipo de Jesus.

José nasceu de um milagre, Jesus também. José tinha 12 irmãos, Jesus tinha 12 discípulos. José foi vendido por 20 pratas, Jesus por 30 pratas. Irmão “Judá” sugere a venda de Josué, o discípulo “Judas” sugere a venda de Jesus.

Josué começa os seus trabalhos aos 30, Jesus também começa aos 30 anos. Os paralelismos continuam e vão muito além.

Além disso, haverá algum registro não-bíblico da existência de alguém chamado Jesus, filho de Maria, que viajou com 12 seguidores e curou pessoas? Existiram muitos historiadores que viveram no Mediterrâneo durante esse mesmo período e até mesmo após a presumível morte de Jesus.

Algusn historiadores:

Quantos desses historiadores fizeram relatos sobre a sua figura? Nem um.

Porém, para sermos justos, isto não significa que os defensores da existência do Jesus histórico nunca tenha reclamado o contrário, quatro historiadores são particularmente tipicamente referidos como pioneiros quanto à existência de Jesus.

Plínio “o Jovem”, Suetônio e Tácito foram os três primeiros. Cada uma das suas escrituras consiste apenas em algumas frases em que na melhor hipóteses se refere a Christus ou Cristo, que na realidade não é um nome mas sim um título. Significa “o Escolhido.”

A quarta fonte é Josefo cujos documentos foram provados ter sido falsificados séculos atrás e infelizmente, ainda vistos como verdadeiros. Seria normal pensar que alguém que ressuscita dos mortos e ascende aos céus para todos verem, e que praticou tantos milagres surgiria nos registros históricos. Mas não, uma vez que pesadas as evidências há grandes probabilidades da figura conhecida como Jesus, nunca ter existido.

Concluindo o artigo:

A religião Cristã é uma paródia à adoração do Sol, onde colocaram um homem chamado Jesus Cristo em seu lugar e começaram a entregar essa personagem, a devoção que entregavam ao Sol.

Thomas Paine 1737-1809.

Não queremos ser indelicados, mas temos que ser fatuais. Não queremos magoar os sentimentos de ninguém, mas queremos ser academicamente corretos, naquilo que compreendemos e sabemos ser verdadeiro. O cristianismo não é baseado em verdades. Consideramos que o cristianismo foi apenas uma história romana, desenvolvida politicamente.

Jordan Maxwell – presente.

A realidade consiste em que, Jesus foi divindade Solar do setor Gnoticista Cristão, e tal como outros Deuses Pagãos, era uma figura mítica. Foi sempre o poder político que procurou monopolizar a figura de Jesus para controle social.

Por 325 D.C. em Roma, o Imperador Constantino reuniu o “Concílio Ecumênico de Nicéia” e foi durante esta reunião que as doutrinas políticas com motivação cristão foram estabelecidas e assim começou uma longa história de derramamento de sangue e fraude espiritual.

E nos 1600 anos que se seguiram, o Vaticano dominou politicamente e com mão de ferro, toda a Europa, conduzindo-a a agradáveis períodos tais como a Idade das Trevas, assim como a outros eventos como as Cruzadas e a Santa Inquisição.

O mito religioso é o mais poderoso dispositivo jamais criado, e serve como base psicológica para que outros mitos floresçam.

O Cristianismo, bem como todas as crenças teístas, são a fraude desta Era. Serviu para afastar os seres humanos do seu meio natural, e da mesma maneira, uns dos outros. Sustenta a submissão cega do ser humano à autoridade.

Reduz a responsabilidade humana sob a premissa de que “Deus” controla tudo, e que por sua vez os crimes mais terríveis podem ser justificados em nome da perseguição Divina.

E o mais importante, dá o poder àqueles que sabem a verdade e usam o mito para manipular e controlar sociedades.

Fontes de estudos para criação deste artigo:

- Carpenter, Edward: Pagan and Christian Creeds, DODO Press;
- Frazer, James.: The Golden Bough, Touchstone, 1963;
- Moor, Edward, The Hindu Pantheon, Simpson;
- Acharya S.: The Christ Conspiracy, Adventures Unlimited Press, 1999;
- Acharya S.: Suns of God , Adventures Unlimited Press, 2004;
- Frazer, James.: The Golden Bough, Touchstone, 1963;
- Acharya S.: The Christ Conspiracy, Adventures Unlimited Press, 1999;
- Massey, Gerald.: The Historical Jesus and the Mythical Christ, The Book Tree;
- Maxwell, Tice, Snow: That Old-Time Religion,The Book Tree;
- Roy, S.B: Prehistoric Lunar Astronomy, Institute of Chronology, New Delhi, 1976 ;
- Bonswick, James: Egyption Belief and Modern Thought;
- Doane, Thomas: Bible Myths and Their Parallels in Other Religions;
- Olcott, William Tyler : Suns Lore of All Ages, The Book Tree;
- Zeitgeist, the Movie – Peter Joseph;
- Hall, Manly P.: The Secret Teachings of All Ages, 1928;
- Higgins, Godfrey: Anacalypsis, A&B Books;
- Anderson, Karl: Astrology of the Old Testamate, Health Re;
- Jackson, John: Christianity before Christ, AAP;
- Campbell, Jospeh: Creative Mytholigy- The Masks of God, Penguin;
- Churchward, Albert: The Origin & Evolution of Religion;
- King James Version, The Holy Bible, Holman;
- Budge. Sir. E.A. Wallis: The Gods of the Egyptions Vol I, Methuen and Co;
- Churchward, Albert: The Origin & Evolution of Religion;
- Allegro, John – The Dead Sea Scrolls and the Christian Myth, Prometheus Books;
- Freke & Gandy: The Jesus Mysteries, Three Rivers Press;

Evolucionismo e teoria da evolução

Desde os tempos mais remotos indagamos sobre a origem dos seres vivos, incluindo nós mesmos, e durante todo esse tempo sempre tivemos nossas “respostas” na forma de fantasias, estórias fantásticas e recheadas de alegorias que foram transmitidas de geração após geração.

Por mais de 99% de seus quase 250 mil anos na Terra, o Ser Humano foi dominado pelo pensamento mitológico e suas lendas. Depois, há cerca de 2500 anos atrás surgiu a Filosofia, e a Razão tentou buscar essa resposta abrindo caminho para algo além dos mitos e crenças.

Mas essa Era de lucidez racional seria por 1000 anos obscurecida pelas sombras da Idade Média e seus dogmas de fé baseados na antiga mitologia judáico-cristã. No Oriente Médio, boa parte desta cultura racional sobreviveu disputando lugar com a crença na similar mitologia islâmica, e no Extremo Oriente, também desde há 25 séculos atrás, outro tipo de filosofia, mais mística, se espalhava, baseada no Hinduísmo, Taoísmo e Budismo.

E só há pouco mais de 250 anos, outra área do potencial humano amadureceu e se consolidou, a Ciência.

A Ciência é a fusão da Razão com a Experimentação. Do Pensamento com o Empirismo, e é tão eficiente que seus resultados práticos e materiais em menos de meio século foram muito mais marcantes do que as dezenas de milhares de anos de misticismo e magia.

Ela pode não ter as respostas para nossas indagações interiores, e com certeza não tem a chave da felicidade, mas ninguém pode negar que ela é muito eficaz em entender, explicar e controlar a natureza.

A Ciência também nos deu sua resposta para a grande pergunta sobre a origem da vida, e esta veio sob a forma da TEORIA DA EVOLUÇÃO.

Não é de se admirar que essa explicação só tenha surgido há tão pouco tempo. Primeiro por que não se muda rapidamente centenas de milhares de anos de pensamento mitológico só com 2500 de Filosofia ou 250 de Ciência, e depois porque essa questão realmente não é fácil de ser respondida.

É uma pergunta sobre algo que há muito aconteceu e que ninguém presenciou, sobre eventos e processos que se deram muito antes de qualquer tentativa de resposta mesmo mitológica. Algo que acontece na verdade há muitos milhões de anos.

Com nosso quadro histórico, podemos considerar normal que por volta de 1600 dC, após o surgimento da imprensa, a Ciência tenha tido dificuldades para se estabelecer enfrentando toda uma estrutura de repressão religiosa que até ainda hoje não foi totalmente vencida.

Foi nesse quadro de resistência, que um processo de elaboração de pensamento foi tomando corpo, oEVOLUCIONISMO, que tinha uma resposta diferente daquela referência que dominou toda a Idade Média, aBíblia.

A idéia de que a Terra era o centro físico do Universo já fora derrubada, mas o impacto sobre a religião não fora tão grande pois a doutrina cristã não se apoia no Geocentrismo, ainda que ele esteja presente na Bíblia. (Para qualquer dúvida sobre se a Bíblia é ou não Geocentrista indico ESTE TEXTO)

Mas enfrentar o Mito da Criação? Algo do qual depende boa parte de toda a Teologia Cristã e suas diretrizes de comportamento? Foi algo muito mais complicado.

Não obstante o trabalho árduo de vários pesquisadores, cientistas e filósofos levou a uma mudança de pensamento, e o hoje a TEORIA DA EVOLUçÃO é mais do que estabelecida como a mais precisa explicação para a origem da vida.

Mas afinal, o que é a Teoria da Evolução e o Evolucionismo?

“EVOLUÇÃO ESPONTÂNEA”

Apesar do que muitos pensam, o Evolucionismo não é produto de uma só pessoa, não é idéia de um ou dois cientistas. Ele é simplesmente o resultado inevitável de um processo de evolução científica.

A Ciência lida com fatos explicáveis e controláveis, previsíveis e reproduzíveis. Só pode aceitar explicações que se baseiem em fenômenos comprovados e observáveis na natureza.

NÃO EXISTE CRIAÇÃO!

Nunca ninguém jamais viu algo surgir do nada, ou uma transformação tão radical quanto um organismo complexo como o humano surgir do barro. Isso não existe na natureza. Portanto a explicação religiosa criacionista é inaceitável no pensamento científico.

Tudo o que vemos na natureza é resultado de processos progressivos, estruturas muito simples podem parecer “surgir” rapidamente, mas estruturas complexas só surgem aos poucos, construídas passo a passo por processos lentos.

Lenta e progressivamente os seres vivos nascem e crescem, uma semente se torna uma imensa árvore e um aglomerado de células menores que a cabeça de um alfinete se tornam grandes animais.

Deve-se entender o termo EVOLUÇÃO antes de tudo como transformação, mudança progressiva, lenta e gradual. E sendo assim a Evolução está em TUDO que existe. Desde o mundo físico até os processos sociais. Nada acontece sem ser resultado de estágios progressivos. Nem mesmo idéias surgem do nada.

A noção de Evolução começou a tomar corpo no pensamento humano a partir do momento que se passou a observar com mais cuidado os seres vivos. O surgimento das ciências Biológicas é o próprio surgimento do Evolucionismo.

NÃO EXISTE BIOLOGIA SEM EVOLUCIONISMO!

A Biologia, assim como a Geologia, Antropologia Física, Paleontologia e outras, só são possíveis como ciências numa estrutura evolucionista, sem a Teoria da Evolução todas elas perdem completamente sua base.

Mas antes de prosseguirmos, vale retroceder um pouco e observar como a observação da natureza foi feita ao longo da história humana.

Vamos seguir um raciocínio em etapas.

Se uma coisa existe, podemos pensar a princípio em duas possibilidades: 1 – ELA SEMPRE EXISTIU
2 – ELA PASSOU A EXISTIR

Durante muito tempo acreditou-se que o mundo e o Universo sempre haviam existido. Muitas religiões Panteístasnão possuem cosmogêneses embora a natureza esteja em constante movimento. Também no Budismo o Universo existe sempre, e no Bhramanismo apesar de existir o surgimento e fim do Universo, o ciclo é infinito.

Alguns filósofos gregos também eram adeptos da existência ETERNA do mundo. Aristóteles foi um deles.

O Sábio Grego Aristóteles foi um dos homens mais brilhantes de todos os tempos. Ele fundamentou a Lógica, as Ciências Naturais, a Dialética e a Retórica. Muitos dos feitos de Aristóteles são sentidos até hoje, 2.300 anos depois. Ele também foi o primeiro pensador a se ocupar sistematicamente com os seres vivos.

Mas Aristóteles não era divino, ela nada tinha em que se basear, por isso muitas de suas conclusões não são mais válidas. Mesmo assim foi sem dúvida o primeiro Biólogo, examinou organismos, dissecou animais e observou o comportamento de vários tipos de seres vivos. Ela declarava que havia algo de maravilhoso em todas as formas vivas, das quais não devíamos ter um nojo infantil.

Mas por que hoje não aceitamos mais que as coisas sempre tenham existido?

Em parte pela religião. Os mitos Politeístas e Monoteístas sempre possuem uma origem das coisas, do Universo e dos seres vivos. São os Deuses ou um Deus que criam o mundo e o Ser Humano. Com o domínio dessas crenças e em especial do Cristianismo, a idéia de uma existência eterna foi abandonada, pois havia um relato de criação.

Mas a existência Eterna também não satisfaz a observação cuidadosa da realidade. Se prestarmos atenção, principalmente com os métodos que dispomos agora, veremos que tudo está em constante transformação. Nem montanhas são eternas, algumas coisas novas surgem, outras deixam de existir.

ETERNO é o que está fora do tempo! Que sempre existiu e sempre existirá, que não tem fim nem teve começo. Apesar de nossa experiência comum e diária nem sempre poder invalidar isso, a mente humana não consegue lidar bem com a idéia da Eternidade. Isso vai contra nossa vivência e intuição.

Nesse sentido as Cosmogêneses foram um avanço no pensamento humano, pois substituíram o Mito da Eternidade pela idéia da Existência Temporal.

Então se admitimos que uma coisa passou a existir, podemos pensar em dois pares de possibilidades:

1 – ELA SURGIU DO NADA
2 – ELA SURGIU DE ALGUMA OUTRA COISA
1 – ELA SURGIU REPENTINAMENTE
2 – ELA SURGIU PROGRESSIVAMENTE

Em qualquer época a experiência humana pode constatar que “nada surge do NADA”. Não se vêem coisas se materializando no Ar, o que mesmo assim não significaria que estariam vindo do Nada. Estamos acostumados a ver coisas surgindo de outras.

Mas então temos uma problemática questão. Se Tudo vem de alguma coisa, de onde veio a Coisa Primeira?

Se sabemos que uma Girafa nasce sempre de outra Girafa, de onde veio a Primeira Girafa?

Durante muito tempo acreditou-se na Geração Espontânea, suposta também por Aristóteles. Sabia-se que os animais se reproduziam, mas como explicar os primeiros destes animais? Simples, eles viriam de outras coisas.

Então pensava-se que num corpo em apodrecimento, surgiam moscas, nas areias de um pântano surgiam sapos e mesmo que em pelos de animais surgiam cobras. Isso explicava então como surgiram os primeiros exemplares de cada animal.

Nesse sentido a Teologia Cristã já era mais avançada, pois no primeiro Capítulo da Gênese Bíblica declara-se que cada espécie “reproduz-se conforme sua espécie”. Mas sendo assim, como teriam surgido as primeiras espécies? Do NADA!

Porém essa surgimento do NADA só teria ocorrido num determinado momento do passado, na CRIAÇÃO, mediante o indiscutível poder de DEUS. E nunca mais. Então resolvia-se a questão das origens sem a necessidade de Geração Espontânea, ainda que esta não tenha sido esquecida.

A Teologia Bíblica é incompatível com a Geração Espontânea e a Igreja só não perseguiu os adeptos desta idéia com mais rigor por que ela não era muito preocupante apesar de estar arraigada no imaginário popular. Porém a Igreja apoiou todas as experiências que visavam desacreditar a Geração Espontânea.

Por isso inclusive o Criacionismo foi tão satisfatório durante mais de mil anos, ele explicava o mundo apelando para um mistério que pelo menos na época não tinha motivos para ser contestado.

Porém há um problema nessa idéia que a princípio passa desapercebido.

Se cada espécie reproduz-se segundo a sua espécie, por que elas não são exatamente iguais? Por que as vezes nascem animais diferentes de seus pais? Por que de um boi e de uma vaca malhados, as vezes nascem bezerros escuros ou mesmo brancos e listrados?

Na Bíblia, no Capítulo 30 da Gênese nos versículos de 32-43, fica clara a idéia de que tais características podem ser determinadas pela influência direta do ambiente, como colocar um rebanho perante um cenário listrado e sua prole nascer listrada.

Esse é só um exemplo de como a Bíblia e a Teologia Cristã normalmente não tem uma resposta para explicar por que em geral os descendentes não são idênticos aos genitores.

Mas esse não é o único problema, há também a questão do mito do Dilúvio Universal, que inviabiliza qualquer possibilidade de explicação razoável para o fato de haver tantas espécies diferentes espalhadas por todo o mundo. Esse problema pode ser visto neste TEXTO.

Somando-se isso ao crescente descrédito da Teologia Cristã e da Bíblia sobre assuntos científicos e históricos, cada vez mais evidenciados pelos avanços da ciência, pouco a pouco os cientistas ficavam menos satisfeitos com as explicações tradicionais.

Num ponto de vista que só aceita como válido fenômenos comuns na natureza, só resta considerar que:

UMA COISA SÓ SURGE DE ALGUMA OUTRA COISA, E PROGRESSIVAMENTE

Então, se sabemos que toda girafa nasce de outra girafa, mas que girafas não existiram sempre, de onde surgiu a primeira girafa?

De uma outra coisa, mas não radicalmente diferente, e sim muito parecida com uma girafa, ou seja, um outro animal parecido com a atual girafa, assim como antes deste tipo de animal havia um outro, e outro, o que mostra uma gradação progressiva.

Mas como isso poderia ter ocorrido? São muito raros os casos onde um ser vivo nasce significativamente diferente de sua própria espécie. De onde tiveram a idéia de que isso fosse possível?

Em parte através de raciocínios simples como esse, mas essa iminente desconfiança Evolucionista se deu principalmente após a idéia de se catalogar os seres vivos e categorizá-los em classes.

TAXONOMIA

Toda Ciência necessita de organização e método, e portanto deve classificar bem seus objetos de estudo. O próprio Aristóteles já fizera isso há 2.300 anos, embora em um campo de amostras muito limitado, se resumindo às espécies disponíveis nas próximidades da antiga Grécia. Já no século XIX, o mundo tinha sido quase totalmente explorado, todos os continentes eram conhecidos. A humanidade já tinha contato com as exóticas faunas e floras das Américas, África e Oceania, bastante diferentes das do velho mundo.

Os primeiros naturalistas passaram então a catalogar os seres vivos, num processo de classificação organizada que chamamos de TAXONOMIA.

Sabemos que classificar as coisas pode ser trabalhoso, podemos organizar uma livraria separando os livros por assunto, por ordem alfabética, por autor e etc. Um livro sobre Maomé pode ser colocado em História, Religião, Oriente Médio ou Grandes Personalidades. Se formos classificar os veículos, podemos agrupá-los em terrestres, aquáticos e aéreos. Então subagrupar os terrestres pelo número de rodas, pelo tamanho, pela aplicação, data de fabricação e etc.

Enfim há várias formas distintas de se organizar as coisas, e é difícil saber, quando não impossível, qual a forma mais apropriada.

Ao classificar os seres vivos, os naturalistas não demoraram a perceber algo curioso, todas as formas de classificação pareciam convergir para uma mesma tendência, que permitia agrupar as espécies numa árvore de seções e subseções que obedecia uma progressão notável.

Vejamos um exemplo simples, tentemos classificar apenas 9 animais: Aranha, Barata, Cobra, Gorila, Minhoca, Morcego, Peixe, Pombo, e Tigre.

Alguém poderia colocar a Cobra junto com a Minhoca, mas se observarmos de perto ela tem muito mais em comum com o Peixe, devido a um esqueleto, olhos, dentes, escamas e etc. Por isso os naturalistas agrupam seres com o maior número de características em comum.

Se dividíssemos nossos 9 animais em 3 grupos, parece ser óbvio que Aranha e Barata estariam no mesmo grupo, assim como Tigre e Gorila. Morcego e Pombo poderiam estar em outro grupo enquanto Peixe e Cobra em outro. A minhoca poderia ser colocada junto com a Aranha e a Barata, ou o Peixe e a Cobra.

Mas é claro que existem milhares de espécies, que nos permitem agrupamentos muito mais refinados, de modo que encontraremos um lugar bem mais apropriado para a Minhoca. Com isso acabamos por chegar a atual classificação de seres vivos que devemos admitir, e difícil de ser alterada.

Um Morcego tem muito em comum com o Pombo, por voar e ter sangue quente por exemplo, mas tem ainda mais em comum com o Rato: Pêlos, dentes, não põem ovos, tem membros bem mais parecidos e etc. Uma Minhoca tem mais em comum com uma Lagarta do que uma Cobra, que por sua vez tem mais em comum com uma Tartaruga.

São cuidados como esse que fazem com que a Aranha não esteja no grupo dos Polvos mas no dos Artrópodos, junto com a Barata, por ter exoesqueleto, e sub grupo dos Aracnídeos, junto com o Ácaro, por ter 8 pernas e uma cabeça/toráx, diferente das 6 pernas do subgrupo dos Insetos, que possuem cabeça separada do tórax, além de antenas, inexistentes nos Aracnídeos. Os Polvos por sua vez, mesmo tendo 8 membros como as Aranhas, são classificados como Moluscos, por não terem qualquer tipo de esqueleto, sobrevivendo apenas em meios densos como a água, tal qual a Lula e o Calamar.

A ÁRVORE DA VIDA

Por fim, o que os naturalistas perceberam é que os seres vivos, diferentes de instrumentos musicais, livros ou máquinas, possuem um modo de ser classificados que é muito mais claro e adequado que outros modos, eles obedecem a uma seção de agrupamentos muito evidente, que os separa em diversos grupos razoavelmente isolados, porém sutilmente interligados por alguns animais que parecem fazer uma conexão entre os grupos.

Logo organizaram as formas de vida num esquema ÁRVORE, muito usado para outras coisas a serem classificadas, mas que sempre sugere ramos e troncos comuns, tal como invenções derivadas de outras, ou estilos musicais que se desmembram de outros, porém com uma Peculiaridade ÚNICA!

Os ramos da Árvore dos seres vivos simplesmente não se cruzam! Diferente de estilos musicais e idiomas que se misturam, ou máquinas que mesmo após várias gerações de aperfeiçoamentos podem ser fundidas numa só, como um telefone com visor, ou um carro anfíbio.

Mas os Seres Vivos uma vez separados em ramos taxonômicos, esses ramos não mais se interceptam, e por isso só a Mitologia pode imaginar Cavalos com Asas de Pássaros, Homens com Corpo de Cavalos ou Mulheres com Cauda de Peixe, assim como só a intervenção humana, por meio da engenharia genética, poderia produzir um Rato com uma Orelha Humana.

Uma vez na árvore, ficou difícil não perceber uma progressão, ficava evidente uma série de troncos comuns que surgiam de um tronco único, o que sugeria ancestrais em comun que iam dando origem a descendentes, tal como uma árvore genealógica humana.

Porém se traçarmos nossa árvore genealógica, veremos que ela se cruza com outras árvores, se misturando, o que não acontece com as espécies animais. Aliás a definição de espécie é justamente essa, de uma forma simplificada: “Um grupo de seres vivos que pode cruzar entre si”. Por isso uma Onça Preta e uma Onça Pintada são espécies distintas, apesar de serem bem mais parecidas entre si do que um Puddle e um Dogue Alemão, que são raças diferentes de uma mesma espécie.

Apesar de tudo isso havia alguns problemas com essa idéia de seres vivos surgindo progressivamente de ancestrais comuns. Primeiro a ausência de algumas espécies que deveriam ser intermediárias entre outras, que foram chamadas de Elos Perdidos, segundo, a falta de conhecimento de um mecanismo convincente para explicar como ocorreria essa transformação.

Jean-Baptiste Lamarck

A primeira explicação razoável que foi proposta para explicar essa Evolução é conhecida comoLAMARCKISMO

Lamarck foi um dos primeiros biólogos contemporâneos, além de ter sido seminarista e militar. A partir de 1801 ele passou a publicar vários livros na qual combatia o FIXISMO, doutrina na qual as espécies de seres vivos são imutáveis, e o CATASTROFISMO, que afirmava que grandes e sucessivas catastrofes, o que incluia o dilúvio de Noé, eram responsáveis por várias das características ambientais assim como do desaparecimento de diversas espécies.

Sendo o primeiro grande Evolucionista da história, ele teve a árdua tarefa de promover uma explicação para como ocorrem as mudanças de espécies, desafiando a crença tradicional.

Naquela época a Geração Espontânea não era mais aceita por qualquer letrado, o italiano Francesco Redi, e o francês Loius Pasteur ajudaram a derrubar por completo a crença nessa hipótese. Muitos já esboçavam pensamentos evolucionistas misturados com hipóteses catastrofistas e mesmo criações divinas sucessivas pequenas e locais, ao quais Lamarck rejeitava, propondo basicamente duas afirmações:

1 – A influência do Ambiente produz mudanças físicas no indivíduo de uma espécie.
2 – Esse indivíduo transmite as modificações para seus descendentes, que nascem adaptados.

Voltando ao exemplo da Girafa, segundo Lamarck, um grupo de animais teria se instalado num ambiente onde as melhores opções de alimento estavam no alto das árvores. O hábito fazia com que os animais cada vez mais esticassem o pescoço para alcançar as folhas mais altas. Com o tempo, o pescoço tenderia a se alongar ainda que imperceptivelmente, e os descendentes desses animais já nasceriam com pescoços ligeiramente mais longos, e assim por diante, geração após geração, até que houvesse uma estabilidade, resultando no animal que conhecemos como Girafa.

Para Lamarck, o uso repetido do orgão causaria um desenvolvimento, e seu desuso naturalmente uma atrofia, o que explicava o desaparecimento dos órgãos que não mais tinham utilidade para a nova espécie.

Essa teoria logo se popularizou, despertando severas reações de uma sociedade Criacionista. Em especial de um naturalista protestante fortemente adepto do fixismo catastrofista e apologista bíblico, Georges Leopold Cuvier, autor respeitado de um denso e valioso trabalho que inclui principalmente anatomia.

A firmeza de Lamarck perante a ira dos conservadores resultaria futuramente em seu obscurecimento, e acabaria morrendo na miséria, em 1829. Mas sua teoria só viria a ser parcialmente derrubada décadas mais tarde em especial pelos experimentos de August Weismann, que cortando caudas de várias gerações de ratos de laboratório, concluiu que nem por isso os descendentes nasciam sem caudas.

A teoria de Lamarck era perfeitamente racional, mas para a Ciência a Razão não basta, pois como já vimos ela caminha com as pernas do Racionalismo e do Empirismo, é preciso o apoio dos fatos empíricos os quais nunca confirmaram a segunda proposição da teoria Lamarckista.

Porém o primeiro postulado de Lamarck, de que o ambiente influencia as espécies, se manteve, servindo de apoio à nova teoria que viria a surgir.

É curioso que hoje em dia, após mais de um século e meio de descobertas, a teoria de Lamarck ainda esteja fortemente viva na memória popular, pois a maioria das pessoas que pensam saber algo sobre Evolução ainda raciocina em termos Lamarckistas!

DARWIN

CHARLES ROBERT DARWIN não só não foi o primeiro evolucionista como muitos pensam, como sequer foi o primeiro Darwin evolucionista. Seu avô ERASMUS DARWIN, médico e filósofo, já havia publicado em 1795 uma obra onde apresentava idéias evolucionistas precursoras de Lamarck. “Mal de família”, diriam os Criacionistas.

Charles Darwin nasceu em 1809 e desde cedo se interessou por história natural. Cursou sem concluir teologia e medicina, mas preferiu se ocupar de botânica, zoologia e geologia. Recebeu várias influências, entre elas do botânico John Stevens Henslow e do geólogo Adam Sedgwick.

Naquela época a Geologia também já estava em pleno desenvolvimento, através de obras como a de Charles Lyell que apesar de ainda acreditar na imutabilidade das espécies, já propunha uma Terra em graduais e lentas mudanças muito mais antiga do que o mundo de pouco mais de 6000 anos, baseado na simples contagem de gerações de lendários personagens bíblicos, que ficava cada vez mais insustentável.

Após se formar em Humanidades, em 1831, Darwin partiu a bordo do Beagle, ao lado de outros personagens incluindo o lendário cientista e aventureiro Richard Francis Burton, na condição de naturalista, para uma viagem de 5 anos que tinha como missão o reconhecimento de diversas partes do mundo, incluindo as famosas ilhas Galápagos, o Brasil, Cabo Verde e Oceania. Coletando inúmeras informações e examinando diretamente vastas condições ambientais e espécies diferenciadas, Darwin começou a perceber que a Estabilidade das Espécies, o paradigma predominante da época, não explicava bem uma série de fatos que constatou.

Após tomar contato com as idéias de Lamarck e posteriormente as de Thomas Malthus, sobre a dinâmica de crescimento populacional, Darwin finalmente concebeu o mecanismo evolutivo que seria a essência de toda a sua teoria. A Seleção Natural.

Mas darwin também não foi o único a propor tal mecanismo, na verdade esta idéia tem como co-autor Alfred Russel Wallace, que poderia hoje ser o alvo do ódio dos criacionistas caso Darwin não tivesse entrado em cena. Wallace também fizera uma viagem ao redor do mundo, tendo estado inclusive na Amazônia, e lera os mesmos livros que Darwin. Ambos foram reconhecidos como autores da Teoria, porém o livro de Darwin, A Origem das Espécies, foi muito mais impactante, e ele acabou levando a maior parte da fama, assim como sofrendo a maior parte da repressão do pensamento criacionista dominante.

Wallace e vários outros estudiosos, incluindo Lyell, o botânico Joseph Hooker, o entomologista Henry Walter Bates, o naturalista Fritz Müller e o morfologista Thomas Henry Huxley, se tornaram grandes admiradores e contribuidores de Darwin e se uniram na disseminação de suas idéias. Este último inclusive ficou conhecido como o “buldogue de Darwin”, por defender ardorosamente as idéias de seu amigo em debates aos quais, Darwin, de temperamento tímido e discreto, não era muito dado.

Portanto, a Teoria da Evolução pela Seleção Natural, apesar de ser chamada de Darwinismo, é o resultado de um processo lento de evolução científica através de vários autores, e mesmo que Darwin nunca tivesse existido, cedo ou tarde ela surgiria no meio científico, mesmo porque a simples estruturação da Biologia torna inevitável a constatação do fenômemo evolutivo, que requer uma explicação.

A LEI DA SELVA

A ORIGEM DAS ESPÉCIES
por meio da
Seleção Natural
ou
A Luta pela Existência na Natureza

A mais famosa obra de Darwin é até hoje considerada como a publicação mais revolucionária de todos os tempos. Seu impacto na sociedade foi avassalador e até hoje inúmeros religiosos não se conformam com o fato da interpretação literal da Gênese Bíblica ter sido aniquilada. Muito apologistas bíblicos a consideram como: “O mais duro golpe contra a Palavra de Deus”.

Darwin concordava com os princípios elaborados por Lamarck, mas percebeu serem eles insuficientes para explicar a variadade de espécies existentes e suas condições de vida.

Voltemos ao exemplo da Girafa. Segundo Darwin, não foi a ação prolongada em esticar o pescoço para colher as folhas mais altas, que fez com que certos animais se tornassem girafas. Imaginemos que alguns tipos de animais foram habitar determinada região onde as melhores opções de alimentos eram as folhas altas. Destes animais, alguns tinham pescoço um pouco maior, e colhiam as folhas com mais facilitade, e outros um pescoço um pouco menor, tendo mais dificuldade em se alimentar. Assim, com o tempo, os animais de pescoço comprido foram favorecidos pelo ambiente, isto é, foram selecionados naturalmente, e os animais de pescoço menor acabaram por ser extintos, ou se mudaram para outro local com condições que lhes fossem mais favoráveis.

A isso damos o nome de SELEÇÃO NATURAL. Um Lei que determina que só os mais adaptados ao ambiente poderão sobreviver, se reproduzir e assim transmitir suas características adaptativas ao seus descendentes. Portanto, os descendentes não tem o pescoço maior apenas porque o pescoço de seus pais se desenvolveu, mas sim por que seus pescoços já eram avantajados, e por isso eles sobreviveram e se reproduziram.

Já havia então variações no comprimento do pescoço daqueles animais “pré-girafas”, que ocorrem normalmente em qualquer espécie, pois os indivíduos nunca são iguais, mas sim possuem pequenas diferenças entre si. Após um período muito grande de tempo, dezenas ou centenas de gerações, a Seleção Natural, baseada nas exigências do ambiente, vai direcionando as variações num certo sentido.

Outra forma de imaginar isso é pensarmos sobre a crença comum de que adolescentes que pratiquem Basquete ou Vôlei fiquem mais altos que a média, o que é uma ilusão. Ao notar que jovens jogadores de um destes esportes são altos, muitos pensam que foi a prática que os tornou maiores, mas na verdade o tamanho, ainda que seja influenciado pela alimentação e outros fatores, é muito mais determinado geneticamente.

Dessa forma não foi a atividade que tornou os jovens mais altos, mas sim o fato de que aqueles que não cresceram o suficiente não continuarem a praticar o esporte, se retiraram ou foram cortados pelos treinadores, num processo semelhante à Seleção Natural.

É diferente por exemplo dos que pratiquem musculação, que de fato ficam mais fortes, porém esse desenvolvimento muscular não é transmitido para os descendentes, ao passo que a altura avantajada sim.

Já no mundo selvagem a Seleção Natural é ainda mais determinante, pois trata-se da luta pela sobrevivência, os mais adaptados, os mais fortes, prosperam. É a Lei da Selva. O número de descendentes gerados é sempre maior que o número dos que conseguem chegar a idade adulta e se reproduzir, por isso apenas os portadores de certas qualidades, que lhes dêem vantagem no ambiente em que vivem, trasmitem as mesmas, que nas gerações seguintes já apresentarão outros tipos de variações e que serão novamente selecionadas.

É evidente que para que esse processo produza espécies muito diferentes será necessário um período de tempo muito extenso, por isso Darwin só se convenceu plenamente de sua própria Teoria quando finalmente novas pesquisas geológicas forneceram uma idade de bilhões de anos para a Terra.

Apesar de sua teoria conseguir explicar com muita eficiência uma série de fenômenos populacionais, Darwin ainda acreditava na transmissão dos caracteres adquiridos ao longo da vida para as próximas gerações, e também não conhecia ainda o trabalho de outro ilustre pesquisador que viria posteriormente a acrescentar um dos últimos ingredientes para que a Teoria da Evolução se tornasse definitivamente irrebatível.

VARIABILIDADE GENÉTICA

Uma vez que percebemos claramente que os indivíduos de uma mesma espécie não são idênticos entre si, podemos distinguir duas diferenciações principais. As Adquiridas e as Herdadas.

As que são adquiridas ao longo da vida são evidentes, porém as Herdadas nem sempre obedecem às nossas expectativas, e só passaram a ser melhor compreendidas graças ao trabalho pioneiro de um monge austríaco chamado Gregor Mendel.

Mendel nasceu em 1822 e faleceu em 1884, 16 anos antes de suas pesquisas serem reconhecidas. Formado em Ciências Naturais, realizando nos jardins de um convento durante 10 anos, cruzamentos com exemplares amarelos e verdes de ervilhas por várias gerações, ele descobriu as Leis da Hereditariedade, também conhecidas como Leis de Mendel, que explicavam porque uma característica pode aparecer em um indivíduo mesmo que seus “pais” não a apresentem, embora tenham sido apresentada em gerações anteriores.

Com a confirmação de suas experiências, reproduzidas e publicadas em 1900 por Erich Tschermak e Hugo de Vries o mundo descobriu as regras da antes inexplicável descontinuidade de características herdadas através de gerações, combinando os caracteres Dominantes e Recessivos, hoje chamados de Genes.

Foi De Vries que por sua vez propôs também o fenômeno da MUTAÇÃO, que é uma característica não adquirida, mas também não herdada, constituindo uma anomalia ocorrida no processo de reprodução. Darwin também considerava hipótese semelhante, mas não lhe dava muita atenção por saber que a Seleção Natural eliminaria qualquer Mutação que na grande maioria das vezes traz desvantagens ao indivíduo, dificultando sua sobrevivência e perpetuação.

Com isso, ficava clara a origem das variações nas características de indivíduos de uma mesma espécie, aVariação Genética fornece a Matéria Prima sobre a qual trabalha a Seleção Natural, e ao contrário do que muitos pensam, essa Variação comum, também chamada de Deriva Genética domina a quase totalidade da diversificação de características que irão determinar as vantagens no ambiente, e não as Mutações, que geralmente não são aproveitáveis, sendo eliminadas pela Seleção Natural, embora teoricamente possam também, em raros casos, trazer vantagens.

O NEODARWINISMO

Pouco após a morte de Darwin, diversos outros cientistas trabalharam para aperfeiçoar sua teoria, incorporando as descobertas sobre a Variabilidade Genética e eliminando definitivamente o segundo postulado de Lamarck, que pregava a transmissão das características adquiridas, devido a absoluta falta de evidências que a suportassem.

Apenas o material genético é transmitido, com todas as suas variações e ocasionais mutações, fornecendo toda a diversificação necessária para a ação da Seleção Natural. Surgiu então a Teoria de Evolução que permanece praticamente inalterada por mais de um século, que chamamos de NEODARWINISMO, ou mais simplificadamente apenas Darwinismo, ainda que diferente da Teoria proposta por Charles Darwin.

Incorporando as leis da génetica de Mendell e a idéia das mutações, a teoria evolutiva contemporânea estabelece que a Varibilidade Genética é causada pela Recombinação Gênica, que é a variação natural ocorrida com o cruzamento das informações genéticas dos genitores do indivíduo, 50% do pai e 50% da mãe, e que nunca ocorrem da mesma forma em descendentes diferentes, e em menor grau também devido as Mutações.

Na maioria das vezes as mutações são insignificantes, quando dizemos que um idivíduo é mutante, é porque sua mutação é suficientemente grande para resultar em alguma diferença. Como a maioria das espécies já está adaptada ao seu ambiente, a maioria das mutações significativas acabam por ser desvantajosas, e são eliminadas pela Seleção Natural.

Porém muitas mutações costumam ter caráter recessivo, permanecendo ocultas dado aos cruzamentos comuns ocorrerem de modo a acobertá-las. Entretanto se há alguma mudança drástica no ambiente, a Seleção Natural irá priorizar outros tipos de características nos indivíduos, e nesse momento muitas mutações recessivas podem terminar por se manifestar, assim como a ocorrência das mesmas pode aumentar, ampliando ainda mais o leque de variações sobre o qual a Seleção Natural pode trabalhar.

A EVIDÊNCIA FÓSSIL

Já desde antes de Darwin registros fósseis vinham sendo descobertos, e na verdade, devem ter sido achados em longo de toda a história, porém a falta de um viés científico em geral levava a serem desprezados. Na China Antiga por exemplo, muitos achavam que fósseis de dinossaros eram evidentemente esqueletos de dragões, que são animais sagrados para os chineses.

Mais uma vez foi o desenvolvimento do naturalismo que resultou numa maior atenção aos registros fósseis, e os primeiros evolucionistas não logo perceberam estes como mais indícios da evolução.

Assim que a Teoria da Evolução darwiniana se popularizou, foi gerada uma grande expectativa com a futura descoberta de “novos” fósseis, que não demorou a ser satisfeita. Em cerca de um século e meio, foram achados e catalogados tantos fósseis que se tornou impossível negar a existência dos dinossauros e outras forma de animais extintos.

Para evidenciar a evolução porém, os fósseis tiveram que ser analisados e encaixados numa provável linha evolutiva histórica. A datação da idade dos fósseis, realizada por diversos parâmetros, ajudou a classficá-los de acordo com sua época, e pouco a pouco a história natural das espécies foi sendo desvendada, confirmando e esclarecendo cada vez mais o processo evolutivo.

A Paleontologia é o ramo da ciência encarregao de pesquisar os fósseis, e hoje em dia acumulou um conhecimento sobre a história natural dos seres vivos que os primeiros evolucionistas jamais sonharam.

A evidência fóssil então se tornou uma das maiores evidências em favor da evolução.

A DESCOBERTA DO DNA

Na década de 50 do século XX, diversos cientistas estavam em busca de esclarecer o meio sobre o qual o material genético se transmitia. Conhecia-se o conceito, mas não exatamente qual era o mecanismo. O Neodarwinismo já previa que tal estrutura de replicação deveria ser achada, e trabalhando sobre essa premissa, os famosos cientistas James D. Watson e Francis H.C. Crick formularam o modelo molecular do ADN (Ácido Desoxirribonucléico), ou DNA em Inglês, que permanece até hoje.

Não foi um trabalho isolado. Caso Watson e Crick não tivessem sido bem sucedidos, inevitavelmente outros cientistas teriam. Desde então nossos conhecimentos sobre os meios de transmissão de caracteres genéticos aumentaram imensamente, surgindo as terapias genéticas, a identificação por DNA que inclui os testes de paternidade, a prevenção de doenças hereditárias e a comparação genético das espécies.

Todos os seres vivos contém um código genético baseado na estrutura do DNA, que é fundamentalmente a mesma desde as bactérias até o Ser Humano, constituindo forte evidência de parentesco evolutivo, que não seria necessária caso os seres vivos tivessem sido criados isoladamente.

Com a leitura do DNA, pode-se constatar e media a distância evolutiva que separa as diferentes classes de seres vivos. Pôde-se confirmar que os animais mais distantes geograficamente tem estruturas genéticas mais diferentes. O rastreamento genético viria a confirmar e reforçar a explicação evolucionista para a distribuição das espécies no mundo.

Com a leitura de DNA residual, que já permite a identificação até mesmo em materiais “mortos”, é possível analisar os elos de parentesco entre as espécies vivas e as atuais, técnica que vem sendo refinada a cada dia. E no futuro, como um dos resultados do Projeto GENOMA que mapeou totalmente o código genético humano, será possível afirmar com precisão onde e quando se encaixam cada evidência fóssil na linha evolutiva.

O EQUILÍBRIO PONTUADO

As variações ambientais podem ser causadas por vários fatores, terremotos, mudanças climáticas, surgimento de vulcões, espécies que se reproduzem demais e eliminam outras, ou espécies que se extinguem e prejudicam a cadeia alimentar. Ao longo da história geológica da Terra muitas mudanças drásticas ocorreram, como impactos devastadores de meteoros e glaciações.

É exatamente nestas condições que as grandes transformações ocorrem nas espécies, pois a Seleção Natural muda as regras e se torna mais rigorosa, e qualquer pequena particularidade pode fazer toda a diferença. Nestas situações também as mutações ocorrem com maior frequência.

O processo evolutivo portanto não é linear, mas sim irregular, com períodos de maior ou menor desenvolvimento. O dimensão da diferença entre estes períodos porém está em ampla discussão no meio científico atual.

Os Gradualistas, apesar de admitirem a irregularidade do processo evolutivo, preferem entender a evolução como um processo mais estável, ao passo que os Pontuacionistas, baseados na hipótese do Equilíbrio Pontuadodo grande cientista evolucionista Stephen J. Gould, enfatizam uma maior instabilidade na história evolutiva, com grandes períodos de estagnação e breves períodos de aceleração evolutiva.

O Equilíbrio Pontuado propõe que as espécies permanecem estáveis por vastos períodos de tempo até que repentinamente as condições ambientais mudem. Neste momento, a Seleção Natural passa a beneficiar outros fatores que antes seriam inócuos ou desvantajosos, forçando a evolução. Como esses períodos de mudança são breves, logo a espécie se estabiliza novamente, para um novo período de nova estagnação.

Essa hipótese porém não é exatamente uma novidade, mas apenas um ênfase em aspectos já previstos desde Darwin, uma vez que é óbvio que uma espécie bem adaptada ao seu ambiente dificilmente evolui, pois qualquer mudança significativa num indivíduo dificilmente resultaria em vantagens, e seria eliminada pela Seleção Natural.

Um crítico dessa hipótese Richard Dawkins, que cosuma ver o Pontuacionismo como uma mera “nota de rodapé” ao Neodarwinismo. Dawkins, um dos maiores defensores contemporâneos do Evolucionismo, também contribuiu para a ciência mediante a ênfase da Seleção Natural a nível Genético, sugerindo que a Evolução seria como se, de um certo modo, ocorresse uma luta dos próprio Genes para se perpetuar, utilizando os organismo como veículos. Dawkins é também o formulador da hipótese da Memética, que numa analogia à sua proposta da Evolução com ênfase genética, sugere que as informações na forma de estruturas fundamentais chamadasMemes, também se comportariam de forma similar aos genes, lutando para se perpetuar da melhor forma possível, o que abre a possibilidade de estender a Teoria da Evolução até mesmo para a dinâmica cultural e teorias da informação.